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Auguste Comte (1798-1857), um dos maiores expoentes do positivismo, desenvolve a sua teoria filosófica no contexto histórico da modernidade para a contemporaneidade através do Cours de philosophie positive, “desmitificando” a ideia ou concepção de que a filosofia é a “grande ciência”, a “ciência mater” ou a “ciência de todas as ciências”. Em História da Filosofia Contemporânea, no Capítulo 6, subtema 3 “A filosofia como metodologia da ciência” , Sofia Vanni escreve: “Mas, para além deste objeto especial, isto é, constituir uma nova ciência, o Curso tem um objetivo geral: construir uma filosofia positiva. Pode-se perguntar se ainda haverá lugar para uma filosofia na concepção comtiana”. Comte responde afirmativamente: “A filosofia não é o conjunto de todas as ciências, as quais, quanto mais progridem, mais exigem especialização, mas é o estudo das ‘generalidades científicas’ (Cours, I, I, p. 27).
Esse estudo das “generalidades científicas” consiste em
afirmar a filosofia como ciência soberana, o conjunto de todas as ciências.
descobrir as relações e conexões entre as diversas ciências, para generalizar o conhecimento.
determinar o espírito de cada uma das ciências.
uma metodologia da ciência, uma lógica das ciências, diríamos hoje uma epistemologia não positiva.
Para Comte, a filosofia positiva é “o único meio racional verdadeiro para evidenciar as leis do espírito humano sem recorrer à lógica”.


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