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A legislação ambiental brasileira que trata dos incêndios florestais é embasada na persuasão, mediante a educação e a informação; na conciliação de interesses, mediante legislação e políticas florestais, e na sanção, mediante a punição dos infratores da lei.
Um incêndio florestal pode ser dividido em cabeça ou frente, base ou cauda e lados ou flancos. A cabeça é a parte que avança mais rapidamente, mas queima com intensidade intermediária; a cauda, situada em posição oposta à cabeça, queima com menor intensidade; e os flancos queimam com maior intensidade. Em uma operação de combate direto, os brigadistas devem atuar nos flancos, para maior segurança.
O conjunto de ações que visam reduzir as causas e os riscos de propagação do fogo faz parte das táticas de prevenção dos incêndios florestais e, nesse escopo, estão a educação e conscientização da população, a regulamentação do uso das florestas, a vigilância patrimonial e a aplicação da legislação.
Os incêndios florestais, principalmente quando produzem altas temperaturas, têm influência direta sobre a matéria orgânica, com a desagregação das partículas e, dessa forma, favorecendo a perda de elementos químicos solúveis em água, afetando a capacidade de troca catiônica, o pH e os teores de enxofre, cátions divalentes e potássio.
Entre as causas dos incêndios florestais, aquelas ditas naturais são imprevisíveis e fogem ao controle do homem. Elas são: raios, reações fermentativas exotérmicas, concentração de raios solares por pedaços de quartzo ou cacos de vidros em forma de lente, entre outras.
Uma das técnicas de controle de incêndio florestal é a queima controlada em flanco, que consiste em iniciar incêndio em vários pontos simultâneos, que vão se encontrando antes que se tornem muito grandes e se propaguem de forma intensa e violenta.
Na gestão dos combustíveis florestais, dentro da silvicultura preventiva, devem ser consideradas, entre outras estratégias, o isolamento, cujo objetivo é isolar o combustível das fontes de calor, e a redução do combustível florestal, mediante seu consumo ordenado.
Os incêndios florestais são causados em sua maioria pela ação negligente ou acidental do homem, intencionalmente, ou a partir de queimadas, queima de lixos, lançamento de foguetes, cigarros mal apagados e linhas de transmissão de energia elétrica.
Um dos efeitos dos incêndios florestais sobre a flora é a fragmentação, que, por sua vez, causa diminuição da diversidade biológica, distúrbio do regime hidrológico das bacias hidrográficas, degradação dos recursos naturais, mudanças climáticas e a degradação da qualidade de vida de populações tradicionais.
O início de um incêndio florestal, além das condições meteorológicas propícias, depende também das seguintes condições da biomassa (combustível): ponto de fulgor de 650ºC, umidade relativa de 50% ou menos, quantidade de 100 kg/m 2 .
A poluição atmosférica causada pelo incêndio florestal ocorre, principalmente, devido à liberação de monóxido de carbono, dióxido de carbono, óxidos de nitrogênio, particulados e hidrocarbonetos. Este último é responsável por mais de 90% do carbono liberado durante a queima de biomassa.
As técnicas preventivas mais preconizadas para o incêndio florestal são: construção e manutenção de aceiros, redução de material combustível, cortinas de segurança, formação de locais (açudes) de captação de água, elaboração de plano de prevenção.
A causa mais comum de incêndios florestais, principalmente na região amazônica, são os raios em época de chuvas.
Para que um incêndio se propague não basta existir uma fonte de calor; é necessário também que as condições atmosféricas sejam favoráveis.
O entendimento de um incêndio florestal baseia-se na teoria do triângulo do fogo, o qual é formado por três vertentes: oxigênio, combustível e matéria orgânica.
O incêndio em uma mata favorece a regeneração natural das espécies de valor comercial, favorecendo assim a capacidade produtiva da floresta.
Na regeneração natural, o uso de fogo, mesmo que controlado, não pode ser recomendado como meio de preparação da área para receber sementes ou favorecer a sua germinação.
O processo de prevenção dos incêndios florestais que tem mostrado maior eficiência é o que adota aceiros manuais e mecânicos, gradagens internas ao povoamento e um bom sistema de vigilância, que é muito praticado entre empresas florestais vizinhas, em um sistema de cooperativismo.
As áreas de matas exploradas e capoeiras geralmente são mais resistentes à ação do fogo, pois nesses locais as chuvas chegam com maior facilidade ao solo, mantendo-o úmido, o que dificulta o espalhamento do fogo em caso de incêndio.