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Quando ouvimos falar em filosofia da existência, em geral, nos remetemos ao movimento filosófico-literário de meados do século XX, conhecido como Existencialismo, termo cunhado pelo seu principal representante, o filósofo e escritor Jean-Paul Sartre (1905-1980). Todavia, é mais justo falar em filosofias da existência (assim no plural); estas possuem origens diversas a partir de pensadores, muitos deles distantes no tempo (o rol de filósofos reunidos sobre a alcunha de ‘existências’ vem desde o século XIX em diante), constituindo cada um deles reflexões que ora se aproximam, ora se distanciam. A perspectiva existencialista em filosofia ganha contornos mais nítidos e maior visibilidade pouco depois do fim da Segunda Guerra Mundial, com a divulgação das ideais de Sartre, que dentre outras idealizações, defendia:
O Estado como única instituição capaz de manter a ordem e o progresso mesmo que a custo da opressão.
A necessidade de se lutar, ainda que fisicamente, com armas e guerras, para a manutenção da existência.
A ideia da liberdade como principal exercício da vida humana, pois, para ele, “o homem é condenado a ser livre”.
A noção de que a existência, assim como a liberdade deveriam ser vistas e vividas como dádivas divinas e, portanto, direitos inalienáveis.