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A primeira geração de satélites brasileiros, denominada geração C, empregava transponders que operavam na faixa de frequência denominada banda Ka.
A ionosfera pode causar oscilações rápidas na amplitude e na fase dos sinais transmitidos via satélite.
Satélites de comunicação de órbita geoestacionária transparentes atuam, tipicamente, como estações repetidoras: eles recebem o sinal transmitido de uma estação terrena em uma faixa de frequências de subida; transladam esse sinal para uma outra faixa de frequência, denominada faixa de descida; executam a amplificação de potência; e o transmitem de volta para a terra, onde ele pode ser recebido por uma ou mais estações.
O sistema geoestacionário via satélite INMARSAT pode ser visto como uma rede ATM (asynchronous transfer mode) em que o roteador se encontra no espaço.
Um sistema de recepção de TV via satélite do tipo direct to home (DTH) pode fazer uso simultâneo de mais de um satélite em cluster — posições orbitais similares —, ou em posições orbitais diferentes.
A polarização da onda transmitida por um satélite pode ser alterada durante a propagação dessa onda até as estações terrestres, devido, entre outros fatores, à chuva, na troposfera, e à rotação de Faraday, na ionosfera.
Considerando que a comunicação entre determinados grupos de usuários, localizados em diferentes regiões geográficas, seja realizada por meio de transmissão via satélite, assinale a opção incorreta.
A comunicação entre os grupos ocorre necessariamente sempre em uma mesma faixa de frequência.
Um satélite de comunicação permite a conexão de dois ou mais transmissores-receptores (estações terrestres).
Nesse tipo de transmissão, dois tipos de satélites podem ser usados para comunicação: os geoestacionários e os de baixa altitude.
Esse tipo de transmissão pode ser usado em redes telefônicas.
As posições orbitais geoestacionárias utilizadas por satélites brasileiros, juntamente com as faixas de frequências relativas ao uso das comunicações via satélite a elas relacionadas, são de uso exclusivo e permanente do Brasil, garantidas por meio de tratados internacionais.
Considere que determinada prestadora de serviços de telecomunicações deva executar serviço de telecomunicações via satélite regulado pela Lei Geral de Telecomunicações (Lei n.º 9.472/1997 – LGT) e, para isso, tenha verificado que, tanto o satélite Atlantic Bird™ 1 quanto outros satélites denominados satélites brasileiros propiciam condições equivalentes para a aludida execução. Nessa situação hipotética, sabendo-se que o satélite da Eutelsat descrito não constitui satélite brasileiro, por lei, deverá ser dada preferência ao emprego de satélites brasileiros para a execução do referido serviço de telecomunicações.
Com base nas informações apresentadas, é correto inferir que o satélite Atlantic Bird™ 1 implementa um esquema de recepção semelhante ao do diagrama de blocos ilustrado na figura a seguir.

Em um sistema via satélite geoestacionário, da relação PR apresentada, apenas LA varia com o tempo, de forma instantânea, se esse sistema for do tipo bent-pipe. Essa variação de LA deve-se a alterações das condições atmosféricas no enlace em decorrência, por exemplo, de chuva e de neblina.
Com base na figura apresentada, é correto inferir que a rede VSAT descrita tem arquitetura do tipo two-way meshed, que, comparado à arquitetura do tipo two-way star-shaped, apresenta melhor desempenho em latência, sendo mais adequada a aplicações do tipo telefonia, em especial a aplicações do tipo VoIP. Nessa arquitetura, o uso de tecnologia MCPC (multiple channel/connection per carrier) permite o emprego de técnica de acesso ao satélite do tipo FDMA, em que, para que a rede opere corretamente, é necessário que o transponder utilizado do satélite seja dividido em N × (N – 1) sub-bandas, sendo N o número de elementos da rede.
A taxa de erro de bits, de símbolos e de frames de um sistema via satélite depende da razão entre a potência recebida PR e a potência do ruído e interferência verificada no sistema receptor do enlace. A disponibilidade desse sistema também depende da referida razão e da margem de desvanecimento, que pode ser determinada a partir de PR e da sensibilidade do sistema receptor para determinada taxa de erro desejada.
Quando se deseja um sistema por demanda e com agilidade e rapidez no uso da banda de freqüência do transponder, é adequado à rede VSAT descrita o emprego do esquema de uso do transponder do satélite apresentado na figura a seguir. Nesse esquema, cuidado especial dever ser dado na definição das potências empregadas nas estações, principalmente na estação HUB e em condições de operação na saturação do transponder, de forma a minimizar efeitos de interferência por intermodulação e alargamento de banda ocupada pelo espectro dos sinais oriundos das estações.

Considere-se que um enlace de radiofreqüência deva ser estabelecido entre esse satélite e uma estação terrestre localizada na região Sudeste brasileira. Nessa situação, a figura de mérito desse satélite deverá ser maior se o referido enlace operar em banda C e não, em banda Ku.
As informações apresentadas são suficientes para se concluir que esse satélite utiliza técnica de reúso de freqüência.
Os limiares de disponibilidade e de desempenho de um sistema via satélite são, normalmente, idênticos e são determinados a partir da potência recebida PR mínima que garante uma taxa de erro de bits inferior a um limiar acima do qual não há sincronismo no enlace.
Esse satélite opera tanto na banda Ku quanto na banda C, sendo que, por utilizar polarização linear, enlaces em banda Ku são menos suscetíveis à degradação por despolarização devido ao efeito denominado rotação de Faraday que enlaces em banda C.
As informações apresentadas são suficientes para se concluir que a potência de entrada do sistema receptor do satélite que leva os seus transponders à saturação é –88,5 dBW e –86,5 dBW, respectivamente, para enlaces em banda C e em banda Ku que operem com G/T típico para estações localizadas na região Sudeste brasileira.
O múltiplo acesso do tipo random time division multiple access empregando-se as técnicas denominadas ALOHA e slotted ALOHA permite que se obtenha throughput próximo a 100%, superior então ao que se obtém com tecnologias do tipo TDMA, acarretando, porém, gerenciamento mais complexo no acesso das VSATs às portadoras disponíveis no sistema. Por oferecer maior throughput, esse tipo de acesso é preferível em aplicação de navegação, via satélite, na Internet.