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O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) é uma síndrome clínica resultante do fluxo arterial coronariano deficiente para uma área do miocárdio, ocasionando morte celular e necrose. O aumento da concentração plasmática de certas proteínas e enzimas da célula miocárdica são característicos do IAM, sendo estas denominadas marcadores bioquímicos do IAM. Acerca dos marcadores bioquímicos do IAM, é correto afirmar:
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a elevação de 2 (dois) ou mais marcadores bioquímicos do IAM é suficiente para diagnóstico de infarto, independente dos achados eletrocardiográficos e do histórico de angina do paciente.
A mioglobina, apesar de sua especificidade, é uma proteína de alto peso molecular, por isso sua elevação plasmática é retardada em relação à CK-MB, o que reduz sua importância como marcador bioquímico do IAM.
O pico máximo da concentração plasmática de CK-MB é de 6 a 8 horas após a dor precordial.
A elevação das troponinas miocárdicas pode detectar episódios de necrose miocárdica abaixo dos valores limites de detecção para CK-MB, além disso, permanecem elevadas por alguns dias.
A elevação da mioglobina plasmática não é específica de IAM, uma vez que sua depuração é exclusivamente hepática, sua elevação pode ser decorrente de comprometimento hepatocelular.