A avaliação laboratorial do metabolismo de carboidratos é essencial para o diagnóstico, classificação e manejo do diabetes Mellitus.
Analise o caso a seguir: um paciente masculino, 34 anos, com perda ponderal recente, polidipsia e poliúria, sem uso prévio de antidiabéticos, realizou investigação laboratorial conforme resultados abaixo:

*TTOG = Teste de tolerância oral a glicose.
Com base nesses resultados e nos critérios diagnósticos da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), qual é a interpretação clínica mais adequada?
O perfil laboratorial indica diabetes Mellitus tipo 2, uma vez que a hiperglicemia associada à HbA1c elevada é suficiente para definir resistência insulínica, independentemente dos níveis de insulina e peptídeo C.
Os achados laboratoriais são compatíveis com diabetes Mellitus tipo 1, caracterizado por hiperglicemia persistente, HbA1c elevada e redução significativa da secreção endógena de insulina, evidenciada pelos baixos níveis de insulina e peptídeo C.
Os níveis reduzidos de peptídeo C descartam diabetes Mellitus, sugerindo exclusivamente erro pré-analítico na dosagem de insulina.
O teste de tolerância oral à glicose tem aplicação restrita ao diagnóstico de pré-diabetes, não sendo utilizado na confirmação de diabetes Mellitus estabelecido.
A hemoglobina glicada reflete apenas a glicemia do dia da coleta e, portanto, não é adequada para avaliação crônica do controle glicêmico.