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Henry (2012) afirma que os distúrbios do metabolismo lipídicô exercem papel fundamental na aterosclerose e na doença cardíaca coronariana (DCC). O colesterol e os triglicerídeos (TGs) são os lipídeos mais importantes no estudo e no monitoramento do risco de DCC. Sobre lipoproteínas e dislipidemias, é correto afirmar que:
como a apoA-l é encontrada primariamente na VLDL, IDL e LDL, enquanto a apoB está presente na HDL, é lógico considerar favorável a detecção de níveis baixos de apoA1 e altos de apoB, bem como uma alta proporção apoB/apoA-l em pacientes com baixo risco de doença aterosclerótica.
a hiperalfalipoproteinemia é caracterizada pela elevação dos níveis de LDL-C e manutenção da concentração normal de TGs, representando moderado risco cardíaco dada a elevação somente dos níveis de LDL-C,
a hiperlipidemia combinada familiar (tipo 2B) e a dislipidemia diabética são exemplos de dislipidemias que apresentam níveis elevados de TGs (elevações da concentração de partículas ricas em TGsquilomicrons ou LDLs) e concentração de colesterol! total normal.
deficiência parcial de | lecitina-colesterol aciltransferase (LCAT) é caracterizada por níveis de HDL-C extremamente baixos (< 10 mg/dL) e níveis normais a altos de colesterol total, Contudo, não há relatos de DCC precoce em pacientes com deficiência - parcial de LCAT.
contanto que suas limitações sejam consideradas, a equação de Friedewald é frequentemente utilizada no cálculo de LDL colesterol (LDL-C), exceto em amostras de TGs reduzidos ou maiores que 400 mg/dL, ao invés da quantificação direta.