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A lógica, enquanto ramo fundamental da filosofia, desempenha um papel crucial na estruturação do pensamento humano e na análise de argumentos. Ela se concentra nas regras e princípios que governam a inferência válida, possibilitando a distinção entre raciocínios corretos e falaciosos. A lógica não se limita a um conjunto de símbolos e fórmulas, mas também se integra a diversas disciplinas, como a matemática, a linguística e a ciência da computação, contribuindo para o desenvolvimento de sistemas formais que buscam representar e compreender a realidade de maneira mais precisa (DANTAS, 2015).
Qual das afirmações abaixo reflete corretamente as ideias sobre a lógica?
A lógica informal é considerada irrelevante para a filosofia, pois não contribui para a compreensão das questões profundas sobre a natureza do conhecimento e da verdade, limitando-se apenas a aspectos práticos do discurso cotidiano.
A lógica formal e a lógica informal são complementares na análise de argumentos, pois a lógica formal se concentra na estrutura e nas relações lógicas entre premissas e conclusões, enquanto a lógica informal examina os contextos de uso e as nuances que influenciam a interpretação dos argumentos em situações reais de comunicação.
O estudo da lógica se limita à avaliação de proposições e não abrange questões mais amplas sobre a relação entre linguagem e pensamento, desconsiderando assim a influência que a forma como os seres humanos expressam seus pensamentos tem sobre a lógica e a filosofia.
A lógica é uma prática desnecessária no cotidiano, já que o raciocínio humano é sempre coerente e fundamentado por natureza, o que torna a análise lógica irrelevante e desprovida de importância nas discussões e debates que ocorrem no dia a dia.
A filosofia da lógica ignora a universalidade dos princípios lógicos, focando apenas nas limitações práticas da lógica no cotidiano e desconsiderando a discussão sobre se as leis lógicas são descobertas ou invenções humanas.
A Filosofia é essencial para desenvolver ________________ elementos cruciais para a formação de cidadãos conscientes.
Qual alternativa NÃO preenche, corretamente, a lacuna?
capacidade de reflexão crítica
compreensão ética
autonomia intelectual
habilidades de memorização de fatos históricos.
No que se refere à fenomenologia, assinale a alternativa INCORRETA.
O mundo ou a realidade é um conjunto de significações ou de sentidos que são produzidos pela consciência ou pela razão.
Afasta-se, portanto, da solução hegeliana, pois não admite que as formas e os conteúdos da razão mudem no tempo e com o tempo. Elas se enriquecem e se ampliam no tempo, mas não se transformam por causa do tempo.
A razão é “doadora do sentido” e ela “constitui a realidade” enquanto sistemas de significações que dependem da estrutura da própria consciência.
Existem, na verdade, duas modalidades da razão: a razão instrumental ou razão técnico-científica, que está a serviço da exploração e da dominação, da opressão e da violência, e a razão crítica ou filosófica, que reflete sobre as contradições e os conflitos sociais e políticos e se apresenta como uma força liberadora.
Não indaga, por exemplo, se uma certa ideia ou uma certa opinião são causadas pela vida em sociedade, mas pergunta: O que é o social? O que é a sociedade? As respostas a essas perguntas formam as significações ou essências e são elas o conteúdo que a própria razão oferece a si mesma para dar sentido à realidade.
Bertrand Russell conta a história de um peru que descobrira, em sua primeira manhã na fazenda de perus, que fora alimentado às 9 da manhã. Contudo, ele não tirou conclusões apressadas. Esperou até recolher um grande número de observações do fato de que era alimentado às 9 da manhã e fez essas observações sob uma ampla variedade de circunstâncias, às quartas e quintas-feiras, em dias quentes e dias frios, em dias chuvosos e dias secos. A cada dia acrescentava uma outra proposição de observação à sua lista. Finalmente, sua consciência ficou satisfeita e ele concluiu. “Eu sou alimentado sempre às 9 da manhã”.
CHALMERS,A. O que é ciência, afinal?
São Paulo: Brasiliense, 1993 (adaptado).
Qual tipo de raciocínio corresponde ao padrão de pensamento exibido pelo personagem do texto?
Prático, porque recolhe evidências e recomenda ações.
Absoluto, porque busca confirmações e bloqueia refutações.
Indutivo, porque observa eventos particulares e infere leis universais.
Demonstrativo, porque encadeia premissas e extrai conclusões indubitáveis.
Analógico, porque compara diferentes situações e detecta elementos semelhantes.
“O filósofo alemão Edmund Husserl diz saber o que é filosofia, ao mesmo tempo que assume desconhecê-la. E completa afirmando que apenas os pensadores secundários estão contentes com suas definições” (ARANHA, M. L. A. MARTINS, M. H. P. Filosofando. São Paulo: Moderna, 2016).
O trecho acima pode ser interpretado de que forma?
Explicitar o que é filosofia já é, em si, uma questão filosófica.
As definições de pensadores secundários não merecem consideração.
O pensador em questão é contraditório e trata o saber filosófico com desdém.
O pensador em questão acredita que não é possível atingir um saber filosófico.
Explicar o que é filosofia cabe a pensadores maiores.
Qual representante da epistemologia afirmou que a única regra metodológica de valor definitivo é “qualquer coisa serve”?
Gaston Bachelard.
Imre Lakatos.
Paul Feyerabend.
Karl Popper.
Qual ramo da filosofia se concentra na investigação das questões relativas ao certo e ao errado, ao bem e ao mal, e nos princípios que orientam o comportamento humano:
Conhecimento
Ética
Lógica
Estética
Metafísica
É muito natural que, em suas interações sociais, as pessoas expressem suas opiniões sobre diferentes assuntos. Muitas dessas ideias, não raro, são consensuais entre a maioria das pessoas de um grupo e ainda podem ser aceitas por uma sociedade inteira. Dessa forma, nasce o que chamamos de senso comum, que pode ser entendido como um conjunto de:
de verdades sociais bem fundamentadas
de ideias falsas que se tornam verdadeiras
de concepções geralmente aceitas como verdadeiras em um determinado meio social
de pensamentos e maneiras de ver o mundo baseados no saber filosófico ensinado nas universidades
De acordo com a filósofa estadunidense Nancy Fraser (2020), o capitalismo é, na modernidade, um regime de organização social que condiciona não apenas as transações econômicas, mas também as práticas políticas. Para a autora, o capitalismo diferencia-se do feudalismo porque se caracteriza por um conjunto de separações institucionais em meio às quais a esfera econômica é privada, não pública. Desse modo, Nancy Fraser entende o capitalismo como:
Ordem econômica indiferenciada.
Ordem social institucionalizada.
Ordem econômica monopolística.
Ordem social fragmentada.
Sistema econômico stricto sensu, seguindo a tradição marxista.
Termo é usado para descrever a busca pela compreensão do mundo por meio da observação, experimentação e análise crítica, e é fundamental para o progresso da ciência:
Política
Moral
Ciência
Verdade
Conhecimento
“[...] os poderes públicos têm a capacidade, até mesmo a obrigação, de fazer respeitar o direito e proteger os cidadãos contra os danos físicos, o uso da força e da espoliação, eles deveriam, tanto quanto possível, renunciar a impor a concepção do bem, por mínima que seja, aos cidadãos e deixá-los livres para levarem sua vida como bem lhes aprouver.” (Mendus, 2003, p.702). A afirmação acima é compatível com o conceito estudado como:
Imperativo categórico kantiano.
Unidade cognitiva.
Tolerância e neutralidade.
Ética cristã
Ética deontológica.
Analise as afirmativas abaixo sobre os significados de cultura predominantes na Filosofia do século XX.
1. Contra a ideias da existência de uma única cultura universal em progresso, a filosofia do século XX afirmou a existência da pluralidade cultural.
2. Em consonância com a existência de uma história universal das civilizações, haveria uma única grande cultura, em desenvolvimento ou progresso, da qual as diferentes culturas seriam fases ou etapas.
3. Contra a filosofia romântica das culturas nacionais, como expressão do “espírito do povo” e do conjunto de tradições, negou que a nacionalidade fosse causa das culturas.
4. Afirmou que cada cultura se relaciona com outras e encontra dentro de si seus modos de transformação e, dessa maneira, o presente está voltado para o futuro, e não para o conservadorismo do passado.
5. Cada cultura inventa seu modo de relacionar-se com o tempo, de criar sua linguagem, de elaborar seus mitos e suas crenças, de organizar o trabalho e as relações sociais, de criar as obras de pensamento e de arte.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2, 4 e 5.
São corretas apenas as afirmativas 1, 3, 4 e 5.
São corretas apenas as afirmativas 2, 3, 4 e 5.
São corretas as afirmativas 1, 2, 3, 4 e 5.
Uma lojista, proprietária de uma loja de cosméticos situada na cidade de Rondonópolis, solicitou a um amigo de longa data informações para a contratação de uma determinada pessoa que iria ser entrevistada pela comerciante, tendo em vista que, no currículo dessa candidata, consta ter trabalhado na empresa desse amigo por um período de 1 (um) ano.
Esse amigo lhe informou que a futura entrevistada é uma ótima pessoa, responsável e trabalhadora, tendo sido dispensada do trabalho, à época, em razão do baixo fluxo de caixa de sua empresa.
Dessa forma, a avaliação do amigo da lojista em relação à referida candidata para a vaga de emprego retrata um juízo, por ele realizado, de:
fato
valor
tempo
espaço
A passagem do pensamento mitológico para o filosófico marcou uma mudança significativa na maneira como os gregos antigos explicavam o mundo e os fenômenos naturais. Sobre as características do pensamento mitológico em contraste com o pensamento filosófico, assinale a principal característica do pensamento mitológico e como ela se difere da abordagem filosófica.
Tanto o pensamento mitológico quanto o filosófico utilizam narrativas baseadas exclusivamente em experiências sensoriais para justificar a realidade.
O pensamento mitológico baseia-se em narrativas de caráter racional e sistemático, buscando uma explicação lógica e empírica para os fenômenos.
Os pensamentos mitológico e o filosófico compartilham a mesma abordagem científica, pois ambos são metodologias analíticas para a compreensão do universo.
O pensamento mitológico busca explicar os fenômenos naturais e sociais por meio de histórias sagradas e personificações divinas; o pensamento filosófico se fundamenta na argumentação racional.
O biodireito vem para regular a bioética no campo do jurídico, uma vez que esta lida com questões filosóficas, científicas e jurídicas, criando parâmetros legais de atuação. Não se pode olvidar que há de se ter sempre um elo entre as diversas áreas do conhecimento com o direito, como forma de legitimar e regular a atuação de profissionais e cientistas, além de coibir abusos, evitando, dessa forma, que o homem seja reduzido a um simples objeto de estudo na ânsia da descoberta daquilo que ainda é desconhecido pela ciência, vez que o alicerce do direito é a dignidade humana e por reflexo à vida.
(Disponível em: https://ambitojuridico.com.br/. Acesso em: novembro de 2024.)
A filosofia desempenha um papel decisivo nos debates sobre bioética. A filosofia pode contribuir de várias formas, como:
Definir ou clarificar conceitos e analisar argumentos, formando possíveis princípios normativos.
Exaurir, através das comprovações de conhecimento, o tema e os debates relacionados à bioética.
Definir como deve ser o processo de tomada de decisões e exigir o cumprimento irrefutável de regras.
Exterminar as dúvidas e as ideias contraditórias, alinhadas a outras concepções científicas que destoem do todo.
Durante um mês, uma pessoa observou que todas as vezes que o vento soprava num determinado sentido, ocorria chuva no fim do dia. Com base nessa observação, ele conclui que, sempre que venta naquela direção, chove.
O caso acima é um exemplo de
dedução.
transição.
indução.
intuição.
abdução.
“Com a expressão vita activa, pretendo designar três atividades humanas fundamentais: labor, trabalho e ação. Trata-se de atividades fundamentais porque a cada uma delas corresponde uma das condições básicas mediante as quais a vida foi dada ao homem na Terra” (ARENDT, Hannah. A condição humana. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2007).
Considerando o trecho apresentado, são atividades humanas fundamentais que correspondem à condição humana da pluralidade e que, por conseguinte, constituem-se como a condição de toda vida política:
I. Labor.
II. Trabalho.
III. Ação.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas III.
Apenas I e II.
Apenas II e III.
A transição do pensamento mítico para o pensamento filosófico foi marcada por uma mudança no modo como os gregos explicavam o mundo. Com base nas características do pensamento mitológico e a passagem para o logos, assinale a afirmativa correta.
O pensamento mitológico baseava-se exclusivamente em observações racionais e críticas, o que deu origem à filosofia.
O pensamento filosófico substituiu completamente o mito, rejeitando qualquer forma de narrativa simbólica ou poética.
A tragédia grega exemplifica a superação total do mito pela filosofia ao substituir as narrativas míticas pela razão científica.
O pensamento mitológico apresentava explicações baseadas em narrativas tradicionais e religiosas; o logos introduziu uma busca racional e sistemática pelo conhecimento.
Georges Canguilhem afirmou que Gaston Bachelard “revolucionou a epistemologia contemporânea”, não somente por ter introduzido conceitos-chave como “vigilância”, “obstáculo”, “recorrência” e “corte” epistemológicos, mas também por ter reconhecido que a ciência se caracteriza por ser uma
negação da experiência, da percepção e de toda atividade técnica usual.
cópia da experiência, pois ela deve se fundamentar na prova empírica.
recusa do método e uma afirmação de uma fenomenologia absoluta.
afirmação dos interesses dos detentores do poder político e financeiro.
Nome genérico das diversas doutrinas que situam o prazer como o soberano bem do homem ou que admitem a busca do prazer como o primeiro princípio da moral: a doutrina dos cirenaicos.
(JAPIASSÚ, Hilton; MARCONDES, Danilo. Dicionário Básico de Filosofia. 4ª ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2006. P. 127.)
O trecho anterior contém a definição de:
Ascetismo.
Hedonismo.
Ética do dever.
Ética das virtudes.