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É o conjunto organizado de todos os conhecimentos científicos, empíricos ou intuitivos, empregados na produção e comercialização de bens e serviços. A tecnologia gerada ou aperfeiçoada pela pesquisa e desenvolvimento experimental pode exigir diferentes graus de elaboração até o seu emprego numa unidade produtiva.
Dimenstein, Gilberto. Dez lições de Filosofia para um
Brasil cidadão. São Paulo: FTD, 2008, p. 77
A ciência normal é como uma solução de quebra-cabeças, que busca verificação e validade em tudo o que faz e realiza. O objetivo da ciência normal é ser produtiva. O que a ciência busca para validar seus procedimentos é uma garantia
ideal.
lógica.
cultural.
religiosa.
ideológica.
Os filósofos estoicos consideravam três aspectos como os mais importantes na filosofia: lógica, física e ética. No campo ético, assumiram que a liberdade consistia em aceitar o nosso destino cujo telos era alcançar a vida feliz, partindo da ideia de que há uma conformidade entre
o intelecto e a experiência.
a felicidade e o dever.
a teoria e a vida pública.
a natureza e a razão.
os sentidos e a educação.
Um ato moral é livre, consciente, intencional e solitário.
Certo
Errado
“Os valores não são, mas valem. Uma coisa é valor e outra coisa é ser. Quando dizemos de algo que vale, não dizemos nada do seu ser, mas dizemos que não é indiferente [...]. A não indiferença é a essência do valer [...]. Os valores não têm, pois, a categoria do ser, mas a categoria do valer [...] o valor é uma qualidade.”
(Morente, 1966.)
Embora a temática sobre os valores seja bastante antiga e, ao mesmo tempo atual, somente no século XX surgiu a chamada Axiologia ou Teoria dos Valores. Em relação aos valores, elementos fundamentais na análise ética, assinale a afirmativa INCORRETA.
Os valores são herdados, ou seja, não são inatos.
Valores determinam, dentre outros fatores, a forma como as pessoas se comportam e interagem com os outros indivíduos e com o meio ambiente.
Como decorrência específica do multiculturalismo, os valores tradicionais perderam a importância e não são mais reconhecidos pela maioria da sociedade.
Os valores podem ser vistos como a base dos relacionamentos humanos, que pautam as interações humanas e a tomada de decisões, seja em âmbito privado ou público.
“[...] Concretitude das coisas: falácia
de olho enganador, ouvido falso,
mão que brinca de pegar o não
e pegando-o concede-lhe
a ilusão de forma
e, ilusão maior, a de sentido?
Ou tudo vige
planturosamente, à revelia
de nossa judicial inquirição
e esta apenas existe consentida
pelos elementos inquiridos?
Será tudo talvez hipermercado
de possíveis e impossíveis possibilíssimos
que geram minha fantasia de consciência
enquanto
exercito a mentira de passear
mas passeado sou pelo passeio,
que é o sumo real, a divertir-se
com esta bruma-sonho de sentir-me
e fruir peripécias de passagem? [...]”
(ANDRADE, Carlos Drummond de, 2014. Fragmento.)
O poema de Carlos Drummond de Andrade trata da “ilusão do sentido”, termo bastante discutido em prosa e verso; destaca, também, a expressão “falácia”, que, em termos filosóficos, diz respeito a:
Elementos que fazem parte do campo de estudos da lógica; foram criados por Platão em seus estudos sobre o mundo ideal.
Também chamadas “sofismas”, que eram utilizadas pelos filósofos epicuristas, primeiros pensadores a sistematizarem a filosofia grega.
Pensamentos envolvendo raciocínios categóricos e verídicos, mas que fazem com que uma verdade possa parecer frágil ou inconsistente.
Argumentos que têm a pretensão de ser corretos e conclusivos; mas que, no entanto, possuem algum erro em sua estrutura ou conteúdo.
“Alguns filósofos a chamaram de ‘arte de pensar’, outros de ‘ciência da demonstração’, outros, ainda, de ‘estudo das leis do pensamento’. [...] A lógica foi formulada inicialmente por Aristóteles em sua obra ‘Organon’.”
(Dimesnsteim, 2008.)
Considerando as principais ideias advindas da Lógica Aristotélica, assinale a afirmativa correta.
É lida com raciocínios e argumentos e, às vezes, mesmo sem perceber, a utilizamos em nosso cotidiano.
Frases que expressam dúvidas, ordens, desejos e dogmas imanentes são os seus elementos constitutivos.
A observação e a descrição subjetiva são a base fundante da lógica, raciocínio essencial em investigações do senso comum.
É a forma de raciocínio baseada no levantamento de hipóteses, com base na apresentação irrefutável de indícios científicos, sinais ou signos concretos.
Texto I
“A estética tem por objetivo o vasto império do belo e, para empregar a expressão que melhor convém a esta ciência, é a filosofia da arte ou, mais precisamente, a filosofia das belas-artes.” (Hegel.)
Texto II
“O juízo de gosto é um juízo estético, isto é, um juízo que se baseia em fundamentos subjetivos e cujo motivo determinante não pode ser um conceito nem, por conseguinte, o conceito de um fim determinado.” (Kant.)
Definir estética é uma tarefa difícil, porque não há um consenso entre os teóricos sobre tal conceito. Em relação à estética, é correto afirmar que:
Na Idade Antiga e Média, o “belo” deixa de ser estudo filosófico por conta das restrições religiosas e políticas.
O termo filosófico “estética” é muito utilizado na vida cotidiana e chega ao senso comum com um significado fragmentado.
Os juízos estéticos, segundo Aristóteles, se formam a partir das conexões entre a intuição e a ciência e se distinguem plenamente das questões morais.
Para Platão, a existência do “belo em si”, uma essência, está presente apenas no mundo real, pois, no “mundo das ideias”, só há lugar para sentimentos perenes.
Quando ouvimos falar em filosofia da existência, em geral, nos remetemos ao movimento filosófico-literário de meados do século XX, conhecido como Existencialismo, termo cunhado pelo seu principal representante, o filósofo e escritor Jean-Paul Sartre (1905-1980). Todavia, é mais justo falar em filosofias da existência (assim no plural); estas possuem origens diversas a partir de pensadores, muitos deles distantes no tempo (o rol de filósofos reunidos sobre a alcunha de ‘existências’ vem desde o século XIX em diante), constituindo cada um deles reflexões que ora se aproximam, ora se distanciam. A perspectiva existencialista em filosofia ganha contornos mais nítidos e maior visibilidade pouco depois do fim da Segunda Guerra Mundial, com a divulgação das ideais de Sartre, que dentre outras idealizações, defendia:
O Estado como única instituição capaz de manter a ordem e o progresso mesmo que a custo da opressão.
A necessidade de se lutar, ainda que fisicamente, com armas e guerras, para a manutenção da existência.
A ideia da liberdade como principal exercício da vida humana, pois, para ele, “o homem é condenado a ser livre”.
A noção de que a existência, assim como a liberdade deveriam ser vistas e vividas como dádivas divinas e, portanto, direitos inalienáveis.
Quadrado da Oposição.
Na lógica tradicional, o quadrado da oposição apresenta as relações lógicas que ocorrem entre as quatro formas de proposições da forma sujeito-predicado, conhecidas por A, E, I, O, respectivamente: todo A é B; nenhum A é B; algum A é B; algum A não é B.

As afirmativas a seguir estão de acordo com o diagrama, exceto uma. Assinale-a.
São contraditórias as proposições que não podem ser ambas verdadeiras, nem ambas falsas.
Uma proposição é subalterna de outra quando é implicada por ela, mas não a implica.
São contrárias as que não podem ser ambas verdadeiras, mas que podem ser ambas falsas
A proposição subalterna pode ser verdadeira ou falsa se a superalterna é verdadeira.
As subcontrárias podem ser ambas verdadeiras, mas não podem ser ambas falsas.
Um dos temas centrais da filosofia ao longo da história é a moral.
A respeito da sua compreensão, assinale a alternativa correta.
Para os antigos gregos, os sujeitos seriam bons por natureza. Dessa maneira, a conduta moral não está ligada à vontade individual, mas a um privilégio de nascimento.
Para o pensamento medieval europeu, as concepções morais não deviam ser vinculadas aos valores cristãos, por se tratarem de uma elaboração puramente secular.
Apesar da valorização da razão, os iluministas mantiveram unidos os valores morais e religiosos.
Na Grécia Antiga, os valores morais estão profundamente atrelados à política, dada a importância que atribuiam à comunidade.
A questão moral contemporânea é cada vez mais marcada pelos ideais universais, em contraponto aos particularismos morais.
A ética de Espinoza valoriza o conhecimento racional.
Certo
Errado
Em sua famosa obra Sein und Zeit (1927), Heidegger definia a filosofia “como ε҆πιστήμη τιϛ τῆϛ ἀληϑείαϛ, ciência da verdade [...] caracterizada como uma ὲπιστήμη, ἢ ϑεωρεῖ τὸ ὂν ᾖ ὂν, como ciência que considera o ente como ente, isto é, com respeito a seu ser” (HEIDEGGER, 1967, p. 213). A acusação feita pelo filósofo alemão é a de que a filosofia ocidental esqueceu (ou se apartou) da questão fundamental, qual seja, a questão do Ser. No entanto, depois de perceber que a tarefa fundamental da filosofia é a questão do significado do Ser, filosofia é, para ele, o pronunciamento “da coisa mais original que existe” ele percebe que o homem é o único que pode fazer a si mesmo essa pergunta. Portanto, perguntar-nos sobre o Ser implica indagar sobre quem faz essa pergunta. Assim, passamos da dúvida sobre o Ser à questão do que é o homem. Do exposto, segue-se que a reflexão de Heidegger em Sein und Zeit se desenvolve nos campos da
Ética e Epistemologia.
Ontologia e Antropologia filosófica.
Axiologia e Antropologia filosófica.
Filosofia política e Ontologia.
Ontologia e Teoria do conhecimento.
O estado de ignorância se mantém em nós à medida que esta aparece como não problemática, enquanto não duvidamos de nossas crenças e ideias sobre as coisas. A incerteza sobre algo é a descoberta da ignorância e nos faz ter o desejo de superá-la com a busca da verdade A verdade configura um valor para a Filosofia. Diante do exposto, assinale a alternativa correta:
A busca da verdade no contexto de atitude filosófica é a busca por readquirir uma certeza para poder sair da situação de decepção, incerteza e insegurança.
No mundo contemporâneo com as novas tecnologias de informação e comunicação, não é difícil buscar a verdade.
O desejo de verdade não aparece nas crianças porque as elas vivem em um mundo de sonhos e ilusão.
A verdade pode nascer, além da dúvida e da incerteza, da ação consciente contra os preconceitos, ideias e opiniões estabelecidas e crenças que paralisam a capacidade de pensar e agir com liberdade.
Fernando se reconhece como autor de suas ações, avaliando os efeitos e consequências destas sobre si e sobre os outros. Sendo responsável, responde e assume as consequências de seus atos. Por essa razão, é considerado um sujeito:
medroso
ingênuo
ético
acuado
Enaltecer a exclusividade do caráter social da moral resulta no dogmatismo.
Certo
Errado
A obra De Magistro de Santo Agostinho, do ano 389 da era cristã, se insere entre as obras da chamada fase de juventude e ainda contém muitos elementos de paganismo que posteriormente foram retratados pelo próprio autor. O trecho citado é de relevante importância para o estudo do desenvolvimento do seu pensamento e para o entendimento de sua obra posterior. Em relação às influências pagãs-gnósticas que ele mesmo reconheceu e das quais teve de se desfazer, assinale a alternativa correta com respeito às influências pagãs presentes no argumento do trecho citado.
A tese platônica de que o conhecimento não pode ser adquirido pelos sentidos
A afirmação de que a Verdade não pode ser ensinada se assemelha à afirmação socrática de que a virtude não pode ser ensinada
A afirmação de que a Verdade não pode ser ensinada, mas apenas encontrada por meio da consulta ao “Mestre interior” reproduz a tese platônica da reminiscência ou anamnese, presente no “Mito de Er” da República (Livro X)
A tese de que a consulta ao “Mestre interior”, instigada por meio da palavra dita, conduz à Verdade sugere que a Iluminação é um ato próprio do lógos humano, e que poderia ser alcançada por todos os homens por meio da iniciação filosófica
Um argumento é considerado válido quando sua conclusão se segue das premissas. Quanto ao significado do termo validade, em lógica, assinale a alternativa correta.
Se as premissas são verdadeiras e a conclusão também é verdadeira, então o argumento é válido
O argumento é válido quando é impossível que sua conclusão seja falsa se suas premissas são verdadeiras, ou seja, a validade diz respeito ao conteúdo das proposições
A validade não diz respeito à verdade ou falsidade das premissas ou da conclusão, mas tão somente à forma lógica do argumento. Um argumento é válido quando sua forma lógica é válida
A validade diz respeito ao juízo de verdade de uma proposição lógica, que exige a confirmação de caráter empírico
Discutir sobre dedução e indução é discutir a construção do conhecimento a partir do raciocínio lógico.
Analise as frases abaixo a respeito do tema.
Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente as lacunas do texto.
dedução • indução • indução • indução
dedução • indução • indução • dedução
dedução • dedução • indução • indução
indução • indução • dedução • dedução
indução • dedução • dedução • indução
Considerando a relação entre ética e moral, analise as assertivas abaixo:
I. Ética e moral são termos desconexos etimologicamente; sendo que ética é derivado de “ethos” do Latim, enquanto Moral vem de “morus” de origem grega. Portanto, ambos os termos remetem propriamente ao costume de um povo.
II. No senso comum, a ética apresenta significado positivo, enquanto a moral tem uma intepretação negativa. Sendo assim, acreditamos que, ao elogiar alguém que é generoso e justo, estamos evidenciando que ele agiu eticamente.
III. Para Jean Piaget, a moral tem relação com um conjunto de regras e valores, tendo o objetivo de regular as pessoas.
Quais estão corretas?
Apenas I
Apenas II.
Apenas I e II.
Apenas I e III.
Apenas II e III.
“Comum a todos os raciocínios que cometem falácias de relevância é a circunstância de suas premissas serem logicamente irrelevantes para as suas conclusões e, portanto, serem incapazes de estabelecer a verdade dessas conclusões.” In: COPI, I.M. Introdução à lógica. Trad: Álvaro Cabral. 2.ed. São Paulo: Editora Mestre Jou, 1978. p.74.
De acordo com I.M. Copi, uma dessas falácias de relevância é o Argumentum ad Hominem. Em relação a essa falácia está incorreto afirmar que
essa falácia é cometida quando, ao invés de tentar refutar a verdade do que se afirma, atacase a pessoa que fez a afirmação.
esse argumento é falacioso pois o caráter de uma pessoa é logicamente irrelevante para determinar a verdade ou falsidade daquilo que ela diz.
essa falácia é cometida quando a percepção lógica de um fato não é conclusiva.
esse argumento é falacioso pois mesmo o mais perverso dos seres humanos pode, eventualmente, dizer a verdade ou raciocinar corretamente.
é uma falácia de variedade ofensiva, pois não se dirige contra o argumento, mas contra quem expressa o argumento.