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O Consenso Brasileiro para a Normatização da Determinação Laboratorial do Perfil Lipídico é um documento elaborado em conjunto por diversas sociedades médicas e de laboratório clínico, que apresenta uma revisão da necessidade do jejum para determinação do perfil lipídico (colesterol Total, LDLc, HDLc, não‐HDLc e triglicérides). Desse modo, assinale a alternativa correta quanto à flexibilização de jejum.
As dosagens no estado pós‐prandial são mais práticas, viabilizando maior acesso do paciente ao laboratório, com menor perda de dias de trabalho, abandono de consultas médicas por falta de exames e maior acesso à avaliação do risco cardiovascular.
O estado de jejum predomina durante a maior parte do dia, estando o paciente mais exposto aos níveis glicídicos nessas condições em comparação com o estado alimentado, representando, mais eficazmente, seu potencial impacto no risco cardiovascular.
A coleta no estado pós‐prandial não deve ser realizada no paciente com diabetes mellitus usando insulina, devido ao risco de hiperglicemia pelo jejum prolongado e catabolismo, minimizando intercorrências e aumentando a adesão para realizar exames.
Verificou-se que há aumento na concentração de colesterol total e suas frações (HDL e LDL) no estado alimentado, porém esse aumento é pouco relevante desde que se considere uma refeição usual não sobrecarregada em gordura.
Quando os níveis de triglicérides estiverem em situações especiais como: pessoas com triglicerídeos > 440mg/dL ou em recuperação de pancreatite por hipertrigliceridemia, sempre será recomendado solicitar a avaliação de triglicerídeos pós-prandial para minimização de jejum prolongado e interferentes pré-analíticos.