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O que chamamos, por falta de termo melhor, de cogito da existência do outro, se confund...

O que chamamos, por falta de termo melhor, de cogito da existência do outro, se confunde com meu próprio cogito. É preciso (...) que o cogito me lance para fora dele sobre o outro, como me lançou para fora dele sobre o em-si; e isso não revelando para mim uma estrutura a priori de mim mesmo que apontaria na direção de um outro igualmente a priori, mas descobrindo para mim a presença concreta e indubitável deste ou daquele outro concreto, como já se revelou para mim a minha existência incomparável, contingente, necessária e, não obstante, concreta.


(Sartre, J. P. O ser e o nada)


Para Sartre,


A

a experiência do outro é essencialmente concreta.


B

o cogito é sempre uma estrutura a priori.


C

o cogito do outro se revela por similitude abstrata.


D

a experiência do cogito de si ou de outrem é sempre abstrata.


E

o cogito tem o mesmo significado que tem para Descartes.