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Considere o excerto a seguir. “[...] numa primeira fase o invasor instala sua dominação, estabelece firmemente sua autoridade. O grupo social submetido econômica e militarmente é desumanizado segundo um método polidimensional. Exploração, torturas, pilhagens, racismo, assassinatos coletivos, opressão racional se revezam em diferentes níveis para literalmente fazer do autóctone um objeto nas mãos da nação ocupante.”
(FANON; Frantz. Por uma revolução africana: textos políticos. Tradução de Carlos Alberto de Medeiros. Rio de Janeiro: Zahar, 2021, p. 74).
Esse excerto da obra de Frantz Fanon faz referência ao estágio de exercício do poder colonial conhecido como
colonialismo clássico com seu fundamento teológico.
racismo vulgar em sua forma biológica.
racismo científico baseado na ideia de eugenia.
colonialismo moderno e suas formas de controle ideológico.
Considere o seguinte excerto:
Desempenha um papel crucial na filosofia, pois oferece um quadro conceitual para a compreensão da existência e do mundo em que vivemos. Nos ajuda a refletir sobre questões existenciais profundas e a desenvolver uma visão mais abrangente da realidade.
Após leitura e análise do trecho acima, podemos relacioná-lo à:
Ontologia.
Ciência.
Metafísica.
Lógica.
Epistemologia.
Identifique a afirmativa que apresenta uma correta afirmação sobre o Senso Comum.
A descoberta de que as vacinas são eficazes contra doenças infecciosas.
A comprovação de que a água congela a 0 °C.
O desenvolvimento de medicamentos e tratamentos com base em estudos científicos.
O número 13 é considerado um número de azar, principalmente quando cai na sexta-feira.
A comprovação da relação entre vírus e gripes, refutando a ideia de que o frio causa a doença.
A epistemologia tradicional carrega um pressuposto argumentativo característico. Esse elemento caracterizador “[...] consiste em supor que o conhecimento é algo privado do sujeito e que é o sujeito quem decide a seu respeito”. De acordo com Luiz Henrique de Araújo Dutra (2010), o pressuposto argumentativo em questão é denominado:
Fenomenologia introspectiva.
Percepção sensória comum.
Introversão psicossocial.
Solipsismo metodológico.
Princípio da consciência livre.
Em “Do que se tem pensado sobre o trabalho”, Suzana Albornoz argumenta que: “Para Marx, o trabalho é pressuposto em uma forma que o caracteriza como exclusivamente humano. O trabalho do homem tem uma qualidade específica, distinta de um mero labor animal. [...] ‘O que distingue o pior arquiteto da melhor das abelhas é que o arquiteto ergue a construção em sua mente antes de a erguer na realidade.’ [...] No entanto, isso que torna o trabalho do homem propriamente humano, o projeto e a visão antecipada do produto, não está sendo possível na produção industrial mecanizada e em série”.
De acordo com Suzana Albornoz, a perda da capacidade de antecipação mental do produto pelo trabalhador conduz à
ampliação da autonomia operária sobre os meios e os ritmos de produção.
integração funcional entre o sujeito trabalhador e o sistema tecnoindustrial.
adoção de formas humanizadas de produção que não supõem a mais valia.
alienação do trabalhador e a consequente desumanização do trabalho.
retomada da produção artesanal como alternativa à produção industrial.
Suponha que você seja o motorneiro de um bonde desgovernado avançando sobre os trilhos a quase 100 quilômetros por hora. Adiante, você vê cinco operários em pé nos trilhos, com as ferramentas nas mãos. Você tenta parar, mas não consegue. Os freios não funcionam. Você se desespera porque sabe que, se atropelar esses cinco operários, todos eles morrerão. (Suponhamos que você tenha certeza disso.) De repente, você nota um desvio para a direita. Há um operário naqueles trilhos também, mas apenas um. Você percebe que pode desviar o bonde, matando esse único trabalhador e poupando os outros cinco. O que você deveria fazer?
SANDEL, Michael J. Justiça: o que é fazer a coisa certa?. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2015.
O excerto de Michael Sandel descreve o conhecido “dilema do bonde desgovernado”. Dilemas como esse apresentam como característica a
tomada de decisão entre alternativas conflitantes entre si.
prevalência automática do interesse coletivo sobre o individual.
aplicação imediata de leis universais que eliminam a incerteza moral.
neutralidade axiológica do agente diante das possíveis consequências.
impossibilidade de formular critérios éticos válidos diante de situações extremas.
No campo da filosofia, os conceitos de condição necessária e condição suficiente são utilizados para descrever relações lógicas entre proposições, enquanto os conceitos de bens instrumentais e bens finais dizem respeito à hierarquia de valores na ética. Uma condição _____________ é algo indispensável para que um evento ocorra ou uma proposição seja verdadeira. No entanto, sua presença, isoladamente, não assegura a realização ou veracidade. Uma condição _____________ é algo que, quando presente, assegura plenamente a ocorrência de um evento ou a veracidade de uma proposição, sem depender de outras condições adicionais. Um bem _____________ é desejado ou valorizado porque serve como meio para alcançar outro bem. Um bem _____________ é desejado ou valorizado por si mesmo, sendo o objetivo último das ações humanas.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
suficiente – necessária – final – instrumental
necessária – suficiente – final – instrumental
suficiente – necessária – instrumental – final
necessária – suficiente – instrumental – final
instrumental – final – suficiente – necessário
Analise o trecho a seguir, da obra “Investigações Filosóficas”:
§23. Quantas espécies de frases existem? Afirmação, pergunta e comando, talvez? — Há inúmeras de tais espécies: inúmeras espécies diferentes de emprego daquilo que chamamos de “signo”, “palavras”, “frases”. E essa pluralidade não é nada fixa, um dado para sempre; mas novos tipos de linguagem, novos jogos de linguagem, como poderíamos dizer, nascem e outros envelhecem e são esquecidos. (Uma imagem aproximada disso podem nos dar as modificações da matemática) [...].
O termo “jogo de linguagem” deve aqui salientar que o falar da linguagem é uma parte de uma atividade ou de uma forma de vida. Imagine a multiplicidade de jogos de linguagem por meio destes exemplos e outros: Comandar, e agir segundo comandos; Descrever um objeto conforme aparência ou conforme medidas; Produzir um objeto segundo uma descrição (desenho); Relatar um acontecimento; Conjecturar sobre o acontecimento; Expor uma hipótese e prová-la; Apresentar os resultados de um experimento por meio de tabelas e diagramas; Inventar uma história, ler; Representar teatro; Cantar uma cantiga de roda; Resolver enigmas; Fazer uma anedota, contar; Resolver um exemplo de cálculo aplicado; Traduzir de uma língua para outra; Pedir, agradecer, maldizer, saudar, orar.
É interessante comparar a multiplicidade das ferramentas da linguagem e seus modos de emprego, a multiplicidade das espécies de palavras e frases com aquilo que os lógicos disseram sobre a estrutura da linguagem (e também o autor do Tractatus Logico-Philosophicus)(Wittgenstein, 1979).
Com base no texto acima e nos conhecimentos sobre a transição filosófica de Wittgenstein do “Tractatus Logico-Philosophicus” para as “Investigações Filosóficas”, analise as assertivas e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) A ideia de jogos de linguagem substitui a concepção de linguagem como representação lógica do mundo, afirmando a pluralidade dos usos linguísticos como parte integrante das formas de vida humanas.
( ) O conceito de linguagem nas “Investigações Filosóficas” continua subordinado ao ideal de uma estrutura formal universal, sendo os jogos de linguagem instâncias derivadas dessa estrutura lógica.
( ) A crítica ao essencialismo na segunda fase de Wittgenstein implica a rejeição da busca por definições unívocas dos termos filosóficos, valorizando em seu lugar a descrição dos modos de uso nas práticas concretas.
( ) Ao abandonar a busca por fundamentos últimos da linguagem, Wittgenstein estabelece uma nova metafísica da linguagem baseada em jogos ontológicos fixos, que garantem o sentido como produto de uma gramática transcendental.
( ) A noção de que “o significado de uma palavra é seu uso na linguagem” representa uma ruptura com a tentativa anterior de fixar o sentido por meio da correspondência lógica entre proposições e estados de coisas.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
F – V – F – F – F.
V – V – V – F – V.
F – V – F – V – F.
V – F – V – V – V.
V – F – V – F – V.
“A filosofia não é como a física. Na física, há um amplo corpo de verdades estabelecidas que os iniciantes têm de dominar. Na filosofia, em contraste, tudo é controverso. Algumas das questões fundamentais ainda estão em disputa. A filosofia é do início ao fim um exercício de razão. Nós devemos abraçar as ideias que são mais bem apoiadas pelos argumentos”.
RACHELS, James; RACHELS, Stuart. Os elementos da filosofia moral. Porto Alegre: AMGH, 2013. Adaptado.
Com base no excerto, a natureza do filosofar está relacionada
ao desenvolvimento de doutrinas unificadas e conclusivas.
à aceitação progressiva de consensos racionais consolidados.
ao uso de métodos científicos para alcançar verdades objetivas.
à superação da especulação por soluções técnicas mais eficazes.
ao exame crítico de problemas duradouros por análise conceitual.
“A cultura – feita em série, industrialmente, para o grande número – passa a ser vista não como instrumento de livre expressão [...], mas como produto trocável por dinheiro e que deve ser consumido como se consome qualquer outra coisa. E produto feito de acordo com as normas gerais em vigor: produto padronizado, como uma espécie de kit para montar, um tipo de pré-confecção feito para atender necessidades e gostos médios de um público que não tem tempo de questionar o que consome”.
COELHO, Teixeira. O que é indústria cultural. São Paulo: Brasiliense, 2001.
No excerto, a crítica à indústria cultural implica, para a dinâmica do indivíduo em sociedade, a ocorrência de:
incentivo à criação coletiva pela recombinação de elementos culturais.
intensificação da subjetividade pela variedade de produtos culturais.
alienação estética com cultura que entretém sem transformar.
ampliação do debate cultural por meio da mídia de massa.
preservação da crítica por meio de expressões indiretas.
O ideal do sábio é o equilíbrio que nada pode perturbar, a impassibilidade total. De fato, se as aparências enganam, se tudo é relativo, por que preocupar-se? O ceticismo, em suma, é na origem uma disciplina moral cujo fim é a quietude (ataraxia e apatheia).
NOVAK, Maria da Gloria. Estoicismo e epicurismo em Roma. Letras Clássicas, p. 257-273, 1999. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/ letrasclassicas/article/view/73765/77431. Acesso em: 4 abr. 2025.
O verdadeiro ideal do sábio, segundo a corrente ceticista, diz respeito
à busca incessante pela verdade absoluta, pois somente ela pode trazer a paz interior.
ao equilíbrio inabalável e à ausência de perturbações, alcançados por meio da suspensão do juízo.
à acumulação de conhecimento e ao debate constante, pois questionar tudo leva à felicidade.
à emoção intensa e à entrega às paixões, pois somente vivendo plenamente se alcança a ataraxia.
à obediência cega às tradições e aos dogmas, pois a certeza absoluta elimina todas as angústias.
No texto “Bioética e Pesquisas em Seres Humanos”, Paulo Henrique de Oliveira e Roberio Nunes dos Anjos Filho argumentam que: “A prática de inúmeras violações ao ser humano, sob o álibi do interesse científico, levadas a cabo no período da Segunda Guerra, [...] trouxeram à tona a questão da ética na pesquisa, evidenciando a necessidade de priorizar a dignidade humana e de refletir acerca da regulamentação e dos limites da pesquisa em seres humanos”.
O cenário descrito no excerto impulsionou o surgimento da Bioética, que, segundo Paulo Oliveira e Roberio Filho, contempla três elementos centrais:
saúde pública, direito penal e política sanitária.
ciência, moral religiosa e autoridade estatal.
vida, ética e multidisciplinaridade.
liberdade, tradição cultural e soberania científica.
dignidade, utilidade e segurança institucional.
A Filosofia Moderna, dos séculos XVII e meados do XVIII, ou Grande Renascimento Clássico, representou um esforço para superar o ambiente de pessimismo teórico reinante no final do século XVI, atitude filosófica que duvidava da capacidade da razão humana de conhecer a realidade exterior ao ser humano.
Esse pessimismo teórico ficou conhecido pelo termo:
Agnosticismo.
Ceticismo.
Niilismo.
Ateísmo.
Negacionismo.
O conceito explicativo da realidade nunca está pronto; ele é uma construção que o sujeito faz a partir da lógica que encontra nos fragmentos da realidade. Para tanto, utiliza-se de recursos metodológicos, de meios e processos de investigação. Ele se constrói por meio de longa busca, por meio de esforço de desvendamento. A elucidação do mundo exterior exige imaginação investida, busca disciplinada e metodológica, tendo em vista captar os meandros do real
. (Cipriano Carlos Luckesi e Elizete Passos. Introdução à filosofia: aprendendo a pensar, 2012)
No trecho, é descrito como se formaria um “conceito explicativo” do real. Segundo os autores, tal conceito resultaria de uma
apreensão imediata de essências por intuição sem método.
composição gradual de indícios, guiada por método e imaginação.
dedução a priori de princípios universais, dispensando a experiência.
aplicação mecânica de técnicas padronizadas, suprimindo a iniciativa.
repetição de doutrinas aceitas, evitando confrontar teses estabelecidas.
Considerando o conceito de Fenomenologia, leia o trecho:
A fenomenologia nasce, então, a partir da certeza de que a dimensão natural do ser humano e os fenômenos próprios a ela, no que diz respeito especialmente à consciência, enquanto campo de estudo da psicologia, ciência positivo-experimental, não contêm o verdadeiro subjetivo. O verdadeiro subjetivo serão os múltiplos modos transcendentais (formas estruturais próprias da consciência) de doação de sentido das objetividades que permeiam a experiência perceptiva do sujeito. O naturalismo, ao confundir o psíquico e o físico, reduziu o psíquico a fatos particulares, observáveis, impedindo, com isso, o alcance de aspectos específicos, próprios da região psíquica, e que clarificam as estruturas subjetivas.
O trecho apresenta a:
Fenomenologia Transcendental de Edmund Husserl.
Fenomenologia Existencial de Jean-Paul Sartre.
Fenomenologia Hermenêutica de Martin Heidegger.
Fenomenologia Analítica de Karl Raimund Popper.
Fenomenologia da Elucidação de Karl Marx.
Com base nas concepções filosóficas da ética e da liberdade, analise as alternativas a seguir e indique a sequência correta de autores que correspondem às concepções apresentadas nos trechos.
________ enfatiza a esfera pública como o locus da ação política e da manifestação da liberdade. A justiça e a própria liberdade só se realizam plenamente no engajamento plural, no diálogo e na deliberação entre cidadãos no espaço público, onde cada um pode aparecer e iniciar algo novo.
Para________, a liberdade é a condição de possibilidade da moralidade. A vontade é autônoma quando legisla para si mesma, agindo por dever e não por inclinações ou interesses externos (heteronomia). O agir moral é um ato de liberdade racional.
________ faz uma crítica feroz da moral tradicional (especialmente a moral cristã e platônica), vê como um "moralismo" que reprime os instintos vitais, a vontade de potência e a capacidade humana de criar seus próprios valores, negando a vida ativa e afirmativa.
Assinale a alternativa com a sequência correta de pensadores:
Hannah Arendt − Immanuel Kant − Nietzsche
Immanuel Kant − Hannah Arendt − Friedrich Nietzsche
Immanuel Kant − Friedrich Nietzsche − Hannah Arendt
Hannah Arendt − Friedrich Nietzsche − Immanuel Kant
Friedrich Nietzsche − Hannah Arendt − Immanuel Kant
Durante uma reunião estratégica, a gerência apresentou um tipo de planejamento voltado para as contingências e para o futuro da organização, buscando compatibilizar interesses e ajustar-se às demandas ambientais e futuras.
O tipo de filosofia de planejamento descrito é
preventivo.
otimizante.
adaptativo.
conservador.
progressivo.
Agostinho de Hipona elabora uma reflexão sobre o Mal que, para além de sua dimensão ética, aporta elementos de fundamentação metafísica. Nesse sentido, segundo o filósofo, o Mal é:
Uma força sobrenatural em eterna luta contra o Bem.
Uma manifestação da ira divina.
Algo que não tem existência real ou positiva.
Resultado da ação diabólica no mundo.
Produto do desacordo comunicativo entre pessoas e anjos.
Epicuro considerava a Filosofia não como instrução e aquisição passiva de informações, mas como uma atividade que, através de um generoso sentimento, a philia (amizade), ultrapassa a dimensão da sabedoria contemplativa e se expande em amor à humanidade. O logos filosófico traz a verdade iluminadora: é o discurso que se faz pharmakon, remédio que dissolve crenças e superstições – fonte do medo e dos males da alma.
MATOS, O. Filosofia: a polifonia da razão. São Paulo: Scipione, 1997.
Com base no texto, podemos afirmar que a Filosofia de Epicuro concebe como tarefa primeira da Filosofia:
Apresentar o discurso filosófico como possibilidade de tranquilizar a alma e diminuir o sofrimento causado pela dor provocada pelo medo.
Elaborar o discurso filosófico que tenha como objetivo restabelecer a relação de equilíbrio entre os poderes, dissipando qualquer possibilidade de injustiça.
Converter o discurso filosófico em caminho para se distanciar das mazelas mundanas e acumular, na alma, os saberes necessários para viver em conformidade com o bem.
Tornar o discurso filosófico um instrumento de combate à ignorância, auxiliando os cidadãos na tarefa de se livrar do regime tirânico instaurado.
A correspondência entre a subjetividade cognitiva do intelecto humano e os fatos, eventos e seres da realidade objetiva é conhecida como:
Sincronia.
Verdade.
Ciência.
Aferência.
Substância.