Questões de Concurso sobre Immanuel Kant

 
 
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Leia com atenção o texto a seguir.

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Nesta definição de Esclarecimento, pode-se dizer que, para Kant,


A

o entendimento deve orientar-se pelas paixões próprias a cada um.


B

a condição de menoridade é proveniente da falta de cultura e erudição.


C

o Esclarecimento é um movimento que só pode ser exercido por maiores de idade.


D

o entendimento esclarecido deve orientar os entendimentos não esclarecidos.


E

a passagem à maioridade intelectual exige autonomia.

Com base na noção de imperativo categórico, Kant sugeriu que a máxima sobre a qual uma ação é baseada, e não a ação individual em si mesma, é a chave para determinar se uma ação é moralmente boa. Tendo em vista a filosofia moral kantiana, assinale a alternativa correta.


A

As decisões morais devem ser tomadas com base nas regras produzidas pela cultura na qual o agente está inserido, deixando-se de lado suas tendências individuais.


B

Conforme a ética kantiana, o valor moral de uma ação deve ser determinado pelas consequências que tal ação possa produzir, e não pelos motivos do agente.


C

A filosofia moral de Kant propõe que o tratamento das pessoas como meio para a aquisição de algum benefício é mais vantajoso que o tratamento das pessoas como um fim em si mesmas.


D

De acordo com Kant, as ações virtuosas são aquelas praticadas por dever — o que significa agir pela razão correta ou com as intenções ou motivos corretos. Com isso, Kant procura limitar a discussão acerca do caráter moral das ações a motivos ou intenções, e não considera cruciais as consequências das ações.


E

Uma noção de autonomia moral, em que o agente é governado por sua própria razão quando decide agir, é incompatível com a noção de imperativo categórico formulada por Kant, uma vez que as máximas das ações devem ser universalizáveis, ou seja, devem obedecer aos princípios normativos culturalmente vigentes.

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Conhecendo-se a filosofia moral kantiana, pode-se dizer que essa é a definição de


A
máxima moral.

B
ação prática.

C
esclarecimento.

D
imperativo categórico.

E
categoria prática.

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Como a obra de Kant citada, a Crítica da razão pura, resolve a tarefa de estabelecer algo acerca do objeto antes que ele seja dado? Assinale a alternativa INCORRETA.


A
É possível estabelecer algo acerca do objeto antes de ser dado na medida em que o objeto é constituído ao mesmo tempo pela sensibilidade e pelas categorias puras do entendimento.

B
A questão é resolvida por Kant por meio da chamada revolução copernicana, isto é, ao deixar não que o sujeito se regule pelos objetos, mas os objetos pelo sujeito.

C
O objeto pode ser conhecido antes de ser dado na medida em que, para Kant, o sujeito possui idéias inatas a partir das quais provém o objeto.

D
O objeto pode ser conhecido antes de ser dado na medida em que as categorias puras do entendimento constituem as condições de possibilidade dos objetos da experiência.

E
É possível estabelecer algo acerca do objeto antes de ser dado na medida em que o sujeito põe algo a priori no próprio objeto.
Em sua obra A religião nos limites da simples razão, Immanuel Kant analisa o que ele denomina “mal radical” presente na natureza humana. A que ele se refere com esse conceito?

A
À malignidade intrínseca à natureza humana e aos propósitos humanos.

B
À capacidade humana de querer o mal pelo mal.

C
À corrupção da natureza humana decorrente do pecado original.

D
À propensão em ceder às apetições, ao invés de obedecer aos imperativos da razão.

A concepção kantiana da história e da sociedade é caracterizada como


A

radical e revolucionária.


B

uma visão otimista do progresso, próxima à iluminista.


C

uma ruptura das concepções tradicionais pelas quais a história é consequência de um pecado original.


D

a admissão de utilidade de revoluções radicais, ainda que não-violentas.


E

uma visão pessimista.

Qual das seguintes teses é sustentada por Kant em sua Crítica da Razão Pura?

A
O homem comum não pode conhecer o que é a coisa em si, apenas o filósofo pode fazê-lo.

B
Não se pode conhecer o que são as coisas nelas mesmas, dado que a verdade é sempre relativa à opinião particular de cada indivíduo.

C
Não se pode conhecer o que são as coisas nelas mesmas, isto é, as coisas pensadas como independentes de nós e de nossa mente.

D
não podemos conhecer o que são as coisas nelas mesmas, isto é, as coisas pensadas como independentes de um sistema linguístico ou cultura particular.
Na obra Crítica da faculdade do juízo, Kant assinala que os juízos estéticos são reflexivos, não determinantes, porque

A
subsumem o particular em um universal previamente dado.

B
encontram o universal a partir de algo particular dado.

C
exprimem o movimento interno de comprazimento do sujeito que julga.

D
correspondem à dinâmica da faculdade da apetição.
Em sua Crítica da Razão Pura, Kant define o conhecimento a priori como aquele que

A
pode ser obtido exclusivamente mediante a experiência empírica.

B
pode ser obtido unicamente por meio da análise lógica dos conceitos.

C
diz respeito às coisas nelas mesmas.

D
pode ser obtido independentemente de qualquer acontecimento empírico.
Para Immanuel Kant, o indivíduo moral não visa à felicidade em suas ações, mas ao cumprimento do dever que o torna digno dela. Não obstante, na obra Fundamentação da metafísica dos costumes, ele sustenta que a busca por assegurar a própria felicidade seria um dever indireto, porque

A
atestaria que há uma ordem moral no mundo.

B
afastaria a tentação para a transgressão dos deveres decorrente do sofrimento.

C
faria coincidir liberdade e natureza na condição humana.

D
consistiria na realização do propósito da natureza para o homem.

Na Crítica do Juízo de Kant,


A

o juízo estético é determinante e tem valor cognitivo.


B

o juízo estético faz referência às qualidades objetivas das coisas.


C

o juízo estético não é arbitrário, pois ambiciona a universalidade.


D

o belo é o que é considerado, por uma certa sociedade e cultura, como tal.


E

o belo, como o justo e o bom, é objeto de um prazer desinteressado.

Kant, na Crítica do Juízo, ao tratar do primeiro momento do juízo de gosto, segundo a qualidade, considera o belo como o objeto de sentimento de prazer ou de desprazer. Para o autor, do ponto de vista da qualidade, o juízo de gosto é


A
emitido a propósito de um objeto atrativo.

B
motivado pela emoção diante de uma obra de arte autêntica.

C
um julgamento a respeito da satisfação proporcionada pelo sublime.

D
a faculdade de julgar um objeto ou um modo de representação de uma forma desinteressada.

Embora os juízos analíticos sejam caracterizados como universais, necessários e a priori, e os sintéticos, como particulares, contingentes e a posteriori, Kant reconhece a possibilidade de juízos sintéticos a priori devido ao fato de


A

o espaço e o tempo serem formas a priori da intuição.


B

as categorias serem produtos da intuição a priori da razão.


C
as categorias serem deduzidas da classificação das espécies de juízo.

D
o espaço e o tempo serem inferidos das categorias a priori do entendimento.

O filósofo empirista David Hume celebrizou-se por sua crítica à concepção clássica da causalidade. Qual das afirmações abaixo resume a posição desse filósofo acerca da relação de causa e efeito?


A

A causalidade é inteiramente estéril para o conhecimento dos objetos da experiência.


B

A causalidade indica uma ligação essencial, pois o ser do efeito está contido em potência no ser da causa.


C

A causalidade é dada a priori para o entendimento humano.


D

A causalidade é uma relação externa aos objetos, tributária do hábito e da repetição de seqüências observáveis na experiência.


E

A causalidade é inteiramente desprovida de validade no quadro conceitual do ceticismo humiano.

O juízo de gosto, em Kant, tem como características:


A

ser singular e ter universalidade subjetiva.


B

ser interessado e ter universalidade objetiva.


C

ter interesse prático e ser particular.


D

ser desinteressado e ter universalidade objetiva.


E

ser interessado e ser um juízo estético.

No contexto geral da filosofia crítica de Kant, a imortalidade da alma é


A

apenas um dogma da religião.


B

um postulado da razão pura prática.


C

uma especulação metafísica comprovadamente falsa.


D

uma proposição teórica demonstrável pelo entendimento.


E

uma hipótese experimental da psicologia.

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É exemplo de juízo analítico:


A

Todo homem é mortal.


B

Sócrates é filósofo.


C

Chove torrencialmente.


D

Corpos têm extensão.


E

Gosto de vinho.

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O texto acima resume bem o espírito inquiridor do Século das Luzes. Com base em sua leitura, é correto afirmar:


A

O Iluminismo submete toda instituição, saber e crença à crítica racional, mas preserva intacta a religião.


B

O Iluminismo submete todo conhecimento e todas as instituições a um exame livre e público, mas deixa intocada a legislação.


C

Para o Iluminismo apenas a legislação e a religião são dignos de um exame crítico detido.


D

Para o Iluminismo nenhum objeto deve escapar a um exame crítico, livre e público realizado pela razão.


E

O Iluminismo, em sua crítica irrestrita à religião e à legislação, leva ao ateísmo e antecipa posições do anarquismo.

Com as perguntas O que posso saber? e O que devo fazer? Kant caracteriza interesses da razão, que são, respectivamente:


A

metafísico e teológico.


B

antropológico e científico.


C

teórico e prático.


D

científico e religioso.


E

estético e psicológico.

   
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