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Paciente do sexo feminino, 39 anos, 70 kg, foi atendida em unidade de pronto atendimento com queixa de disúria, dor em hipogástrio, sensação de resíduo pós-miccional e febre. Diagnosticada com cistite, inicia tratamento com ciprofloxacino dose de 500 mg de 12/12 h ambulatorial. Ao quarto dia de antibioticoterapia, apresenta piora clínica e retorna ao pronto atendimento com queixa álgica lombar intensa, febre aferida de 38,1 ºC e vômito. Exames solicitados na admissão são liberados com leucocitúria, nitrito positivo, creatinina 1,8 mg/dL e urocultura em andamento com prévia de desenvolvimento de bacilo Gram-negativo. O diagnóstico pela equipe assistencial é de pielonefrite aguda. Considerando o caso clínico apresentado, a conduta terapêutica sugerida é:
Manutenção do tratamento com ciprofloxacino domiciliar até completar ciclo de 10 dias, com retorno no caso de manutenção da piora clínica.
O tratamento empírico para pielonefrite é contraindicado antes da liberação do resultado da urocultura e teste de sensibilidade.
A terapia inicial em pacientes hospitalizados emprega antimicrobiano parenteral, e uma alternativa é ceftriaxona, devendo o tratamento ser substituído conforme resultado da urocultura.
O uso prévio de aminoglicosídeos por via parenteral exclui a possibilidade de tratamento com betalactâmicos por via oral.
O tratamento com aminoglicosídeos por via parenteral deve ser iniciado em múltiplas doses diárias e por tempo prolongado.