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(...) a arte fica amputada de todo o conteúdo e supõe-se no seu lugar um elemento tão formal como a satisfação. Bastante paradoxalmente, a estética torna-se para Kant um hedonismo castrado, prazer sem prazer, com igual injustiça para com a experiência artística, na qual a satisfação atua casualmente e de nenhum modo é a totalidade, e para com o interesse sensual, as necessidades reprimidas e insatisfeitas...
ADORNO, Theodor. Teoria estética. In: DUARTE, Rodrigo. O belo autônomo. Belo Horizonte: Autêntica/Crisálida, 2012. p.371-372.
Considerando essa crítica de T. Adorno à concepção estética de Kant, pode ser afirmado que
o Belo é algo noumênico que requer desprendimento das intuições sensíveis a priori apresentadas na Estética Transcendental.
as obras de arte não são imediatamente realizações de desejos, mas transformam a libido primeiramente insatisfeita em realização socialmente produtiva.
a satisfação desprovida do interesse, como este é entendido por Kant, torna-se satisfação de algo tão indefinido que não serve para nenhuma definição do Belo.
as obras de arte, mesmo sublimadas, pouco diferem de representantes das emoções que tornam aquelas irreconhecíveis por uma espécie de trabalho onírico.
Kant fez uma reflexão a respeito da moral do homem e nela considerou algumas premissas imprescindíveis. São elas, EXCETO:
Proselitismo.
Livre‐arbítrio.
Existe um Deus.
A alma é imortal.
Kant direciona os estudos filosóficos para a epistomologia – teoria do conhecimento.
Certo
Errado
Durante muitos anos a filosofia moderna foi tomada pela discussão em torno da forma que percebemos o mundo e adquirimos conhecimento. De um lado havia os empiristas com a defesa das impressões sensoriais na obtenção da noção do mundo, do outro os racionalistas que acreditavam que somente pela razão essa noção era alcançada. Diante das possibilidades do conhecimento do mundo, discutidas por racionalistas e empiristas, qual a posição de Immanuel Kant?
Via nas impressões sensoriais a única forma de perceber o mundo, por isso foi considerado um empirista.
Acreditava que as ideias eram totalmente flexíveis diante das experiências, o que tornava a primeira uma premissa falsa.
Acreditava que as duas vertentes filosóficas possuíam pertinência e em sua filosofia procurou aliar as duas linhas de pensamento.
Era nitidamente um racionalista em função da sua incredulidade nas impressões sensoriais que segundo ele eram ilusórias e sem padrão específico.
Nas formulações kantianas, o que se busca contrariar é o atributo prático-moral da razão defendido por Augusto Comte.
Certo
Errado
Ao formular seu código moral, Kant pensa em uma lei inevitável e válida para todas as situações. Como ele denomina essa lei moral?
Validação coletiva.
Universalismo moral.
Imperativo categórico.
Irrefutabilidade moral.
(...) E na introdução à dialética transcendental, Kant diz: “Verdade ou aparência não se encontram no objeto na medida em que ele se dá na intuição e sim no juízo a seu respeito, na medida em que é pensado.”
A caracterização da verdade como “concordância”, adequatio, omoiosis, é, de certo, por demais vazia e universal. (...)
(HEIDEGGER, Martin. Ser e tempo, § 44, b). In: MARCONDES, Danilo. Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2009, p.156.)
A partir do trecho da obra Ser e tempo de Heidegger, pode ser afirmado que
Kant apresenta uma concepção de verdade que discute o próprio conceito de verdade.
Kant também se ateve ao conceito de verdade como concordância, a qual se encontra no juízo a respeito do objeto.
Heidegger, assim como Kant, afirma que a caracterização da verdade como concordância é vazia e universal.
Heidegger aponta que a verdade entendida como juízo é que é vazia e universal, por ser correspondência afastada da adequação entre sujeito e objeto.
Kant concorda, respectivamente, com empiristas e racionalistas em relação aos seguintes tópicos:
Que a forma a priori da sensibilidade é o tempo e que a forma a posteriori da sensibilidade é o espaço.
Que o entendimento é composto pela faculdade de julgar e pela experiência sensível.
Que o conhecimento só é possível pelo númeno e pelo fenômeno.
Que aquilo que vem de fora de nós é a forma do conhecimento; e que aquilo que vem de dentro de nós é a matéria do conhecimento.
Que aquilo que vem de fora de nós é a matéria do conhecimento; e que aquilo que vem de dentro de nós é a forma do conhecimento.
A razão para Kant é moral, e a moral é racional.
Certo
Errado
Segundo Kant o imperativo categórico exprime-se numa fórmula geral: “Age em conformidade apenas com aquela máxima pela qual possas querer ao mesmo tempo que ela se torne lei universal”. Essa fórmula permite a Kant deduzir as três máximas morais que exprimem a incondicionalidade dos atos realizados por dever. Considere as afirmativas:
I. Age de tal maneira que tua ação devesse representar os anseios morais de cada um.
II. Age como se a máxima de tua ação devesse ser erigida por vontade em lei universal da natureza.
III. Age como se a máxima de tua ação devesse representar a intenção mais profunda de sua consciência.
IV. Age como se a máxima de tua ação devesse servir de lei universal para todos os seres racionais.
V. Age de tal maneira que trates a humanidade, tanto na tua pessoa como na pessoa de outrem, sempre como um fim e nunca como meio.
Está correto o que se afirma APENAS em
“Uma vontade perfeitamente boa estaria do mesmo modo submetida a leis objetivas (do bem), mas nem por isso poderia ser representada como obrigada a ações conforme a leis, porque ela por si mesma, de acordo com sua constituição subjetiva, somente pode ser determinada pela representação do bem.” (KANT, Fundamentação da metafísica dos costumes. In: MARCONDES, Danilo. Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007. p. 121.)
Sobre o conteúdo desse trecho da obra de Kant citada, é correto afirmar que:
a constituição subjetiva da vontade humana a desobriga de agir conforme o Imperativo Moral.
a vontade perfeitamente boa é consoante ao Imperativo ou Lei Moral.
quando submetida a leis objetivas, a vontade humana é perfeitamente boa e, portanto, pode-se deixar seguir sem obrigação o Imperativo Moral.
a vontade humana pode motivar uma ação conforme imperativos hipotéticos e, portanto, não é uma obrigação agir seguindo a Lei Moral.
Segundo Kant, na obra Metafísica dos costumes, as leis da liberdade dizem respeito à filosofia prática e as leis da natureza dizem respeito à filosofia teórica. Sobre as leis da liberdade, Kant afirma: “Na medida em que elas dizem respeito apenas às ações exteriores e sua conformidade a leis, chamam-se jurídicas, mas se exigem também que essas mesmas devam ser os princípios de determinação das ações, elas são éticas, e diz-se: o acordo com as primeiras é a legalidade das ações, o acordo com as segundas, a moralidade das ações”.
Sobre as concepções de leis em Kant, marque V para as verdadeiras e F para as falsas.
( ) A legalidade de uma ação está em concordância com as leis jurídicas.
( ) O princípio de determinação da ação moral concerne às leis da natureza.
( ) As leis da natureza e as leis da liberdade concernem à filosofia prática.
( ) A moralidade de uma ação está em concordância com as leis éticas.
Assinale a sequência correta.
F, V, F, F
F, F, F, V
V, F, F, V
V, V, V, F
Leia o fragmento abaixo.
“[…] as condições da possibilidade da experiência em geral são, ao mesmo tempo, condições da possibilidade dos objetos da experiência e têm, por isso, validade objetiva num juízo sintético, a priori”.
Kant, Crítica da Razão Pura.
Essa afirmação implica em uma grande reviravolta na teoria do conhecimento moderno, impulsionada pelo modo como Kant defendeu
a relação de interdependência entre os sentidos e a razão e, ao mesmo tempo, entre os juízos analíticos e sintéticos, como via de acesso à verdade.
o papel das questões metafísicas acerca do Ser e da alma, como aspectos fundantes da filosofia transcendental.
a estrutura transcendental dos fenômenos como condição de serem intuídos pela razão pura.
a conciliação entre os projetos racionalista e empirista de fundamentação do conhecimento, como possibilidade de conhecimento das coisas em si.
a coincidência entre as capacidades de perceber e entender, inerente ao sujeito, e à própria estrutura da realidade.
Kant considera a razão como a base da existência humana.
Certo
Errado
No terreno da filosofia é de ____________ a distinção entre pensamento e conhecimento que será mantida por _____________ e outros filósofos, ficando a filosofia com a incômoda situação de ver a cognição inteira se transferir para a ciência, com a credencial de ser a forma de conhecimento confiável e bem sucedida.
Complete a frase acima com as palavras contidas na alternativa:
Aristóteles – Platão;
Heidegger – Heródoto;
Kant – Heidegger;
Platão e Ptolomeu.
“(...) tenham os juízos a origem que tiverem ou se apresentem em sua forma lógica como quiserem, existe uma diferença entre eles pelo seu conteúdo, que faz com que sejam simplesmente explicativos e nada acrescentem ao conteúdo do conhecimento, ou extensivos e ampliem o conhecimento dado (...)”.
(KANT, Immanuel. Prolegômenos a toda metafísica futura que possa apresentar-se como ciência. Lisboa: Edições 70, s/d, § 2.)
Assinale a opção que identifica corretamente a que juízos o trecho kantiano se refere.
Juízos universais e juízos disjuntivos.
Juízos problemáticos e juízos infinitos.
Juízos afirmativos e juízos categóricos.
Juízos analíticos e juízos sintéticos.
Juízos assertórios e juízos hipotéticos.
“Unicamente a autêntica e pura razão humana é a que se torna necessária e aconselhável para servir de orientação, e não um suposto e misterioso sentido da verdade, uma exaltada intuição sob o nome de fé, na qual a tradição ou a revelação podem ser enxertadas, sem o consentimento da razão.”
(Adaptado de KANT, Imanuel. O que significa orientar-se no pensamento?[1786].
In:Textos seletos. 2ª ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1985, p. 72.)
Com base no texto citado, assinale a alternativa que identifica corretamente o conceito kantiano de razão, um dos pilares do iluminismo filosófico.
O caráter especulativo da razão pura teórica se justifica pelo imperativo categórico de conhecer a verdade científica.
As coisas espirituais que se revelam aos sentidos são os objetos da razão orientada para o conhecimento objetivo.
A razão teórica é dependente do reconhecimento, para sua orientação, de um bem supremo transcendente entendido como puro ideal.
A liberdade de pensar é uma exigência para a orientação civil do homem, comandando suas crenças pessoais e sua devoção religiosa.
A razão, através da faculdade de conhecimento, deve subordinar o dado sensível da experiência, estabelecendo os limites do que podemos conhecer.