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Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) sobre os significados de Razão.
( ) Consciência de um determinado conteúdo ou objeto mental, próprio do pensamento subjetivo.
( ) Faculdade do ser humano de avaliar, julgar e ponderar ideias universais, raciocínios e juízos.
( ) Poder de discernimento e bom senso do ser humano.
( ) Faculdade humana que se manifesta na objetividade ordenada e regular da natureza física e na subjetividade do espírito humano.
( ) Pensamento ou inteligência voltados para a apreensão cognitiva da realidade.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
V • V • F • V • F
V • V • F • F • V
V • F • V • F • F
F • V • V • V • V
F • V • F • V • V
Em relação ao papel do mito e da razão na formação da consciência filosófica, analise as proposições a seguir:
I.O mito apresenta-se como narrativa fundadora que responde à angústia existencial pela via do sagrado e do maravilhoso, sustentando explicações simbólicas que, apesar de não serem empíricas, cumprem papel estruturador de significados culturais.
II.A razão, ao se afirmar como instrumento de análise crítica e argumentação racional, substitui o mito pela busca do conhecimento sistemático, mas não necessariamente o invalida como linguagem antropológica de sentido.
III.A substituição do mito pela razão representa uma ruptura abrupta e descontinua, em que toda forma de pensamento anterior ao logos passa a ser considerada inválida e dogmática.
Está correto o que se afirma em:
I, II e III.
I e III, apenas.
III, apenas.
I e II, apenas.
II e III, apenas.
Em Crítica da Razão Pura, Kant analisa a própria faculdade da razão para demonstrar tanto a sua autoridade quanto para delimitar seus limites.
De acordo com a posição de Kant nessa obra, é correto afirmar que
Hume acerta em afirmar que a conexão de causa e efeito não pode ser conhecida pela experiência e que, por isso, o conhecimento científico não é possível.
o juízo 5 + 7 = 12 é um juízo analítico.
o espaço e o tempo são formas subjetivas da sensibilidade humana e, portanto, não são uma realidade independente da mente.
de acordo com a doutrina do idealismo transcendental, as coisas em si mesmas (noumena) dependem, para sua existência, da nossa sensibilidade.
A relação entre filosofia e razão é uma das mais profundas e duradouras na história do pensamento ocidental. A filosofia, desde suas origens, pode ser vista como uma busca racional pela verdade, uma tentativa de compreender o mundo, a existência e o próprio ser humano por meio de um pensamento crítico e estruturado. A razão, nesse contexto, não é apenas uma ferramenta lógica, mas um princípio orientador que distingue a investigação filosófica de outras formas de conhecimento, como o misticismo ou a crença religiosa (BORGES, 2022).
Qual das alternativas abaixo reflete a relação entre filosofia e razão?
A razão é um fenômeno que se manifesta apenas na lógica formal, sem qualquer influência na ética ou na política.
A razão é um instrumento de manipulação e cálculo, sem relevância para a compreensão da experiência humana.
A razão é um conceito que deve ser completamente rejeitado, como proposto por pensadores contemporâneos que advogam pela irracionalidade.
A base do conhecimento é a única ferramenta capaz de nos conduzir à certeza em meio às incertezas do mundo empírico.
A razão é exclusivamente uma construção social que não possui relação com a verdade ou a realidade objetiva.
Segundo Kant, as “intuições puras” ou “formas” da sensibilidade são somente duas:
a vida e a morte.
a ação e a reação.
o espaço e o tempo.
o passado e o futuro.
a razão e a lógica.


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A filosofia, ao longo de sua história, dedicou-se profundamente à reflexão sobre o conceito de razão, questionando suas limitações, suas potencialidades e suas implicações tanto no campo do conhecimento quanto na esfera prática, abordando como os seres humanos constroem valores e normas que orientam suas ações e organizações sociais (SILVEIRA, 2011).
Com base nas teorias sobre filosofia e razão, escolha a alternativa correta.
A teoria do utilitarismo é amplamente aceita na filosofia política, pois propõe que todas as ações devem ser avaliadas unicamente com base em suas consequências, desconsiderando os princípios morais que as fundamentam.
A filosofia da ética não apenas descreve como as pessoas agem, mas também busca avaliar criticamente os princípios que devem guiar essas ações, examinando a relação entre dever, responsabilidade e justiça.
Michel Foucault argumenta que o poder é uma força exclusiva das instituições formais, sugerindo que somente os governos têm a capacidade de exercer poder e moldar comportamentos na sociedade.
A filosofia política de John Rawls propõe que uma sociedade justa deve minimizar desigualdades, garantindo que as liberdades individuais não sejam sacrificadas em nome do bem-estar coletivo.
A reflexão sobre a liberdade individual na filosofia política é irrelevante, pois todos os pensadores concordam que a vida em sociedade não requer restrições à liberdade.
“Apesar do etnocentrismo não servir como critério para o abandono das contribuições filosóficas de Kant, Hegel, Voltaire e de outros tantos filósofos, não é adequado desconsiderar o racismo epistêmico como um viés decisivo para entender esses trabalhos e seus desdobramentos. A suposta razão universal do Iluminismo é uma ‘razão metonímica’ (que toma a parte pelo todo), porque é, na verdade, branca e masculina. Trata-se, em vez disso, de defender o conceito de pluriversal, que não se opõe ao de universal; distante da lógica dicotômica — ‘ou isso ou aquilo’ —, a pluriversalidade nos convida a pensar usando a tática da inclusão — ‘isso e aquilo’.”
Adaptado de NOGUERA, Renato. O ensino de filosofia e a lei 10.639. Rio de Janeiro: Pallas: Biblioteca Nacional, 2014.
De acordo com o trecho citado, é correto afirmar que
a adoção de uma perspectiva pluriversal exige a substituição do cânone filosófico ocidental por um novo cânone afrocêntrico.
a atitude etnocêntrica em filosofia se expressa na crítica aos procedimentos universalizantes da tradição de pensamento europeu.
a ideia de “razão metonímica” aponta para o reconhecimento de um particularismo dissimulado na razão universal iluminista.
a abordagem pluriversal requer que sejam ignoradas as particularidades referentes a raça, gênero ou local de origem dos autores.
a criação de um ensino de Filosofia que não seja etnocêntrico requer o abandono de autores homens e brancos.
“Os nossos antepassados afirmaram em concordância uns com os outros que a fé é o início do conhecimento intelectual. Com efeito, em qualquer disciplina pressupõem-se coisas como princípios primeiros, que só são aprendidos pela fé, dos quais brota a inteligência do que deve ser tratado.”
CUSA, Nicolau de. A douta ignorância. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 2003.
Com base no trecho, é correto afirmar que, para Nicolau de Cusa, a fé e a razão
são dimensões igualmente importantes e independentes uma da outra.
convivem, desde que aquela esteja sob constante escrutínio racional.
são complementares para a realização de toda atividade intelectual.
estão naturalmente em um conflito que pode ser mediado.
são interdependentes, pois não há nenhuma sem a outra.
Analise as afirmativas abaixo sobre a razão.
1. Faculdade humana que se manifesta na objetividade ordenada e regular da natureza física e na subjetividade do espírito humano.
2. Doutrina segundo a qual os valores morais não apresentam validade universal e absoluta, variando ao sabor das circunstâncias.
3. Pensamento ou inteligência voltados para a apreensão cognitiva da realidade.
4. Consciência de um determinado conteúdo ou objeto mental, próprio do pensamento humano.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
São corretas apenas as afirmativas 1 e 2.
São corretas apenas as afirmativas 1 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 2 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.
São corretas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.
Disse o filósofo: “A razão não é nem exclusivamente razão objetiva nem subjetiva". Ora, a verdade está no objeto ou no sujeito? Portanto, a razão é unidade necessária do objeto e do sujeito. Segundo o filósofo em questão, a razão é um conjunto das leis do pensamento, isto é, os princípios, os procedimentos do raciocínio, a organização, o encadeamento e as relações próprias das coisas. Contudo, existe uma relação interna necessária: a lei do pensamento e a lei do real; em outras palavras, a unidade da razão “subjetivas e da razão objetiva” forma o que podemos entender pelo “espírito do absoluto”. Qual área da filosofia e qual filósofo foi mencionado no contexto acima?
Teoria do conhecimento, de Emanuel Kant.
Teoria do conhecimento, de Martin Heidegger.
Teoria do conhecimento, de Hegel.
Filosofia medieval, de Hegel.
Filosofia existencialista, de Emanuel Kant.


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Grandes acontecimentos históricos marcaram a Europa nos séculos XIII e XIV. Entre eles estão: a Guerra dos Cem Anos, entre a França e a Inglaterra; a epidemia da peste bubônica, que matou cerca de três quartos da população europeia; o cisma definitivo entre as Igrejas do Ocidente e do Oriente que, entre outros fatores, diminuiu a influência da Igreja Católica Romana sobre o poder temporal (o Estado) e sobre a população; a criação de novas universidades, que iniciam o desenvolvimento de questões relativas às ciências naturais e a autonomia da filosofia em relação à teologia. Esses são alguns dos fatores que levarão ao questionamento do pensamento escolástico bem como ao fim da Idade Média.
(Chauí, 2003.)
No período da escolástica pós-tomista, destacam-se os seguintes pensadores com suas respectivas teorias:
Roger Bacon; temia que a filosofia suplantasse a teologia e que a razão se tornasse mais importante que a revelação.
São Boaventura; iniciou uma investigação experimental no campo das ciências naturais que abriu caminho para a ciência moderna.
Guilherme de Ockham; fazia uma distinção absoluta entre fé e razão. Destacou-se porque apreendeu as transformações de seu tempo.
Roberto Grosseteste; preconizava que a filosofia não seria serva da teologia. A teologia não poderia sequer ser considerada ciência, pois se afasta da razão.
Em seus textos Crítica da razão prática e Fundamentação da metafísica dos costumes, o filósofo alemão Immanuel Kant aponta a razão humana como uma razão legisladora, capaz de elaborar normas universais, uma vez que constitui um predicado universal dos seres humanos, isto é, uma capacidade comum a todos. As normas morais teriam, portanto, sua origem
na consciência.
na legislação.
na razão.
no costume.
no consenso.
Sem dúvidas, o ser humano é dotado de capacidade para estabelecer relações lógicas, de conhecer, de raciocinar e de ponderar ideias universais e juízos.
A pensadora Marilena Chaui acrescenta que se trata do pensamento ou inteligência voltados para a apreensão cognitiva da realidade, que denomina:
reflexão.
dedução.
razão.
arquétipo.
inspiração.
A razão é inata ou adquirida? De onde vêm os princípios racionais? De onde vem a capacidade para a intuição e o raciocínio? Durante muito tempo a filosofia proferiu duas bases ou conceitos filosóficos para refletir sobre essas indagações conhecidas, chamadas de:
Empirismo e racionalismo.
Nativismo e racionalismo.
Inatismo e empirismo.
Estoicismo e epicurismo.
Empirismo e iluminismo.
Não há diferença entre o uso comum da razão e seu uso especulativo, porque o conhecimento humano deve ser universal.
Certo
Errado


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Immanuel Kant iniciou a investigação crítica da moral com a obra “Fundamentação Metafísica dos Costumes”, de 1785, e lhe deu uma versão definitiva com a “Crítica da Razão Prática”, publicada em 1788. Nessas obras, o autor formulou as bases de uma ética relacionada à:
Razão e vontade humana.
Anomia e solidariedade social.
Espiritualidade e virtude do ser.
Subjetividade e impossibilidade do conhecer.
Para Kant, independente do conhecimento formado pelo observador, existe um conteúdo intrínseco à experiência, que se encontra inerente a coisa, mas que ganha sentido pelo uso aplicado da razão. Este tipo de saber é chamado pelo filósofo:
A posteriori.
A priori.
Nexo vital.
Nexo causal.
Logus.
As ações nunca derivam apenas da razão, elas precisam ter uma fonte não racional.
Certo
Errado
“O verdadeiro problema da razão pura contém-se nesta pergunta: como são possíveis os juízos sintéticos “a priori"?
KANT. Emanuel. Crítica da razão pura. p.10. Disponível em <https://www.dca.fee.unicamp.br/~gudwin/ftp/ia005/critica_d a_razao_pura.pdf> acesso 29 de set. 21.
Sob inspiração do fragmento acima e no conjunto da filosofia Kantiana, diz-se que Kant não se perguntava apenas pela possibilidade da ciência, mas também como é possível
o pragmatismo.
a metafísica.
o ser e a potência.
o Iluminismo.
o logos sofístico.
A relação entre fé e razão é sempre atual! Mal-entendida ou assimilada, esta relação se torna conflituosa, como no caso atual dos “criacionistas” americanos ou dos “fundamentalistas” muçulmanos. Isto ocorre uma vez que as contradições aparentes são inseridas em um horizonte existencial e epistemológico “totalitário”, no qual se pretende reduzir a realidade humana e cósmica (tendencialmente até a divindade ou a transcendência) a uma dimensão única e unívoca.
Adaptado de SIDARUS, Adel Yussef. Revisitando a questão Fé e Razão. Lusosofia, 2010, p. 3
Analise as afirmativas a seguir e identifique quais são coerentes com as premissas citadas pelo orientalista Adel Sidarus.
I. No quadro de um programa religioso, as verdades são vivenciais, tendo um carácter simbólico e ético aberto, e não concorrem com as verdades ou os conhecimentos alcançados pelo raciocínio lógico ou pela observação e experimentação científicas.
II. No atual contexto, marcado por uma revolução tecnológica e pela aceleração das trocas, a tolerância religiosa depende de a realidade humana ser interpretada a partir de um pensamento coletivo único, impermeável à diversidade cultural.
III. No esforço de compreender, sem preconceitos, a diversidade intelectual contemporânea, deve-se buscar um horizonte epistemológico que reconheça os vários registros do conhecimento ou da “verdade”, com funções diferenciadas e aos quais chega-se por caminhos também diferenciados.
São coerentes com as premissas citadas, as afirmativas
I, apenas.
II, apenas.
II e III, apenas.
I e III, apenas.
I, II e III.