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Em uma estação elevatória de esgoto do SAMAE, um motor de indução trifásico de 15 cv aciona uma bomba centrífuga e opera com inversor de frequência para controle de vazão. O operador relata que, ao reduzir a frequência de 60 Hz para 30 Hz para diminuir a vazão, a bomba passou a apresentar vibração anormal e o motor aqueceu acima do esperado. Considerando os fundamentos de acionamentos com inversores de frequência, a causa mais provável e a conduta adequada são:
A operação prolongada em frequência reduzida pode comprometer a refrigeração do motor, que em muitos modelos depende do ventilador acoplado ao eixo, e reduzir o torque disponível; a conduta adequada é verificar se o motor possui ventilação independente e se os parâmetros do inversor estão ajustados com boost de tensão para baixas frequências.
A vibração e o aquecimento indicam que a bomba está operando fora da curva característica por excesso de pressão estática na tubulação de recalque, sendo a conduta adequada aumentar a frequência para 60 Hz e revisar as válvulas do sistema.
A frequência de 30 Hz é inferior ao limite mínimo de operação de motores de indução trifásicos, que não podem operar abaixo de 40 Hz sem comprometer o isolamento do enrolamento e a proteção térmica interna do motor.
A vibração e o aquecimento decorrem de desequilíbrio de fases na saída do inversor, causado por falha nos IGBTs do módulo de potência; a conduta adequada é substituir o inversor e reinstalar o motor em partida direta até a chegada do equipamento novo.
A operação abaixo de 60 Hz sempre causa ressonância mecânica em bombas centrífugas, sendo tecnicamente inviável o uso de inversor de frequência para controle de vazão nesse tipo de equipamento em estações elevatórias de esgoto.