Questões de Concurso sobre Immanuel Kant

 
 
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Em Kant encontra-se a razão como fundamento da moral, mas Nietzsche desconfia explicitamente da possibilidade de a razão iluminista cumprir tal papel.

C
Certo

E
Errado
Kant, em sua obra Crítica da Razão Prática, realiza o mesmo tipo de investigação que Nietzsche realiza em sua Genealogia da Moral.

C
Certo

E
Errado
Em Descartes há a noção de “Eu”, central para a ideia de cogito, enquanto em Kant não há um “Eu”.

C
Certo

E
Errado
Assim como Descartes, Kant estabelece um limite para o conhecimento das coisas em si mesmas.

C
Certo

E
Errado
Kant conclui que há certas proposições cujo valor de verdade não pode mais ser estabelecido de maneira justificada no âmbito do entendimento.

C
Certo

E
Errado

Uma pessoa vê-se forçada pela necessidade a pedir dinheiro emprestado. Sabe muito bem que não poderá pagar, mas vê também que não lhe emprestarão nada se não prometer firmemente pagar em prazo determinado. Sente a tentação de fazer a promessa; mas tem ainda consciência bastante para perguntar a si mesma: não é proibido e contrário ao dever livrar-se de apuros desta maneira? Admitindo que se decida a fazê-lo, a sua máxima de ação seria: quando julgo estar em apuros de dinheiro, vou pedi-lo emprestado e prometo pagá-lo, embora saiba que tal nunca sucederá.


KANT, I. Fundamentação da metafísica dos costumes. São Paulo: Abril Cultural, 1980.


De acordo com a moral kantiana, a “falsa promessa de pagamento” representada no texto


A

assegura que a ação seja aceita por todos a partir da livre discussão participativa.


B

garante que os efeitos das ações não destruam a possibilidade da vida futura na terra.


C

opõe-se ao princípio de que toda ação do homem possa valer como norma universal.


D

materializa-se no entendimento de que os fins da ação humana podem justificar os meios.


E

permite que a ação individual produza a mais ampla felicidade para as pessoas envolvidas.

Segundo este filósofo, a moral é a esfera da razão prática que responde à pergunta: “O que devemos fazer?”. Tal afirmação foi realizada por:

A
Friedrich Hegel.

B
Friedrich Hegel.

C
Immanuel Kant.

D
Sartre.

E
Michel Foucault.

Imagem associada para resolução da questão

Considerando o texto precedente e outros aspectos da filosofia kantiana a ele associados, assinale a opção correta no que refere às concepções kantianas de razão prática e liberdade.


A
A expressão “servir-se de si mesmo” (l. 6 e 7) significa assumir as próprias condições subjetivas como interesses individuais.

B
Na menoridade, as ações morais estão sempre erradas.

C
A incapacidade de fazer uso do entendimento denota irracionalidade.

D
Apenas a maioridade pode estabelecer as condições de possibilidade para a liberdade.

E
O entendimento é suficiente para que se estabeleça a liberdade.

Analise os trechos abaixo.


“Se, porém, todo o conhecimento se inicia com a experiência, isso não prova que todo ele derive da experiência” (Crítica da Razão Pura, B1)

“Sem a sensibilidade, nenhum objeto nos seria dado; sem o entendimento, nenhum seria pensado. Pensamentos sem conteúdo são vazios; intuições sem conceitos são cegas [...] Só pela sua reunião se obtém conhecimento”. (Crítica da Razão Pura, B75)


A respeito dos trechos assinale a alternativa incorreta.


A

Do debate que acompanhou a filosofia moderna entre os dogmáticos, sejam empiristas ou intelectualistas, sobre as fontes do conhecimento científico, Kant parece se posicionar em um “meio termo”, quando, de fato, muda os termos do problema


B

Kant parece aderir ao ceticismo quando recusa que nosso conhecimento alcance as coisas em si; estas, não podemos conhecer. Só podemos conhecer os objetos da experiência sensível, que são condicionados pela forma em que são recepcionados pela sensibilidade e pela forma em que são pensados pelo entendimento


C

Kant consegue assim conciliar o inatismo das ideias dos intelectualistas com os dados empíricos dos objetos fora da consciência, concedendo igualmente a ambos os lados da disputa dogmática


D

A Crítica da Razão Pura toma primeiramente intuições cegas para saber o que nos fornecem de antemão; após isto, toma pensamentos vazios para também deles saber o que fornecem, para extrair disso os limites e condições de toda experiência possível


E

Consideradas as coisas assim – do ponto de vista transcendental –, Kant salvaguarda os direitos da Metafísica em tomar os objetos para além da experiência, os mais dignos de serem pensados, como Deus, liberdade, alma, mas com esta restrição: só pensados, pois já não podem ser de modo algum conhecidos

Participante do debate entre filósofos racionalistas e empiristas, Kant defendia que o conhecimento advém

A
da categorização do objeto de conhecimento, que pode ser apreendido em si mesmo por meio do pensar.

B
de um método que fornece condições para a construção do conhecimento.

C
da razão especulativa, cujas investigações partem de testes práticos e, portanto, dogmáticos.

D
do ceticismo, cujo resultado foi denominado Revolução Copernicana na metafísica.

E
das aporias resultantes de problemas que apresentam duas ou mais soluções possíveis dentro da lógica transcendental.

Assinale a alternativa que apresenta o ente racional para o qual o conceito de vontade boa contém o de dever, manifestando-se na forma do mandamento, do imperativo, conforme defende Kant em sua obra “Fundamentação da Metafísica dos Costumes”.


A

Sujeito cuja vontade é necessariamente boa.


B

Sujeito que possui exclusivamente bons talentos.


C

Sujeito que possui tanto apetite racional quanto inclinações naturais.


D

Sujeito exclusivamente mau.


E

Sujeito santificado.

Kant e Nietzsche constroem uma moral que leva em consideração os resultados das ações humanas no processo de qualificá-las como boas ou ruins.

C
Certo

E
Errado

Leia as afirmativas a seguir:


I A moral kantiana, alicerçada na possibilidade do imperativo categórico, não dá conta de deliberar sobre ações em situações particulares, em que se consideram as consequências previsíveis das ações que requer o resgate da prudência aristotélica.

II A moral kantiana considera as motivações dos atos, os seus fins e fornece os critérios formais (e, por isso, universais) de deliberação, na forma de um dever, um mandamento que a razão dá à vontade e, assim, pode prescindir da experiência.

III A ética aristotélica considera as motivações dos atos, os fins (o bom, o justo e a felicidade) e trata de julgar caso a caso, segundo os critérios extraídos da experiência; opera assim por imperativos hipotéticos.

IV A ética aristotélica considera que a virtude se identifica com a razão, cujo desenvolvimento, isto é, do movimento da potência ao ato, é um fim determinado pela natureza.


Estão corretas as afirmativas:


A

I, III, IV apenas


B

II, III, IV apenas


C

I, II, III apenas


D

I, III apenas


E

II, IV apenas

Nietzsche defende, como Kant, que se faz necessária a universalização de uma ação para que ela possa ser considerada boa.

C
Certo

E
Errado
A noção de “espaço” é substancialmente alterada por Kant com relação à filosofia cartesiana.

C
Certo

E
Errado

asdJosé, taxista, passa por dificuldades financeiras. Seu pai, doente, requer tratamento que a família não pode custear. Certo dia, tendo constatado que a mala esquecida por um passageiro em seu táxi estava repleta de dinheiro, José vislumbrou a possibilidade de ficar com o dinheiro e utilizá-lo no tratamento de seu pai. Após muito refletir, José chegou à conclusão de que o correto seria devolver o dinheiro a seu proprietário e levou a mala com o dinheiro à delegacia de polícia.


Nessa situação hipotética, a atitude de José de devolver o dinheiro


A

remete à noção de justiça distributiva proposta por Aristóteles: a recompensa a cada indivíduo deve ser proporcional aos seus próprios méritos.


B

refuta o valor da ação política proposta por Arendt: os atos individuais, coordenados aos dos outros membros da sociedade, têm potencial de transformação social.


C

alinha-se ao pensamento kelseniano: o plano do dever ser é de natureza normativa e, nele, direito e moral se confundem.


D

corrobora a assertiva hobbesiana: toda ação humana voluntária é determinada pelas emoções, que incluem o egoísmo como destaque.


E

atende ao imperativo categórico kantiano: as escolhas que guiam as ações humanas devem seguir princípios universalizáveis.

Kant resume a lição básica da estética e da analítica transcendental ao afirmar que “as condições da possibilidade da experiência em geral são, ao mesmo tempo, as condições da possibilidade dos objetos da experiência” (Crítica da Razão Pura, A 158/B 197).


Assinale a alternativa que apresenta a consequência desta lição.


A

Podemos conhecer alma como se esta fosse um objeto de experiência.


B

Podemos conhecer a extensão espacial e temporal do universo como se fosse um objeto de experiência.


C

Podemos conhecer as coisas elas mesmas quando as colocamos numa experiência.


D

Podemos conhecer os objetos que estamos aptos a experimentar, aqueles que nos aparecem, e não as coisas em si mesmas e que estão para além da nossa experiência.


E

Podemos conhecer dialeticamente as ideais regulativas enquanto princípios constitutivos da experiência possível.

Assim como Descartes, Kant usa o método dedutivo para chegar às suas conclusões acerca do entendimento humano, de suas capacidades e alcances.

C
Certo

E
Errado
   
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