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Se o trabalho nos dá a chave das relações fundamentais entre o homem e a natureza, convém lhe atribuir um alto significado metafísico. Meditar sobre o trabalho é compreender que o homem não é nem um puro espírito (cuja atividade jamais encontraria obstáculos), nem um ser puramente biológico (incapaz de recuo com relação à natureza e preocupado apenas com a satisfação imediata do instinto).
Denis Huisman e André Vergez. Curso moderno de ilosofia
In: Cassiano Cordi e outros. Para filosofar. São Paulo:
Scipione, 2007, p. 228 (com adaptações).
Com referência ao assunto do texto anterior, é correto afirmar que, de acordo com Jean Lacroix, o trabalho não somente humaniza o universo, torna-o incessantemente mais habitável e cria obras úteis, mas também humaniza
o próprio trabalhador.
o próprio objeto.
o próprio processo.
a própria dinâmica.
o próprio trabalho.
Não há diferença entre o uso comum da razão e seu uso especulativo, porque o conhecimento humano deve ser universal.
Certo
Errado
Leia com atenção o texto abaixo:
Epicuro (341-270 a. C) escreveu a Carta a Meneceu, na qual elaborou seu conceito de vida feliz, com base, principalmente, na prática da tranquilidade da alma e na .......................... . Por isso, segundo Epicuro, seria necessário agir com .................... , no sentido de fazer boas escolhas, de buscar o bem e a verdade, o que constitui a atitude da pessoa prudente.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.
fé • liberdade
alegria • respeito
esperança • virtude
ausência da dor corpora • ética
satisfação dos sentidos • sabedoria
Segundo a Enciclopédia de Bioética, Bioética é “o estudo sistemático da conduta humana na área das ciências da vida e dos cuidados da saúde, na medida em que esta conduta é examinada à luz dos valores e princípios morais.”
(REICH, W.T. (Ed.). Encyclopedia of bioethics. New York: The Free Press, London: Collier. Macmillan Publishers, 1978).
Os princípios morais que orientam as condutas nas diferentes áreas que poderiam ser incluídas no campo bioético foram definidos no Relatório Belmont (Belmont Report*) de 1979, conforme afirma Clotet.
(CLOTET, Joaquim. Bioética: uma aproximação. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2003. 246 p. p. 23-24).
*(The Belmont Report. Ethical principles and guidelines for the protection of human subjects of research. The National Comission for the Protection of Human Subjects of Biomedical and Behavioral Research. Department of Health, Education and Welfare. 1979; Abril, 18, p. 2-5.)
Assinale a alternativa que lista corretamente os primeiros princípios orientadores da Bioética principialista (ou principista).
Autonomia (ou respeito à pessoa), beneficência e justiça
Liberdade, não-maleficência e dignidade
Autonomia, beneficência e não-maleficência
Autonomia, dignidade e justiça
O próprio pensamento não nasce de outro pensamento, mas do campo da nossa consciência que o motiva, que abrange os nossos pendores e necessidades, os nossos interesses e motivações, os nossos afetos e emoções. Por trás do pensamento existe uma tendência ____________ e ____________. Só ela pode dar a resposta ao último pensamento. A compreensão efetiva e plena do pensamento alheio só se torna possível quando descobrimos a sua eficaz causa. (VIGOTSKI, 2001, p. 479-480)
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.
rígida / coletiva
flexível / volitiva
solidária / coletiva
afetiva / volitiva
A importância da psicanálise para a filosofia é justamente que com a noção de inconsciente, Freud mostrou a impossibilidade de um fechamento sobre si do discurso, ou seja, do projeto de uma perfeita transparência do sujeito sobre si mesmo.
PEREIRA, P. Ondina. Psicanálise e Filosofia: uma relação
entre experiência psicanalítica e atividade filosófica
In: Psychê - Ano VIII - nº 14 - São Paulo - jul-dez/2004 — p. 10
Segundo Sofia Vanni Rovighi, “o inconsciente já passara a fazer parte da doutrina de alguns filósofos” – nesse sentido, o inconsciente de Freud apresenta a novidade de não ser a mera negação do consciente, mas é inconsciente ativo e onipotente e se aproxima bastante da concepção de “vontade” em
Schopenhauer.
Augusto Comte.
Aristóteles.
Platão.
Hegel.
Para Leibniz seria necessário distinguir dois tipos de verdades: “verdades da razão” e “verdades de fato”. Considerando tal premissa, analise as afirmativas a seguir.
I. As verdades de fato dependem da experiência, das sensações, da percepções e da memória.
II. As verdades da razão enunciam que uma coisa é necessariamente e universalmente.
III. Pela condição da natureza humana, cujos sentidos são falhos, é impossível alcançar as verdades de fato.
IV. Toda verdade, seja ela de razão ou de fato, é objetiva e constitui cópia ilusória da realidade imanente.
Está correto o que se afirma apenas em
I e II.
I e IV.
II e III.
III e IV.
Immanuel Kant iniciou a investigação crítica da moral com a obra “Fundamentação Metafísica dos Costumes”, de 1785, e lhe deu uma versão definitiva com a “Crítica da Razão Prática”, publicada em 1788. Nessas obras, o autor formulou as bases de uma ética relacionada à:
Razão e vontade humana.
Anomia e solidariedade social.
Espiritualidade e virtude do ser.
Subjetividade e impossibilidade do conhecer.
Para Kant, independente do conhecimento formado pelo observador, existe um conteúdo intrínseco à experiência, que se encontra inerente a coisa, mas que ganha sentido pelo uso aplicado da razão. Este tipo de saber é chamado pelo filósofo:
A posteriori.
A priori.
Nexo vital.
Nexo causal.
Logus.
Os silogismos categóricos são argumentos formados com enunciados categóricos. Todos os silogismos têm duas premissas e uma conclusão. Um silogismo só possui três termos distintos; sendo um termo médio e dois termos extremos. Nesse sentido, é correto afirmar que o termo médio ocorre
como conclusão.
em uma única premissa.
uma única vez em cada premissa.
como sujeito da conclusão.
como predicado da conclusão.
O filosofo Immanuel Kant, ao refletir sobre a Filosofia Moral, faz menção de que devemos “agir de maneira que nossa ação possa tornar-se universal”. Ao fazer essa declaração, o filosofo está apresentando a ética como:
A busca da harmonia individual, de alguma forma de felicidade.
A busca da harmonia universal, da felicidade do cidadão participativo.
Um agir coletivo visando um ethos universal.
Uma ciência universal que revela o “ente” singular em uma intenção programada e eurocêntrica.
Justiça, verdade universal, uma revelação do conhecimento prático, uma busca do belo em si e para si.
A filosofia contemporânea é demarcada pelo surgimento de novas correntes de pensamento a partir de meados do século XIX, a exemplo do positivismo, do materialismo histórico-dialético e do existencialismo, as quais têm entre seus representantes, respectivamente:
Martin Heidegger, Hegel e John Locke.
Nietzsche, David Hume e Immanuel Kant.
Jean-Paul Sartre, Karl Marx e Friedrich Engels.
Augusto Comte, Karl Marx e Sören Kierkegaard.
Augusto Comte, Karl Marx e Jean Jacques Rousseau.
No Discurso do Método e nos Princípios de Filosofia, Descartes elabora o célebre argumento do cogito, cuja proposição fundamental é “Penso, logo existo”. Para que tal formulação fosse um silogismo, seria preciso acrescentar
uma premissa maior, a saber: “todo aquele que pensa, existe”.
uma premissa menor, a saber: “todo aquele que existe, pensa”.
uma premissa menor, a saber: “todo aquele que pensa, existe”.
uma conclusão, a saber: “todo aquele que pensa, existe”
uma premissa maior, a saber: “todo aquele que existe, pensa”.
Leia atentamente os textos:
Texto 1
A filosofia classifica moral e ética da seguinte forma:
“Ética é um conjunto de conhecimentos extraídos da investigação do comportamento humano ao tentar explicar as regras morais de forma racional, fundamentada, científica e teórica. É uma reflexão sobre a moral.
Moral é o conjunto de regras aplicadas no cotidiano e usadas continuamente por cada cidadão. Essas regras orientam cada indivíduo, norteando as suas ações e os seus julgamentos sobre o que é moral ou imoral, certo ou errado, bom ou mau.”
Atualmente ética e política são quase adversárias no contexto da política brasileira. Portanto, com o passar dos anos os brasileiros estão descobrindo que todos nós somos seres eminentemente políticos e sem a participação do cidadão na política a sociedade corre o sério risco de ser governada por pessoas sem ética, sem moral.
Parece que neste momento da história do Brasil os políticos perderam completamente seus parâmetros éticos e, por conseguinte, a sociedade começa a fazer uma reflexão sobre a forma como é feita a política no País, pois as próximas gerações pagarão um altíssimo preço se nada for feito no presente.
O povo brasileiro passa por um momento único, no qual em meio a tanta falta de ética e de moral no cenário político é possível pensar num país melhor, num país que comece a compreender que os políticos não são pessoas que surgem de outros planetas e que chegam ao comando do Poder.
A sociedade deve entender que a POLÍTICA somos todos nós e que o político de hoje nada mais é do que o cidadão que cresceu no mesmo contexto moral e ético de todos aqueles que tanto repudiam os escândalos noticiados no cenário político. O sentido da sociedade é formar cidadãos morais e éticos para que possam representar todos com dignidade e com o verdadeiro significado de representatividade.
Disponível em:https://guilhermetelesadv.jusbrasil.com.br/artigos /
Texto 2
Preocupado com o estabelecimento de um Estado forte, Maquiavel defende que a autoridade do príncipe, embora às vezes brutal e calculista, é vital para o seu sucesso e consequentemente para o Estado.
Maquiavel instou um príncipe a cultivar e exibir o que ele chamava de virtù, mas com isso ele não quis dizer virtude moral como normalmente a entendemos. Ele não estava pensando em virtudes de caráter como justiça e honestidade, mas de virtuosismo político amoral. Um príncipe deve, como e quando necessário, ser forte e vigoroso como um leão ou astuto como uma raposa. Acima de tudo, a virtù de um príncipe de sucesso deve incluir uma magistral flexibilidade de ação. O príncipe deve mante-se no poder a qualquer custo.
Disponível em:
https://www.pensarcontemporaneo.com/nicolaumaquiavel-e-a-etica-do-poder-politico/
Após a leitura dos textos, qual a afirmativa abaixo pode referenciar a obra de Maquiavel com a política brasileira atual:
A autoridade governamental deve ser rígida quanto à formação moral e ética de seu governo. O Estado deve zelar pelo testemunho integral de seus representantes levando-os a assinar um contrato de fidelidade com o povo que o colocou no poder.
“Os fins justificam os meios” – frase dita pelo filósofo Fiorentino que baseia todo modo em que o governante deve fazer para se manter no poder, respeitando toda lei e ordem imposta pela sociedade a qual ele representa. Os meios seriam a fidalguia em governar dando exemplo aos súditos.
Dentro das características de um poder destacar a prioridade de Maquiavel em manter o poder respeitando todos os princípios morais e éticos.
A autoridade do Estado deve ser absoluta, a fim de proteger os cidadãos contra a violência e do caos que a falta da ética e da Moral possam trazer à sociedade. É lícito o Estado ser despótico pois foi o povo que lhe concedeu o poder absoluto.
No contexto histórico em que Maquiavel viveu, e no seu pensamento a respeito da desvinculação da ética tradicional do meio político, seguida da criação de uma ética própria dos ditames políticos, e assim, na concepção do autor por se tratar de um instituto autônomo, possui suas próprias regras, divergentes daquelas presentes na moral e ética tradicional, que são impostas somente em função das razões do Estado, manutenção da pátria e o bem geral da sociedade.
“O verdadeiro problema da razão pura contém-se nesta pergunta: como são possíveis os juízos sintéticos “a priori"?
KANT. Emanuel. Crítica da razão pura. p.10. Disponível em <https://www.dca.fee.unicamp.br/~gudwin/ftp/ia005/critica_d a_razao_pura.pdf> acesso 29 de set. 21.
Sob inspiração do fragmento acima e no conjunto da filosofia Kantiana, diz-se que Kant não se perguntava apenas pela possibilidade da ciência, mas também como é possível
o pragmatismo.
a metafísica.
o ser e a potência.
o Iluminismo.
o logos sofístico.
Ao divulgar na rede social uma informação que o transmissor sabe ser um “fake news”, essa pessoa está tendo conduta que se opõe a um dos principais fundamentos da filosofia que é a busca racional da:
irreflexão
verdade
barbaridade
obstinação
A relação entre fé e razão é sempre atual! Mal-entendida ou assimilada, esta relação se torna conflituosa, como no caso atual dos “criacionistas” americanos ou dos “fundamentalistas” muçulmanos. Isto ocorre uma vez que as contradições aparentes são inseridas em um horizonte existencial e epistemológico “totalitário”, no qual se pretende reduzir a realidade humana e cósmica (tendencialmente até a divindade ou a transcendência) a uma dimensão única e unívoca.
Adaptado de SIDARUS, Adel Yussef. Revisitando a questão Fé e Razão. Lusosofia, 2010, p. 3
Analise as afirmativas a seguir e identifique quais são coerentes com as premissas citadas pelo orientalista Adel Sidarus.
I. No quadro de um programa religioso, as verdades são vivenciais, tendo um carácter simbólico e ético aberto, e não concorrem com as verdades ou os conhecimentos alcançados pelo raciocínio lógico ou pela observação e experimentação científicas.
II. No atual contexto, marcado por uma revolução tecnológica e pela aceleração das trocas, a tolerância religiosa depende de a realidade humana ser interpretada a partir de um pensamento coletivo único, impermeável à diversidade cultural.
III. No esforço de compreender, sem preconceitos, a diversidade intelectual contemporânea, deve-se buscar um horizonte epistemológico que reconheça os vários registros do conhecimento ou da “verdade”, com funções diferenciadas e aos quais chega-se por caminhos também diferenciados.
São coerentes com as premissas citadas, as afirmativas
I, apenas.
II, apenas.
II e III, apenas.
I e III, apenas.
I, II e III.
Em relação às diversas visões sobre a arte, analise os pensamentos a seguir.
I. “A essência da arte é a própria verdade pondo-se em obra.”
(Heidegger.)
II. “Podemos, por conseguinte, definir a arte: a contemplação das coisas, independente do princípio de razão.”
(Schopenhauer.)
III. “O essencial da arte é que ela dá completude à existência, que é geradora da perfeição e plenitude. A arte é, por essência, afirmação, bênção, divinização da existência.”
(Nietzsche.)
IV. “A arte é uma certa disposição, acompanhada de uma regra verdadeira, capaz de produzir; a falta de arte, ao contrário, é uma disposição a produzir, acompanhada de uma regra falsa.”
(Aristóteles.) (CHAUÍ, Marilena. Filosofia. São Paulo: Ática, 2001. Série: Novo Ensino Médio.)
Muitos são os pensadores que se debruçaram nas questões relativas à arte, à beleza, à estética. Nem sempre com o mesmo tipo de pensamento, mas, sempre, considerando a importância dessas discussões. No caso específico de Schopenhauer e suas teorias sobre o assunto, é correto afirmar que:
Os juízos relacionados à arte dizem respeito à faculdade do juízo e formação do gosto sem os limites da sensibilidade.
A arte nada mais é do que uma ode à vida e às forças que nos conduzem, e que pode ser analisada juntamente com a vontade de potência.
A arte sempre foi passível de imitação, uma vez que o que um homem fazia poderia ser copiado por outros indivíduos; tornando-a irrisória.
A arte e a experiência estética são uma maneira de mitigarmos o sofrimento: na música se ouve a vontade, a essência da vida, se expressando.
“Art. 1º: Todas as pessoas que pratiquem a experimentação biológica devem tomar consciência de que o animal é dotado de sensibilidade, de memória e que sofre sem poder escapar a dor;
Art. 2º: O experimentador é, moralmente, responsável por suas escolhas e por seus atos na experimentação animal;
Art. 3º: Procedimentos que envolvam animais devem prever e se desenvolver considerando-se sua relevância para a saúde humana o animal, a aquisição de conhecimentos ou o bem da sociedade [...].”
(Princípios Éticos para o uso de animais de laboratório. Disponível em: ufrb.edu.br.)
Um dos debates polêmicos e atuais relativos à Bioética, diz respeito a inúmeros testes com animais em pesquisas e laboratórios. Diante do exposto, é correto afirmar que:
Tais testes nunca são submetidos a comitês de ética, o que os torna ações demasiadamente polêmicas.
Os testes realizados em animais são uma das grandes causas de revolta dos protetores dos animais na sociedade atual.
Apesar da ênfase em não causar sofrimento ou dor aos animais, constata-se que 100% das experiências assim o fazem.
Apenas no Brasil predominam esses testes com animais; pois, na maior parte do mundo, só se permite métodos como a utilização de sistemas biológicos in vitro.
Política e ética são campos independentes: a primeira cuida da justiça social e a segunda dos interesses pessoais.
Certo
Errado