Duas das principais razões da ampla aceitação da Internet
(ou, na verdade, da arquitetura TCP/IP) são a existência de:
• protocolo IP, que é completamente independente dos protocolos
de interligação direta entre equipamentos, que
são os protocolos da camada de Enlace;
• esquema de endereçamento independente do
endereçamento físico das placas de rede (os endereços
MAC).
Com relação ao esquema de endereçamento IP, tem-se
que
A
está em evolução, existindo atualmente dois esquemas
em ampla utilização: o esquema da versão 4, com 32
bits em cada endereço, e o esquema da versão 6, com
256 bits para cada endereço.
B
está organizado em 3 classes principais na versão 4:
A, B e C, que permitem o endereçamento, respectivamente,
de 256 (ou 28), 65.536 (ou 216) e 16.777.216
(ou 224) redes diferentes.
C
possibilita que uma empresa utilize apenas um endereço
IP de classe C e possa ter, no máximo, 1024 estações,
com o emprego do esquema de endereçamento
conhecido como NAT (Network Address Translation).
D
possibilita o esquema de endereçamento com base em
CIDR (Classless InterDomain Routing), que, no entanto,
foi abandonado pelos fabricantes de roteadores, tendo
caído em desuso, dado o aumento da capacidade
de processamento dos roteadores.
E
torna, na prática, os endereços IP independentes do
esquema formal baseado nas classes A, B e C, quando
organizado por sub-redes, sendo que quaisquer quantidades
de bits do endereço podem ser utilizadas, tanto
como identificadores da rede como identificadores da
estação, desde que a quantidade total de bits seja 32.