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A dengue (DEN) é uma doença infecciosa provocada por um vírus da família Flaviviridae, que apresenta quatro sorotipos (DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4) e está relacionada com os descuidos e desmandos no armazenamento de produtos que podem acumular água.
De acordo com a descrição da patogenia e do diagnóstico laboratorial da dengue feita por Ferreira e Moraes (2013), é correto afirmar que:
normalmente, o diagnóstico clinico/laboratorial inclui exame hematológico, dosagem de albumina, prova de função renal (pesquisa de hematúria), sendo a formação de petéguias a informação clínica mais relevante a ser considerada.
durante a fase primária, anticorpos IgM são detectados após o início dos sintomas e permanecem elevados até o oitavo dia da doença. Na fase secundária, os anticorpos IgM ainda podem ser detectados tanto em baixos quanto em elevados títulos, mas não apresentam mais valor clínico a ser considerado.
o antígeno alvo NS1 se apresenta em altas concentrações no soro do paciente na fase primária da dengue. No entanto, é no início da fase secundária da doença que essa proteina pode estar complexada com anticorpos, gerando resultados falso-negativos.
resultados falso-positivos estão presentes entre os quatro sorotipos da dengue, não ocorrendo com os vírus das demais flaviviroses. A pesquisa de anticorpos IgG está relacionada a inquéritos soroepidemiológicos e a avaliação da eficácia vacinal, porém pouco contribui com o diagnóstico da infecção.
estudos comparativos de testes rápidos com PCR em tempo real (RT-PCR), mostraram alta sensibilidade, porém baixa especificidade (abaixo de 90%). Quando comparados com o teste de hemaglutinação indireta, tanto a sensibilidade quanto a especificidade foram maiores que 98%.