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Para o sujeito racional, a ação moral não deve ser norteada por condicionantes, como o prazer ou o interesse.
Certo
Errado
Para Kant é por meio da relação entre a razão e as experiências que se desenvolve o conhecimento. Ou seja, as experiências (sensações e percepções) fornecem a matériaprima do conhecimento e a razão opera de modo a organizar e categorizar as suas estruturas. De acordo com Kant, os problemas da metafísica não são meramente ociosos ou prescindíveis senão que são problemas necessários produzidos pelo próprio funcionamento da razão. Nesse sentido, eles devem poder ser determinados como possíveis de serem resolvidos ou não. O conhecimento da metafísica é possível com o uso dos juízos ______.
Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.
analíticos
sintéticos a posterior
sintéticos a priori
analíticos a posteriori
puros
Para Immanuel Kant, o esclarecimento
é a fuga da minoridade, que ocorre por causa da falta de entendimento.
decorre de um desenvolvimento histórico, em que as sociedades condicionam seu comportamento e se aperfeiçoam em direção à maioridade.
decorre da nossa adesão ao que aprendemos nos livros ou obtemos de pessoas mais instruídas que nós, que podem nos dirigir espiritualmente.
é o estágio da maioridade, no qual é atingido um estado de bem-estar e de felicidade.
é a fuga da minoridade, que se caracteriza por ser a incapacidade de determinado indivíduo de usar o seu entendimento como forma de autoguiar-se.
As observações e os cálculos dos astrônomos ensinaram-nos muitas coisas admiráveis, mas o mais importante é, certamente, terem-nos descoberto o abismo da ignorância, que a razão humana, sem estes conhecimentos, nunca poderia imaginar tão profundo; a reflexão sobre esta ignorância deve produzir uma grande mudança na determinação das intenções finais do uso da nossa razão.
KANT, Immanuel. Crítica da razão pura. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2001.
No trecho acima, o filósofo Immanuel Kant reflete sobre os efeitos da moderna atividade científica na atividade filosófica. Para esse autor, a filosofia deveria ser revolucionada no sentido de
tomar os novos recursos técnicos como meios seguros de acesso ao conhecimento das coisas em si mesmas.
investigar as condições incontornáveis por meio das quais os sujeitos produzem seu conhecimento.
adotar uma postura pessimista em relação a razão diante da impossibilidade do conhecimento objetivo.
liberar a atividade especulativa dos antigos limites cognoscitivos do sujeito transcendental.
Todo belo é o resultado de uma apreciação, de um juízo de gosto subjetivo, isto é, pressupõe que não haja nada para ser conhecido.
Hilton Japiassu; Danilo Marcondes. Dicionário básico de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1991.
A definição apresentada no texto precedente condiz com a definição kantiana do belo como aquilo que
agrada particularmente sem conceito.
afeta universalmente no conceito.
agrada universalmente no conceito.
afeta particularmente no conceito.
agrada universalmente sem conceito.
A ação humana sempre considera a outra pessoa como meio para se chegar a algo, e nunca como fim.
Certo
Errado
Este filósofo acreditava que a arte é uma forma de expressão criativa que reflete a capacidade humana de pensar e agir de forma livre. Ele argumentou que a arte é uma forma de autoexpressão, pois os artistas usam suas habilidades para criar obras que refletem suas próprias ideias e sentimentos. Na sua reflexão sobre ética, afirmou que a razão pode definir o que é certo ou errado, e que isso determina a existência de uma ética universal, ou seja, para o filósofo a “razão pode definir leis morais universais”. Portanto, ele acreditava que uma ação é correta quando é possível que ela seja universalizada. A qual filósofo o contexto apresentado se refere?
Aristóteles.
Platão.
Kant.
Hegel.
Sartre.
De acordo com a filosofia moral de Immanuel Kant, é correto afirmar que liberdade é agir conforme
os ideais tradicionais da virtude.
a satisfação do maior número de pessoas.
as inclinações naturais do indivíduo.
a busca comedida pelo próprio prazer.
os ditames de uma lei moral universal.
As teses de Kant acerca da estética e da teleologia são apresentadas em sua “Crítica da faculdade do juízo” (Kritik der Urteilskraft). Na primeira parte dessa obra, Kant discute a experiência do juízo estético, em particular do belo e do sublime, e também a criação artística. O próprio Kant considera claramente que sua teoria estética é de importância central para a compreensão da chamada “faculdade de julgamento” em geral. Alguns comentaristas também se valeram da teoria estética de Kant para iluminar aspectos específicos das visões de Kant sobre a cognição. Refletindo sobre estas questões, podemos afirmar que, para Kant, o julgamento estético é:
individual
tem seu valor, o qual é definido pelo seu engajamento
subjetivo
universal
deve refletir a realidade
Na “Fundamentação da Metafísica dos Costumes”, Kant introduz um dos conceitos fundamentais de sua concepção de ética, segundo o qual devemos agir de acordo com aquela máxima pela qual poderemos, ao mesmo tempo, querer que ela se torne uma lei universal. Trata-se do conceito de:
Agir comunicativo.
Véu da ignorância.
Imperativo categórico.
Justo meio.
Kant dedicou-se não apenas à formulação teórica de quais deveriam ser os princípios éticos a nortear o comportamento humano; ele também tentou determinar um caminho para que esses princípios pudessem ser postos em prática. É aí que aparece a Educação, inserida na questão da formação moral. A obra sobre a Pedagogia – na verdade, um conjunto de preleções formado por notas usadas no curso de Pedagogia que Kant devia lecionar em certas épocas, como professor de Filosofia da Universidade de Koenigsberg, é seu maior texto sobre o assunto.
(Disponível em: https://www.estantevirtual.com.br/livros/revista-discutindo-filosofia-ano-1-n-6?qau=revista-discutindo-filosofia-ano-1.)
O idealismo alemão foi um movimento filosófico, iniciado por Imannuel Kant, que tentava resgatar na filosofia a busca pelo pensamento transcendente ideal e as relações disso com o sujeito pensante. Em relação às questões educacionais, especificamente:
O pensador admite ser a criatividade, ensinada a partir de padrões morais universais, o cerne do conhecimento humano.
O filósofo repensa as teorias até então em voga e lança as bases da educação tecnicista, fundamentadas na necessidade empírico-racionalista.
Kant preconiza a priorização da austeridade e da repetição de modelos eficazes, visando à superação da racionalidade, posterior à ação experimental.
Ele articula a ideia da construção da humanidade e do pensamento como fins da educação, destacando aspectos, tais como os físicos e os morais, dentre outros.
[...] nenhum conhecimento em nós precede a experiência, e todo o conhecimento começa com ela. Mas, embora todo o nosso conhecimento comece com a experiência, nem por isso todo ele se origina justamente da experiência. Pois poderia bem acontecer que mesmo o nosso conhecimento de experiência seja um composto daquilo que recebemos por impressões e daquilo que nossa própria faculdade de conhecimento [...] fornece de si mesma. [...] Tais conhecimentos denominam-se a priori e distinguem-se dos empíricos, que possuem suas fontes a posteriori, ou seja, na experiência.
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COMTE. Curso de filosofia positiva. 1a lição, II.
São Paulo: Abril Cultural, 1978, com adaptações.
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Com base no excerto e no pensamento de Kant, assinale a alternativa que indica a perspectiva mediante a qual o filósofo investiga o problema do conhecimento.
Kant investiga a origem do conhecimento a partir da experiência, por isso é um empirista.
Kant é um filósofo racionalista, porque sugere que o conhecimento necessita dos conceitos puros da razão.
Kant é um filósofo monista, pois sugere que todo conhecimento precisa ser pensado por meio do sujeito transcendental.
Kant investiga a origem do conhecimento a partir dos dados da sensibilidade. Assim, defende a perspectiva da abstração, uma vez que, sem ela, não há ideias que possam ocupar a mente humana.
A filosofia kantiana é conhecida como criticista, pois visa a investigar tanto aquilo que torna o conhecimento possível quanto os limites da razão.
Para o filósofo alemão Immanuel Kant (1724- 1804), a arte diferencia-se da natureza por ser uma atividade racional e livre. Assim, uma teia de aranha, embora possa parecer bela, não é uma obra de arte, já que se trata de uma tarefa mecânica e natural. O termo arte vem da palavra latina ars, que significa:
Algo parado ou dinâmico.
Talento, saber fazer.
Não saber exatamente o que está fazendo.
Abstratividade
Constitui uma formulação desse imperativo: “Age de tal modo que uses a humanidade, tanto em tua própria pessoa como na pessoa de qualquer outro, sempre ao mesmo tempo como um fim, nunca simplesmente como um meio”.
Certo
Errado
A filosofia kantiana seria uma perfeita implementação de uma boa moral, uma vez que o imperativo categórico diz respeito a uma autonomia escolhida para os seus próprios atos à revelia do que os outros possam impor.
Certo
Errado
Constitui uma formulação desse imperativo: “Age como se, por meio de tuas máximas, fosses sempre um membro legislador em um reino universal de fins”.
Certo
Errado
A fundamentação da metafísica dos costumes pretende, nas palavras do próprio autor, a “fixação do princípio supremo da moralidade” (KANT, I. A fundamentação da metafísica dos costumes. São Paulo: Discurso Editorial: Barcarolla, 2011. p. 19).
Este princípio será o Imperativo Categórico.
O imperativo pede para que nos comportemos segundo máximas que possam ser universalizadas sem contradição. Ou seja, é preciso se perguntar o que decorreria se a máxima segundo a qual pretendemos agir fosse universalizada por uma lei imposta a todos os demais agentes. Donde, furar a fila é imoral, porque se tal atitude fosse universalizada por uma lei, a própria noção de fila deixaria de existir. Logo, o desejo de furar a fila implica num desejo contraditório: deseja-se a existência da fila e, ao mesmo tempo, pretende-se que ela seja uma exceção apenas para si. Por isso, é imoral.
E o que dizer da falta de disposição para desenvolver os próprios talentos que seriam úteis para a sociedade? Segundo Kant e seu imperativo categórico, essa atitude é moral ou imoral?
A ação é imoral, porque se todos os indivíduos forem impedidos de desenvolver os seus talentos, a própria sociedade se esfacelaria e deixaria de existir, tal como a fila.
A ação é moral, porque, ainda que uma sociedade formada exclusivamente por pessoas que não desenvolveram seus talentos não seja a melhor das sociedades, ela é uma sociedade possível.
A ação é imoral, porque, ainda que uma sociedade formada exclusivamente por pessoas que não desenvolveram seus talentos seja possível, não é desejável a universalização dessa máxima.
A ação é moral desde que haja um equilíbrio reflexivo que exija de cada um o mínimo de desenvolvimento pessoal, a fim de possibilitar uma sociedade funcional e pragmática.
“Kant afirma que para que uma ação tenha um conteúdo moral, é necessário que ela atenda a dois critérios que são precisamente os critérios do a priori prático. Em primeiro lugar, é necessário que ela siga uma regra puramente formal, essa regra funciona como uma espécie de molde que se impõe sobre os conteúdos materiais da ação, conferindo-lhes seu caráter moral. Em segundo lugar, é necessário que ela seja motivada unicamente pelo conhecimento e pelo respeito que todos os seres racionais deveriam ter por essa forma de universalidade da ação. Desse modo, poderia se dizer da ação que ela adquire caráter universal e necessário. Kant admite que a ação moralmente correta possua alguma materialidade, mas não é o desejo por essa materialidade que deve motivar a ação, mas sim a conformidade ou o acordo da mesma com a forma da universalidade.” (DIAS, O. A Crítica de M. Scheler ao Formalismo na Ética de I. Kant. Dissertação de Mestrado. Rio de Janeiro: UFRJ, 2017. p. 17. Destaque nosso.) Sobre o sentido da palavra “conformidade” no trecho citado, assinale a alternativa correta.
Tem o mesmo sentido de “segundo a forma da universalidade”. Para Kant a ação moral é justamente aquela que tem a mesma forma da lei moral tendo, como não poderia ser diferente, sua motivação nos objetos da vontade subjetiva de modo que a forma da lei moral não seja contradita
Na esfera das ações humanas, a única regra que pode ser considerada universalmente válida é uma regra que abstraia dos conteúdos variadamente desejados e prescreva a forma da universalidade como molde ao qual esses conteúdos devem necessariamente se subordinar
Desde que a máxima da ação ocorra “com a mesma forma que a lei moral prescreve”, a ação pode ser considerada moral para Kant
A conformidade decorre do apreço que um sujeito tem pela ação moral, decorre do interesse subjetivo de encontrar prazer e satisfação no cumprimento dos preceitos morais
“Kant entende que mesmo o entendimento comum pode distinguir qual forma é ou não é, na máxima, capaz de se adaptar a uma legislação universal. Apesar disto, Kant deverá discutir filosoficamente esta questão. Se a máxima pode ser universalizada ela se adapta a uma legislação universal, caso contrário não” (NAHRA, 1995 p.16).
Segundo Kant podemos afirmar que o trecho acima trata de:
Vontade de potência
Liberdade condicional
Felicidade plena
Imperativo categórico
Esclarecimento.
Leia o texto.
“Finalmente há um imperativo que, sem pôr no fundamento como condição qualquer outro objetivo a ser alcançado mediante uma certa conduta, ordena imediatamente essa conduta. Este imperativo é categórico. Ele não diz respeito à matéria da ação e ao que deve seguir-se dela, mas à forma e ao princípio do qual ela mesma decorre, e o essencialmente bom da ação consiste na disposição, seja qual for seu resultado. Este imperativo pode chamar-se de imperativo da moralidade”.
(KANT, I. Fundamentação da metafísica dos costumes. In: MARCONDES, D. Textos básicos de filosofia. 2 ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2000)
De acordo com o trecho e as características da ética kantiana, é correto afirmar:
A lei moral pondera as consequências da ação.
O imperativo moral deriva da experiência.
A lei moral conduz à felicidade.
A lei moral é condicionada, em seu princípio, pela cultura.
O imperativo moral é a priori.