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Durante o surto de febre amarela em um determinado estado, certo paciente, com sintomatologia suspeita, faleceu no Hospital Universitário cinco dias após a admissão. Na necropsia, além das alterações hepáticas características da infecção, encontraram-se estruturas arredondadas nos pulmões e linfonodos hilares. Esse é um quadro típico de adiaspiromicose humana, doença fúngica de localização predominantemente pulmonar, causada pela espécie fúngica Emmonsia crescens.
(Mário A. P. Moraes e colaboradores. Relato de caso publicado na Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical em 2001. Adaptado.)
Considerando os métodos de diagnóstico laboratorial de adiaspiromicose, assinale a afirmativa correta.
Realiza-se a coloração de Gram (para verificar a presença de hifas e diplococos Gram-negativos) e o exame a fresco com soro fisiológico, visando à observação de Emmonsia parva, utilizando-se objetivas de pequeno ou médio aumento (10 a 40x).
São realizados testes para avaliar a função exócrina diretamente (método do tubo Dreiling após estímulo com secretina ou colecistocinina), ou testes indiretos para analisar lesão nas células pulmonares (amilase e lipase sérica) causadas pelos esporos.
O diagnóstico é, geralmente, realizado por esfregaços espessos avaliados em microscópio com condensador de campo escuro. Métodos sorológicos e ensaio imunológico com quimioluminescência são considerados auxiliares no diagnóstico da patologia fúngica.
O diagnóstico é frequentemente realizado pelo exame das fezes por microscopia eletrônica de transmissão. A análise é realizada em amostras conservadas, utilizando métodos de concentração dos esporos, como o método de Faust e Cols e o método de Ritchie.
O diagnóstico é frequentemente realizado pela observação tecidual dos diásporos, a partir de biópsias pulmonares. Em preparações histopatológicas, o uso de hematoxilina e eosina permite a visualização do processo inflamatório e do granuloma onde se encontram os diásporos circundados por neutrófilos e eosonófilos.