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Para a classificação de SAFs, o critério estrutural compreende a composição, o arranjo espacial do componente arbóreo, a estratificação vertical e o arranjo temporal dos componentes.
Uma das principais características dos SAFs é o uso do componente arbóreo em sistemas agrícolas. Esse componente é usado como referencial para a classificação dos sistemas.
O estabelecimento de espécies lenhosas com o objetivo único de se produzir madeira comercial em áreas de pastagens abandonadas e degradadas pela criação de gado é um SAF denominado silvipastoril.
Na Amazônia, todos os ecossistemas têm a vocação florestal, logo, as explorações agropecuárias e extrativistas devem considerar essa aptidão.
A classificação dos sistemas agroflorestais é feita usando como referencial o componente agrícola de cada sistema.
A respeito das informações acima, assinale a opção correta.
Os exemplos de SAFs apresentados a seguir são promissores para a Amazônia.
Taungya: plantio de espécies agrícolas nos primeiros anos dos povoamentos florestais, que poderia ser utilizado no reflorestamento de áreas de terras firmes degradadas;
Alley cropping (aléias): plantio de árvores em fileiras ou faixas e cultivo agrícola entre as fileiras ou faixas, que poderia ser empregado em áreas declivosas;
Cercas-vivas e quebra-ventos: árvores plantadas em torno de culturas;
Banco de proteína: plantio de árvores em áreas de produção de proteína para corte ou pastejo direto;
Multiestratos: associação de fruteiras e espécies florestais, com a introdução de cobertura e(ou) componente animal dentro do sistema.
Em SAF que envolva culturas ombrófilas, tradicionalmente se costuma usar árvores com função de serviço para sombreamento.
O taxi-branco (Sclerolobium paniculatum) é uma leguminosa arbórea nativa da Amazônia brasileira que ocorre em diferentes tipos de solos, apresenta rápido crescimento, elevada produção de liteira e capacidade de fixação de nitrogênio, características que o qualificam como espécie potencial para a recuperação de solos degradados e o enriquecimento de áreas abandonadas após cultivo.
Na Amazônia Ocidental, a agricultura de subsistência é caracterizada por uma agricultura migratória, em que ocorrem: derrubada e queima da floresta, plantio de uma determinada cultura (como a mandioca, que é cultivada por dois ou três anos consecutivos) e posterior abandono da área e migração para outra.
Os fatores econômicos, sociais, culturais e políticos da região amazônica têm criado um cenário favorável para a implantação dos SAFs como modalidade de uso da terra, tornando-os uma atividade economicamente atrativa e incorporada aos interesses dos diferentes segmentos da sociedade.
Pousio é o período em que uma área abandonada, após ser cultivada por um tempo, permanece em repouso para que ocorra a recuperação da sua fertilidade, o que permite a sua posterior reutilização.
Os SAFs, apresentados como uma solução viável e sustentável para a agropecuária nas regiões tropicais, são formas de exploração de várias áreas paralelas (geralmente três). Em cada uma dessas áreas, é desenvolvida uma atividade, por exemplo: produção de madeira em uma, cultivo agrícola em outra e criação de animais em uma terceira, de maneira independente e simultânea.
O plantio de espécies do gênero Eucalyptus consorciado com milho em que a produção de madeira é o objetivo principal e o lucro com as safras do cultivo agrícola paga parte dos custos de plantio da espécie madeireira é um exemplo de sistema agroflorestal.
O manejo tem como objetivo recuperar, manter ou aumentar o nível de produtividade do sistema e favorecer a conservação dos recursos disponíveis. Desse modo, as técnicas de manejo visam manter a capacidade produtiva do sistema, o balanço de nutrientes e o suprimento de água aos componentes. Na escolha das espécies, são considerados os aspectos inerentes a cada espécie (biologia, ecologia e fenologia), às condições ambientais, ao desenho do Sistema Agroflorestal, aos de ordem cultural e aos de ordem econômica. O manejo do solo nos Sistemas Agroflorestais deve ser entendido sob o ponto de vista sistêmico. O ecossistema possui um potencial produtivo natural, cujos nutrientes encontram-se distribuídos entre os componentes bióticos e no solo. As técnicas de manejo de um Sistema Agroflorestal devem cumprir alguns objetivos:
I. Manter o solo coberto com vegetação ou com seus resíduos, durante a maior parte do ano.
II. Manter o conteúdo de matéria orgânica das camadas superficiais do solo.
III. Evitar adubos químicos.
IV. Manter um sistema de raízes superficiais para contribuir na estrutura e na ciclagem de nutrientes.
V. Minimizar a remoção de matéria orgânica e nutrientes, através da colheita.
VI. Evitar queimadas.
Não faz parte dos objetivos das técnicas a afirmação:
I.
Alley-cropping é um sistema agroflorestal que proporciona adubação verde para as culturas agrícolas, reciclagem dos nutrientes, controle de plantas invasoras, manutenção da micro e macrofauna, além de proporcionar, a partir das podas, lenha e alimento para o gado.
O estabelecimento de atividade agropecuária e florestal é sustentável se forem consideradas as diferenças e respeitados os princípios de conservação da diversidade natural. A diversidade é embasada na variabilidade genética, acumulada ao longo do tempo, fruto das interações com o meio. Muitas espécies pouco conhecidas são úteis de alguma forma às comunidades e estão associadas à sua sobrevivência e cultura.
Um sistema agroflorestal é mais complexo que uma monocultura, contendo, em geral, mais de uma espécie de interesse econômico, diminuindo os riscos do empreendimento.
O sistema agrossilvipastoril agrega princípios dos sistemas silviagrícola e silvipastoril, associando árvores e arbustos com cultivos agrícolas e animais.