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Para que se possa fazer o julgamento de gosto, é preciso que o objeto desse julgamento gere em nós uma satisfação ou insatisfação totalmente desinteressada, isto é, não relacionada ao uso que o objeto possa ter para nós. Quando se diz que algo é belo, diz-se que ele produz satisfação. Pelo conceito de prazer desinteressado, Kant diferencia os juízos estéticos dos juízos morais, dos juízos sobre a utilidade e dos juízos com base no prazer dos sentidos. A experiência do belo se dá no sensível e independe de qualquer interesse de outro tipo. O gosto é a faculdade de julgar um objeto ou um modo de representação por uma satisfação ou insatisfação inteiramente independentes do interesse. Ao objeto dessa satisfação chama-se belo.
(KANT, Immanuel. Introdução à crítica do juízo. São Paulo: Abril Cultural, 1980. P. 253. Coleção – Os Pensadores.)
Segundo Kant, para que se possa fazer o julgamento de gosto, é preciso que o objeto desse julgamento gere, em nós, uma satisfação ou insatisfação totalmente desinteressada, isto é, não relacionada ao uso que o objeto possa ter para nós. Kant também defendia a ideia de que:
Julgar a beleza não implica em sentir prazer imediatamente na experiência com o objeto. O prazer pode ser apoiado não na mera sensação, mas na razão a posteriori.
Os julgamentos de gosto precisam ser demonstrados, isto é, é necessário haver uma regra ou mesmo um sinal, que influencie alguém a reconhecer algo como sendo belo.
O belo não pode ser uma propriedade objetiva das coisas (o belo ontológico), mas nasce da relação entre o objeto e o sujeito, não estando também o sublime nas coisas, mas no homem.
O prazer do belo deve ter sua base na espiritualidade. O julgamento do belo não faz referência a algo material e corruptível, no livre jogo das sensações metafísicas: imaginação e religiosidade, em mútua harmonia.