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Assinale a opção que apresenta o precursor da filosofia moral fundamentada na concepção de que todos os seres humanos são merecedores de respeito apenas em virtude da sua condição de seres humanos, independentemente de classe social, gênero, condição física ou utilidade para a sociedade em que se encontram inseridos.
John Stuart Mill
John Locke
Immanuel Kant
Jeremy Bentham
O dever, afirma Kant, não se apresenta através de um conjunto de conteúdos fixos, que definiriam a essência de cada virtude e diriam que atos deveriam ser praticados e evitados em cada circunstância de nossa vida. O dever não é um catálogo de virtudes nem uma lista de “faça isto” e “não faça aquilo”. O dever é uma forma que deve valer para toda e qualquer ação moral.
(Marilena Chauí. Convite à Filosofia, 2008.)
Para o filósofo Immanuel Kant (1724-1804), verifica-se a validação de uma regra moral caso
os meios empregados sejam eficazes para a realização das intenções dos indivíduos.
os agentes cumpram estritamente a legislação em vigor nos seus respectivos países.
a máxima da ação possa se transformar, pela vontade, em uma lei universal.
os sujeitos adaptem as formas de agir às particularidades de suas personalidades.
as tradições fundadoras dos povos conduzam as decisões dos indivíduos.
A fundamentação da metafísica dos costumes pretende, nas palavras do próprio autor, a “fixação do princípio supremo da moralidade” (KANT, I. A fundamentação da metafísica dos costumes. São Paulo: Discurso Editorial: Barcarolla, 2011. p. 19).
Este princípio será o Imperativo Categórico.
O imperativo pede para que nos comportemos segundo máximas que possam ser universalizadas sem contradição. Ou seja, é preciso se perguntar o que decorreria se a máxima segundo a qual pretendemos agir fosse universalizada por uma lei imposta a todos os demais agentes. Donde, furar a fila é imoral, porque se tal atitude fosse universalizada por uma lei, a própria noção de fila deixaria de existir. Logo, o desejo de furar a fila implica num desejo contraditório: deseja-se a existência da fila e, ao mesmo tempo, pretende-se que ela seja uma exceção apenas para si. Por isso, é imoral.
E o que dizer da falta de disposição para desenvolver os próprios talentos que seriam úteis para a sociedade? Segundo Kant e seu imperativo categórico, essa atitude é moral ou imoral?
A ação é imoral, porque se todos os indivíduos forem impedidos de desenvolver os seus talentos, a própria sociedade se esfacelaria e deixaria de existir, tal como a fila.
A ação é moral, porque, ainda que uma sociedade formada exclusivamente por pessoas que não desenvolveram seus talentos não seja a melhor das sociedades, ela é uma sociedade possível.
A ação é imoral, porque, ainda que uma sociedade formada exclusivamente por pessoas que não desenvolveram seus talentos seja possível, não é desejável a universalização dessa máxima.
A ação é moral desde que haja um equilíbrio reflexivo que exija de cada um o mínimo de desenvolvimento pessoal, a fim de possibilitar uma sociedade funcional e pragmática.
“Kant afirma que para que uma ação tenha um conteúdo moral, é necessário que ela atenda a dois critérios que são precisamente os critérios do a priori prático. Em primeiro lugar, é necessário que ela siga uma regra puramente formal, essa regra funciona como uma espécie de molde que se impõe sobre os conteúdos materiais da ação, conferindo-lhes seu caráter moral. Em segundo lugar, é necessário que ela seja motivada unicamente pelo conhecimento e pelo respeito que todos os seres racionais deveriam ter por essa forma de universalidade da ação. Desse modo, poderia se dizer da ação que ela adquire caráter universal e necessário. Kant admite que a ação moralmente correta possua alguma materialidade, mas não é o desejo por essa materialidade que deve motivar a ação, mas sim a conformidade ou o acordo da mesma com a forma da universalidade.” (DIAS, O. A Crítica de M. Scheler ao Formalismo na Ética de I. Kant. Dissertação de Mestrado. Rio de Janeiro: UFRJ, 2017. p. 17. Destaque nosso.) Sobre o sentido da palavra “conformidade” no trecho citado, assinale a alternativa correta.
Tem o mesmo sentido de “segundo a forma da universalidade”. Para Kant a ação moral é justamente aquela que tem a mesma forma da lei moral tendo, como não poderia ser diferente, sua motivação nos objetos da vontade subjetiva de modo que a forma da lei moral não seja contradita
Na esfera das ações humanas, a única regra que pode ser considerada universalmente válida é uma regra que abstraia dos conteúdos variadamente desejados e prescreva a forma da universalidade como molde ao qual esses conteúdos devem necessariamente se subordinar
Desde que a máxima da ação ocorra “com a mesma forma que a lei moral prescreve”, a ação pode ser considerada moral para Kant
A conformidade decorre do apreço que um sujeito tem pela ação moral, decorre do interesse subjetivo de encontrar prazer e satisfação no cumprimento dos preceitos morais
“Kant entende que mesmo o entendimento comum pode distinguir qual forma é ou não é, na máxima, capaz de se adaptar a uma legislação universal. Apesar disto, Kant deverá discutir filosoficamente esta questão. Se a máxima pode ser universalizada ela se adapta a uma legislação universal, caso contrário não” (NAHRA, 1995 p.16).
Segundo Kant podemos afirmar que o trecho acima trata de:
Vontade de potência
Liberdade condicional
Felicidade plena
Imperativo categórico
Esclarecimento.
Esclarecimento é a saída do homem de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outro indivíduo. O homem é o próprio culpado dessa menoridade se a causa dela não se encontra na falta de entendimento, mas na falta de decisão e coragem de servir-se de si mesmo sem a direção de outrem.
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KANT, Immanuel. Resposta à pergunta: o que é esclarecimento?
In: Textos Seletos. Tradução de Raimundo Vier e Floriano de Souza
Fernandes. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 1985, p. 100.
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Considerando o fragmento de Kant, quanto ao movimento do Iluminismo, assinale a alternativa correta.
O enciclopedismo marcou o movimento Iluminista ao defender a autoridade do Estado Absolutista em relação à Igreja.
Os pensadores iluministas buscaram defender e exaltar os valores cristãos, instrumento político de combate à miséria e à ignorância.
Ao se utilizar da metáfora da luz e da claridade em oposição às trevas, o Iluminismo recupera a noção de que a liberdade e a igualdade derivam de Deus.
Por causa do seu caráter emancipador, o Iluminismo defende fortemente o conhecimento enquanto instrumento de libertação e progresso da humanidade.
O Iluminismo foi um movimento uniforme e coeso, surgido de uma profunda insatisfação com os rumos da sociedade capitalista moderna.
Para que se possa fazer o julgamento de gosto, é preciso que o objeto desse julgamento gere em nós uma satisfação ou insatisfação totalmente desinteressada, isto é, não relacionada ao uso que o objeto possa ter para nós. Quando se diz que algo é belo, diz-se que ele produz satisfação. Pelo conceito de prazer desinteressado, Kant diferencia os juízos estéticos dos juízos morais, dos juízos sobre a utilidade e dos juízos com base no prazer dos sentidos. A experiência do belo se dá no sensível e independe de qualquer interesse de outro tipo. O gosto é a faculdade de julgar um objeto ou um modo de representação por uma satisfação ou insatisfação inteiramente independentes do interesse. Ao objeto dessa satisfação chama-se belo.
(KANT, Immanuel. Introdução à crítica do juízo. São Paulo: Abril Cultural, 1980. P. 253. Coleção – Os Pensadores.)
Segundo Kant, para que se possa fazer o julgamento de gosto, é preciso que o objeto desse julgamento gere, em nós, uma satisfação ou insatisfação totalmente desinteressada, isto é, não relacionada ao uso que o objeto possa ter para nós. Kant também defendia a ideia de que:
Julgar a beleza não implica em sentir prazer imediatamente na experiência com o objeto. O prazer pode ser apoiado não na mera sensação, mas na razão a posteriori.
Os julgamentos de gosto precisam ser demonstrados, isto é, é necessário haver uma regra ou mesmo um sinal, que influencie alguém a reconhecer algo como sendo belo.
O belo não pode ser uma propriedade objetiva das coisas (o belo ontológico), mas nasce da relação entre o objeto e o sujeito, não estando também o sublime nas coisas, mas no homem.
O prazer do belo deve ter sua base na espiritualidade. O julgamento do belo não faz referência a algo material e corruptível, no livre jogo das sensações metafísicas: imaginação e religiosidade, em mútua harmonia.
Constitui uma formulação desse imperativo: “Age de tal modo que tua vontade possa considerar-se a si mesma como constituindo uma lei universal por meio de sua máxima”.
Certo
Errado
O desenvolvimento alcançado com a revolução científica do século XXVII ganha novos contornos com as contribuições do filósofo Immanuel Kant. A síntese oferecida por Kant ao conflito entre racionalismo e empirismo, expressa na obra Crítica da razão pura, oferece à ciência novos caminhos para o desenvolvimento. Baseado em seus conhecimentos sobre a epistemologia na obra de Kant, avalie as questões que seguem.
I. O objetivo inicial de Kant na Crítica da razão pura foi superar a oposição tradicional entre racionalismo e empirismo e inserir a filosofia no “caminho seguro da ciência”.
II. A Crítica da razão pura se presta a distinguir aquilo que está ao alcance da experiência daquilo que se encontra fora dela: o pensamento especulativo.
III. Kant considera, ao contrário do que propunha a filosofia tradicional, que os objetos de nosso conhecimento devem conformar-se à nossa estrutura cognitiva, e não o conhecimento à natureza do objeto.
IV. Kant defende sua proposta de uma filosofia crítica visando examinar as condições de possibilidade da experiência humana do real e fundamentar nossas pretensões ao conhecimento, demarcando os casos legítimos em que se produz conhecimento dos casos em que nossa pretensão ao conhecimento é infundada.
Marque a alternativa que representa a sequência correta
V, V, V, V
V, V, F, F
F, F, F, F
F, F, V, V
V, F, F, V
Kant estabelece uma síntese entre racionalismo e empirismo na qual os pensamentos sem conteúdo são vazios e as intuições sem conceitos são cegas.
Certo
Errado
Analise as afirmativas abaixo sobre a pedagogia kantiana.
1. Resultou das suas experiências como tutor doméstico de crianças e dos cursos ministrados em universidades.
2. Parte do princípio de que o ser humano precisa ser educado, pois somente se torna humano através da educação.
3. Os animais nascem com instinto, característica que os aproxima do caráter humano, pois, com a domesticação, assume atitudes que podem ser consideradas morais.
4. A educação deve impedir que a selvageria e a animalidade prejudiquem o caráter humano.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
São corretas apenas as afirmativas 1 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 2 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.
São corretas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.
Na obra Fundamentação da metafísica dos costumes (KANT, I. Fundamentação da Metafísica dos Costumes. Tradução de Paulo Quintela, Lisboa, Portugal: Edições 70, LDA, 2007. p. 59-61), Kant apresenta três formulações para o imperativo categórico.
Assinale a alternativa que as relaciona corretamente.
Como fórmula da lei da natureza, fórmula da humanidade e fórmula da autonomia
Como fórmula da lei da natureza, fórmula da universalidade, fórmula hipotética
Como fórmula da humanidade, fórmula da lei da natureza, fórmula da universalidade
Como fórmula da autonomia, fórmula da justiça e fórmula da beneficência
A pergunta fundamental da Crítica da Razão Pura (1781), de Immanuel Kant, pode ser sintetizada na forma: “Como são possíveis os ________?”. Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna.
juízos sintéticos a posteriori
juízos sintéticos
juízos analíticos a posteriori
juízos sintéticos a priori
A ação de cada indivíduo deve valer como principio universal de conduta.
Certo
Errado
As consequências de uma ação são o que a tornam certa ou errada.
Certo
Errado
Para o autor, o problema posto pela Metafísica consiste em
responder de modo categórico a todas as perguntas para conhecer Deus, a transcendência, o sentido e a origem do mundo.
investigar como surgem as perguntas sobre o que está além da experiência física do mundo, sobretudo em sua dimensão suprassensível.
resolver as dúvidas que ocorrem em qualquer investigação das causas primeiras e universais, dada a finitude e impotência da razão humana.
abandonar qualquer proposito de criar uma metafísica de tipo natural e secular, visto que não se pode estabelecer com segurança os limites de atuação da razão.
conhecer e estabelecer a priori os princípios universais que presidem a experiência do mundo e o seu conhecimento em todas e cada uma das ciências.
A ilustração é a saída do homem de sua menoridade, da qual ele é o próprio responsável. A menoridade é a incapacidade de fazer uso do entendimento sem a condução de um outro. O homem é o próprio culpado dessa menoridade quando sua causa reside não na falta de entendimento, mas na falta de resolução e coragem para usá-lo sem a condução de um outro.
Immanuel Kant. “O que é a Ilustração”
As palavras de Kant ecoaram por um período de profundas transformações do pensamento e das condições materiais na Europa.
Entre as características do pensamento de tal período, conhecido como iluminismo, assinale a alternativa correta.
Buscou combater a ordem econômica vigente, através do liberalismo, embora entre suas ideias não houvesse um questionamento direto à ordem política e social.
Apesar de influenciar toda a Europa, todos os grandes filósofos que desenvolveram tais ideias eram franceses.
Não havia entre seus objetivos a ampla divulgação dos ideais entre as classes populares, já que se trata de um movimento predominantemente da alta burguesia.
Houve uma profunda valorização do indivíduo e da razão, mas como tratava-se de um pensamento fundamentalmente abstrato e teórico, não afetou o campo da ciência.
Embora sua originalidade seja inegável, desenvolveu-se com a influência de preceitos surgidos anteriormente, no renascimento, tais como o cartesianismo.
Immanuel Kant iniciou a investigação crítica da moral com a obra “Fundamentação Metafísica dos Costumes”, de 1785, e lhe deu uma versão definitiva com a “Crítica da Razão Prática”, publicada em 1788. Nessas obras, o autor formulou as bases de uma ética relacionada à:
Razão e vontade humana.
Anomia e solidariedade social.
Espiritualidade e virtude do ser.
Subjetividade e impossibilidade do conhecer.
Entre os filósofos da Época Moderna, Hume e Kant ofereceram explicações diversas sobre como funciona o intelecto humano, posteriormente reunidas nas correntes de pensamento denominadas empirismo e criticismo.
Nesse sentido, essas correntes consideram que
o saber sobre o mundo deriva da experiência.
as ideias manifestadas pelos homens são inatas.
o conhecimento independe da impressão sensível.
a realidade é uma manifestação da essência divina.
o intelecto é capaz de investigar como é possível conhecer.
Para Kant, independente do conhecimento formado pelo observador, existe um conteúdo intrínseco à experiência, que se encontra inerente a coisa, mas que ganha sentido pelo uso aplicado da razão. Este tipo de saber é chamado pelo filósofo:
A posteriori.
A priori.
Nexo vital.
Nexo causal.
Logus.