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A velocidade de sedimentação de uma partícula em fluxo laminar pode ser calculada pela lei de Stockes:
Vs=18 . v . ρl1 . g . (ρs−ρl) . d2
onde:
Vs = velocidade de sedimentação da partícula (m . s−1)
g = aceleração da gravidade (m . s−2)
v = viscosidade cinemática da água (m2 . s−1)
ρs = densidade da partícula (kg . m−3)
ρl = densidade do líquido (kg . m−3)
d = diâmetro da partícula (m)
A equação que representa a velocidade de sedimentação em um tubo de sedimentação é expressa por:
Vs=tempoH
e a vazão de água no tanque da Figura 4 é expressa matematicamente por:
Q=tempoVolumetanque
Sabendo também que em um tanque de fluxo horizontal a velocidade de sedimentação de uma partícula é composta por duas partículas como representadas na Figura 4:

Figura 4 – Sedimentação de uma partícula em um tanque horizontal.
É correto afirmar que:
Depois da altura, a variável mais importante no dimensionamento de um tanque de sedimentação é a espessura do tanque (dimensão E da Figura 4), pois desta forma garantir-se-á uma vazão maior de líquido clarificado aumentando assim a produtividade da ETA.
A partícula não sairá do tanque de sedimentação horizontal desde que ele tenha uma relação entre a altura e o comprimento muito grande.
A viscosidade cinemática da água é a variável que menos afeta a sedimentação quando ocorrem flutuações na sua temperatura.
Vs não é um parâmetro de projeto que precisa ser considerado no cálculo do dimensionamento do tanque de sedimentação, haja vista que as partículas tendo dimensões superiores às coloidais sempre sedimentarão.
Para que as partículas fiquem retidas no tanque de sedimentação, representado na Figura 4, Vs deve ser igual ou superior à relação entre a vazão de água e a área superficial do tanque.