Questões de Concurso sobre Immanuel Kant

 
 
Disciplina
Assunto 1
Banca
Instituição
Cargo
Ano
Carreira
Área de formação
Escolaridade
Dificuldade
 
Comentários:
Professores
Alunos
Meus Comentários
Vídeo
 
Minhas questões:
Resolvidas
Não resolvidas
Certas
Erradas
 
Tipo de questão:
Certo e errado
Múltipla escolha
Incluir questões:
Anuladas
Desatualizadas
 
Questões:
Todas as questões
 
Filtro simplificado
 
Questões
Todas as questões
 
257 questões encontradas
Questões por página
20
Mais recentes
 

Conforme a reflexão filosófica sobre o agir moral, analise as proposições abaixo, à luz da perspectiva ético-filosófica de Kant e Aristóteles:


I.A moral kantiana pressupõe que a autonomia da razão está sujeita a uma forma de liberdade que se dá exclusivamente no cumprimento do dever racional.

II.Para Aristóteles, a ética se configura como um aprendizado das virtudes, ligadas às disposições naturais e à formação dos hábitos no convívio com a polis.

III.O ideal ético moderno busca compatibilizar o imperativo categórico com a eudaimonia, atribuindo valor pragmático à liberdade em contextos comunitários.


É correto o que se afirma em:


A

I e II, apenas.


B

I, II e III.


C

I e III, apenas.


D

III, apenas.


E

II e III, apenas.

Analise o trecho a seguir, retirado da nona proposição do texto “Ideia de uma História Universal Com um Propósito Cosmopolita”, de Immanuel Kant:


“Um ensaio filosófico que procure elaborar toda a história mundial segundo um plano da Natureza, em vista da perfeita associação civil no gênero humano, deve considerar-se não só como possível, mas também como fomentando esse propósito da Natureza. É decerto um anúncio estranho e, quanto à aparência, incongruente querer conceber a história segundo uma ideia de como deveria ser o curso do mundo, se houvesse de se ajustar a certos fins racionais; parece que, num tal intento, apenas poderia vir à luz uma novela. Mas se a Natureza, por suposição, mesmo no jogo da liberdade humana, não procede sem plano e meta final, semelhante ideia poderia ser muito útil; e embora sejamos míopes para divisarmos o mecanismo secreto do seu dispositivo, essa ideia poderia, contudo, servir-nos de fio condutor para representar como sistema pelo menos em conjunto, um acervo, aliás sem plano, das acções humanas. Com efeito, se partirmos da história grega – como aquela pela qual se nos conservou ou, pelo menos, se deve autenticar toda a outra história mais antiga ou coetânea; se seguirmos a sua influência na formação e na desintegração do corpo político do povo romano, que absorveu o Estado grego, e a influência daquele sobre os bárbaros que, por seu turno, destruíram o Estado romano, e assim sucessivamente até aos nossos dias; se, além disso, acrescentarmos episodicamente a história política dos outros povos, cujo conhecimento chegou gradualmente até nós por intermédio dessas nações ilustradas: descobrir-se-á um curso regular da melhoria da constituição estatal na nossa parte do mundo (que, provavelmente, algum dia dará leis a todas as outras)”.


Com base no trecho acima e no sistema filosófico kantiano, analise as assertivas a seguir:


I. A liberdade humana não impede Kant de admitir a possibilidade de um desenvolvimento histórico guiado por um propósito natural implícito.

II. O progresso histórico é garantido pelas revoluções políticas, que representam, segundo Kant, rupturas inconciliáveis com qualquer plano racional da Natureza.

III. A história humana, mesmo em sua aparência caótica e acidental, pode ser interpretada racionalmente a partir da hipótese de um plano teleológico da Natureza.

IV. Kant rejeita por completo a ideia de que o curso da história possa estar vinculado a uma finalidade racional, considerando essa hipótese fictícia e inútil.

V. A razão humana, embora limitada, pode supor a presença na história de progresso gradual rumo à realização das potencialidades morais do gênero humano.


Quais estão corretas?


A

Apenas III.


B

Apenas II e V.


C

Apenas I, III e IV.


D

Apenas I, III e V.


E

I, II, III, IV e V.

"Age de tal maneira que trates a humanidade, tanto na tua pessoa como na pessoa de qualquer outro, sempre como um fim e nunca como um meio." — Immanuel Kant Com base nessa concepção e nas interfaces entre ética, cultura, trabalho e meio ambiente, assinale a alternativa correta.


A

A ética do cuidado, na contemporaneidade, pressupõe a negação das diferenças culturais em nome de uma racionalidade ecológica que submeta os direitos humanos aos imperativos técnicos da produção.


B

A responsabilidade ética, nas sociedades contemporâneas, exige uma reformulação da ação cidadã que articule cuidado, solidariedade e justiça ambiental como elementos estruturantes da convivência social e da sustentabilidade dos vínculos humanos.


C

A ética do convívio torna-se plenamente realizável quando as noções de cuidado e de justiça se restringem à responsabilidade individual, sendo incompatíveis com agendas sociais que priorizam a coletividade.


D

A ética das relações sociais deve pautar-se por normas universais de obediência, devendo suprimir formas de solidariedade vinculadas a demandas ambientais, de gênero ou de cultura local.


E

A prática ética na vida social depende da institucionalização de deveres morais abstratos, mesmo que ignore as implicações do trabalho, da cultura e do meio ambiente na formação do sujeito coletivo.

Considerando os termos utilizados por Immanuel Kant na “Crítica da razão pura”, no que se refere à forma como construímos o conhecimento, é correto afirmar que:


A

Há juízos sintéticos a priori, mas não há juízos sintéticos a posteriori.


B

Juízos sintéticos e juízos a priori são a mesma coisa.


C

Há juízos sintéticos a priori e juízos sintéticos a posteriori.


D

Juízos sintéticos ocorrem apenas por meio da experiência sensível.


E

Há juízos sintéticos a posteriori, mas não há juízos sintéticos a priori.

O método utilizado por Kant na crítica da razão pura é o apagógico, que vai dos fatos às suas condições de possibilidade.


C

Certo


E

Errado

A Revolução Copernicana de Kant no campo da filosofia do conhecimento propõe uma mudança radical na maneira de entender a relação entre o sujeito e o objeto. Com base no exposto, assinale a alternativa correta.


A

A Revolução Copernicana de Kant afirma que o sujeito não é mais passivo, mas ativo na construção do conhecimento, organizando as impressões sensíveis de acordo com categorias a priori.


B

Para Kant, a Revolução Copernicana significa que o conhecimento é possível apenas por meio da experiência sensível, sem qualquer influência da razão.


C

Kant defende que o objeto do conhecimento deve se ajustar à mente do sujeito, sem qualquer contribuição do sujeito para a construção do conhecimento.


D

A Revolução Copernicana de Kant propõe que o sujeito não pode conhecer a realidade, pois todo conhecimento é subjetivo e não depende de nenhuma estrutura mental.


E

Kant sustenta que o conhecimento é passivo e completamente determinado pelas impressões sensoriais, sem intervenção das categorias a priori.

Considere o texto a seguir.


“Se analisarmos as hipóteses já concebidas pela filosofia ou pela razão comum para explicar a diferença entre a beleza e a deformidade, veremos que todas se reduzem a esta: que a beleza é uma ordenação e estrutura tal das partes que, pela constituição primitiva de nossa natureza, pelo costume, ou ainda pelo capricho, é capaz de dar prazer e satisfação à alma. Este é o caráter distintivo da beleza, constituindo toda a diferença entre ela e a deformidade, cuja tendência natural é produzir desprazer. O prazer e o desprazer, portanto, não são apenas os concomitantes necessários da beleza e da deformidade, mas constituem sua essência.”


Esse fragmento apresenta características da Estética vinculadas ao pensamento de


A

David Hume.


B

Immanuel Kant.


C

Aristóteles.


D

Diderot.

Nietzsche reconstrói os cânones da ética kantiana, mas o faz a partir de um processo genealógico de crítica dos sistemas morais.


C

Certo


E

Errado

Na Fundamentação da Metafísica dos Costumes, Kant formula uma máxima moral bastante conhecida. Uma versão dela afirma: “Age de tal maneira que trates a humanidade, tanto na tua pessoa como na pessoa de qualquer outro, sempre e simultaneamente como fim e nunca simplesmente como meio.” Essa máxima significa que:


A

O valor moral das ações depende exclusivamente de seus resultados práticos e de sua utilidade social.


B

A felicidade individual deve ser o critério último que justifica nossas ações no convívio humano.


C

Todo ser humano deve ser tratado como um fim em si mesmo, reconhecendo sua dignidade e nunca reduzido a instrumento para objetivos externos.


D

O ser humano pode ser usado como meio, desde que seja para alcançar um bem coletivo maior.


E

A moralidade consiste em seguir as tradições culturais e religiosas estabelecidas em cada sociedade.

O futuro do planeta depende da nossa ação hoje! Essa afirmação feita por um professor durante uma aula sobre meio ambiente e sustentabilidade levou os estudantes a um debate sobre o comportamento do ser humano perante as mudanças climáticas que afetam nosso planeta, e que era preciso pensar antes de agir, garantido um futuro adequado para as próximas gerações. Durante o debate, um estudante lembrou da aula de ética quando estudou a filosofia moral de Immanuel Kant, com a máxima “Age de tal forma que a norma da tua ação possa ser tomada como Lei Universal”. Diante disso, o professor chamou a atenção para outra ética, mais próxima da discussão sobre o meio ambiente e nossas ações.


KANT, Immanuel. Fundamentação da Metafísica dos costumes. Lisboa: Edições 70, 2005, p. 59


O professor, ao trazer para a discussão outros princípios éticos, que tomavam por base a máxima kantiana, ele trouxe para o debate a ética


A

da justiça, de John Rawls.


B

da alteridade, de Emmanuel Lévinas.


C

deontológica, de Immanuel Kant.


D

da responsabilidade, de Hans Jonas.


E

do discurso, de Jürgen Habermas.

Leia o excerto a seguir para responder à questão.


“Quando Galileu fez rolar no plano inclinado as esferas, com uma aceleração que ele próprio escolhera, quando Torricelli fez suportar pelo ar um peso, que antecipadamente sabia idêntico ao peso conhecido de uma coluna de água, [...] foi uma iluminação para todos os físicos. Compreenderam que a razão só entende aquilo que produz segundo os seus próprios planos”.


Fonte: (KANT, I. Crítica da Razão Pura, Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2001. 5. ed. Tradução de Manuela Pinto dos Santos e Alexandre Fradique Morujão. p. 18. Grifos acrescentados).


O projeto epistemológico de Immanuel Kant é marcado por uma forma específica de compreender a relação entre o sujeito e o objeto do conhecimento. Como é dito no texto, o sujeito, em certos casos, é capaz de antecipar os resultados de alguns experimentos mesmo antes da sua execução. Segundo Kant, isto é possível porque


A

o sujeito é compreendido como uma parte ativa da formação da própria empiria, isto é, o aparelho cognitivo humano participa da formação da experiência em si.


B

o sujeito, em seu estado original, é como uma folha em branco - carecendo de conteúdo antes de ser preenchida pelos dados dos sentidos.


C

o sujeito possui ideais a priori, inatas à alma, que possibilitam a criação de uma ciência pura, isto é, que não solicita nenhum conteúdo à experiência.


D

a realidade fenomênica é subjetiva e produzida inteiramente pela consciência e vontade do sujeito.


E

todo conhecimento a priori é analítico e pode ser desenvolvido através de simples operações lógicas.

Na filosofia moral de Immanuel Kant, os imperativos são comandos da razão que orientam as ações humanas. O autor distingue dois tipos principais:


  1. Imperativo hipotético: ordena ações condicionadas a objetivos desejados.
  2. Imperativo categórico: ordena ações incondicionais, universalizáveis e moralmente obrigatórias, independentemente de interesses individuais.


Com base nessas definições, assinale a alternativa correta.


A

O imperativo hipotético apresenta ações necessárias para alcançar objetivos específicos, enquanto o imperativo categórico determina ações que são válidas apenas em situações particulares.


B

O imperativo hipotético justifica ações quando proporcionam benefícios individuais, enquanto o imperativo categórico determina ações aplicáveis a qualquer pessoa, mas somente quando estas trazem satisfação pessoal.


C

O imperativo hipotético depende de finalidades externas e variáveis, enquanto o imperativo categórico se fundamenta em normas universais, mas admite exceções se isso beneficiar o agente.


D

O imperativo hipotético depende de condições específicas para justificar ações, enquanto o imperativo categórico prescreve ações válidas em qualquer circunstância, independentemente dos objetivos pessoais.


E

O imperativo hipotético orienta ações sem garantia de validade universal, enquanto o imperativo categórico rejeita qualquer ação que não seja motivada por interesses individuais.

Kant defende, assim como Descartes, um “eu penso, logo existo” (o Cogito), justamente no que chama de “eu penso”, tema da sua primeira crítica.


C

Certo


E

Errado

Na Crítica da Faculdade de Julgar, Immanuel Kant diferencia a fruição relativa ao belo tanto daquela envolvendo o que é bom quanto a que envolve o que é agradável.


Assinale a opção correta, segundo essa distinção kantiana.


A

O agradável é experimentado de forma desinteressada e universalmente comunicável.


B

O belo está relacionado aos fins morais, sendo apreciado por seu valor prático e ético.


C

O bom é apreciado exclusivamente pelo prazer sensível que desperta a cada indivíduo.


D

O belo é desvinculado de conceitos ou utilidades e tem uma pretensão à universalidade.


E

O agradável está ligado a um prazer intrínseco que todos compartilham igualmente.

Immanuel Kant, ao buscar uma fundamentação para o direito que pudesse distingui-lo da moral, vai afirmar que o direito natural é


A

assentado em uma base apriorística.


B

derivado da vontade do legislador.


C

estabelecido pelo uso da liberdade contratual.


D

imposto pelo Estado por meio do contrato social.

Kant propôs uma “Revolução Copernicana” na filosofia, mudando a maneira como entendemos a relação entre o sujeito e o objeto do conhecimento. Considerando o problema do conhecimento em Kant, assinale a alternativa correta.


A

A proposta kantiana consiste na inversão da tradicional abordagem epistemológica, afirmando que é o sujeito que organiza as impressões sensíveis de acordo com categorias a priori, em vez de ser passivamente condicionado pelo objeto.


B

Kant defende que o conhecimento humano é possível apenas quando o sujeito conhece as coisas em si mesmas, sem que suas condições subjetivas ou categorias influenciem esse conhecimento.


C

A proposta kantiana se afasta do empirismo ao afirmar que todo o conhecimento começa com a experiência, mas é posteriormente moldado pela atividade a priori das faculdades cognitivas do sujeito.


D

Kant afirma que a razão humana é limitada, mas que, ao contrário de Hume, as categorias do entendimento são inatas e não dependem da experiência para sua aplicação.


E

Para Kant, a Revolução Copernicana implica que o sujeito não pode conhecer a realidade objetiva de forma alguma, pois o conhecimento é sempre uma construção subjetiva e totalmente desvinculada do mundo externo.

O estudo das condições a priori do conhecimento foi denominado por Kant “transcendental”, que nada tem a ver com o “transcendente”, mas com aquelas condições que, de parte do sujeito, contribuem constitutivamente para a possibilidade da experiência. A demonstração da necessidade a priori para a experiência ocupou o centro da Crítica da razão pura sob o nome de “Dedução transcendental das categorias”


ROHDEN, Valério. O criticismo kantiano. In: REZENDE, Antonio (Org.). Curso de Filosofia: para professores e estudantes dos cursos de ensino médio e de graduação. Rio de Janeiro: Zahar, 1986. p. 131.


Com base nesse trecho, assinale a alternativa correta.


A

A dedução transcendental trata da experiência sensível direta e da negação das categorias do entendimento.


B

O termo “transcendental” em Kant refere-se àquilo que está além de toda e qualquer experiência possível, como a “coisa em si”.


C

Para Kant, o conhecimento é totalmente empírico e dispensa estruturas a priori do sujeito.


D

A dedução transcendental das categorias visa mostrar como conceitos puros do entendimento são necessários para possibilitar a experiência.


E

O “transcendental” em Kant é sinônimo de “transcendente” e diz respeito ao conteúdo teológico da razão pura.

Entre os filósofos da Idade Moderna, destacou-se Immanuel Kant.


Sua pedagogia parte do princípio de que o homem, ao contrário dos animais, que nascem com instintos, mas carecem de racionalidade, somente se torna humano através da _________________.

Ela deve impedir que a selvageria e a animalidade prejudiquem o caráter humano. Para tanto, utiliza-se da ______________, que educa para a obediência.


Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.


A

religião • fé


B

autonomia • prática


C

educação • disciplina


D

obediência • ascese


E

razão • punição

“Esclarecimento é a saída do homem de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outros indivíduos”. (Kant, Resposta à pergunta: que é “Esclarecimento”?. In Kant, I. Textos seletos. Petrópolis: Vozes, 2010, p. 63.)


Para Kant, a relação entre a menoridade e a maioridade da razão, no contexto do Esclarecimento,


A

Trata-se de uma questão da perspectiva de vida do indivíduo moderno, pois a vida prática não se relaciona com o pensamento cultivado.


B

Torna a menoridade um momento no qual o indivíduo tem consciência de sua liberdade de pensamento.


C

Torna a maioridade um momento no qual o indivíduo tem consciência de sua submissão a tutelas alheias.


D

Trata-se de um processo de passagem entre minoridade e maioridade, à medida que o individuo esclarecido pensa por ele mesmo, sem tutelas.


E

Possibilita o trânsito entre menoridade e maioridade enquanto um vice-versa de escolhas do homem moderno.

 
Ir para a página:
OK
 
Gerar simulado