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Considere o seguinte caso hipotético.
Duas pessoas, Ana e Beatriz, sofrem um grave acidente. O cérebro de Ana, perfeitamente preservado, é transplantado para o corpo de Beatriz, enquanto o cérebro de Beatriz é perdido. Após a cirurgia, a pessoa que desperta lembra-se da infância de Ana, reconhece os familiares de Ana, compartilha seus traços psicológicos, mas habita o corpo que antes era de Beatriz.
À luz das principais teorias sobre identidade pessoal, é correto afirmar que
a teoria do corpo sustenta que a pessoa resultante é Ana, pois o corpo de Beatriz irá se configurar ao novo cérebro.
a teoria da memória afirma que a pessoa resultante é Beatriz, mas Beatriz agora herdou as memórias de Ana.
a teoria da continuidade psicológica tende a identificar a pessoa resultante com Ana, pois a continuidade psicológica independe das estruturas cerebrais e do corpo.
a teoria da alma sustenta que a pessoa resultante não pode ser nem Ana nem Beatriz, pois a alma não se relaciona com corpo ou memória na definição de identidade pessoal.
nenhuma das teorias é capaz de oferecer qualquer critério significativo de identidade nesse caso, pois nenhuma delas prevê a separação entre corpo, cérebro e memória.
Juvenal Savian Filho, em seu livro Argumentação: a ferramenta do filosofar, afirma que: “um filósofo, quando consegue concatenar melhor suas ideias, para defender sua interpretação da experiência humana, aproxima-se mais de um conhecimento adequado à realidade. Todos esses dados podem ser revistos, mas a melhor correlação estabelecida entre eles, em conjunto com o teste da realidade, leva a falar de conhecimento”. (Adaptado).
Para Juvenal Savian Filho, a especificidade do trabalho filosófico reside na
crítica a outras formas de pensamento por meio de juízos taxativos e definitivos.
exposição de convicções pessoais como forma legítima de expressão racional.
valorização de autoridades históricas como fonte de legitimidade do saber.
aceitação de premissas intuitivas como ponto de partida para conclusões éticas.
articulação entre as teses e os argumentos que as justificam racionalmente.
A partir dos fundamentos expostos nas obras de introdução à Filosofia e nas abordagens sobre a atitude filosófica, avalie as assertivas a seguir:
I.A atitude filosófica se opõe à aceitação passiva da realidade imediata, exigindo um movimento racional de desautomatização dos hábitos e crenças cotidianos, ainda que se mantenha presa às categorias empíricas da experiência comum.
II.Assumir uma postura filosófica não implica rejeitar o saber popular ou religioso, mas sim submetê-los ao crivo da razão crítica, reconhecendo-lhes valor apenas se puderem ser validados por critérios universais de justificação.
III.A atitude filosófica estabelece-se como experiência de estranhamento frente ao mundo vivido, revelando-se como ruptura com os modos habituais de pensar, mas não necessariamente com os conteúdos dessas formas de pensamento.
É correto o que se afirma em:
I e III, apenas.
I e II, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
II, apenas.
Considere a seguinte proposição: "A história da filosofia pode ser compreendida como uma reconfiguração contínua das formas de pensar a realidade, o conhecimento e o próprio sujeito". Com base nessa afirmação e na tradição filosófica, identifique a alternativa correta.
As transformações da Filosofia acompanham unicamente as rupturas políticas, sendo a reorganização do saber um reflexo mecânico das estruturas econômicas e sociais dominantes.
A continuidade filosófica entre os períodos é garantida pela fidelidade aos princípios metafísicos fundados na experiência religiosa, o que torna o saber filosófico essencialmente estável.
A sistematização da Filosofia no mundo antigo rompe definitivamente com os mitos cosmogônicos, operando com categorias puramente empíricas que serão retomadas sem alterações substanciais no projeto moderno.
A Filosofia se estrutura em fases que, embora historicamente situadas, dialogam entre si por meio de tensões conceituais, sendo que a passagem da ontologia pré-socrática à crítica kantiana do conhecimento representa um deslocamento radical do objeto da reflexão filosófica.
O papel da Filosofia no mundo contemporâneo reduz-se à crítica da linguagem e dos jogos de poder, perdendo sua função estruturante na análise da realidade objetiva.
Em “As diferentes concepções de natureza na sociedade ocidental: da physis ao desenvolvimento sustentável”, Diogenes Rafael de Camargo e Kátia Vanessa Tarantini Silvestri afirmam: “Ao tentar escapar da falsa ideia em torno de homem e natureza derivada da physis medieval e moderna, [...] há na Ecosofia de Guattari uma militância em torno do micro para superar o dualismo entre homos e humus gerado pelo macro. Num cenário em que consumir não se reduz a um produto, mas o ato de consumir a fim de comprar a própria redenção por ser consumidor, os objetivos do Desenvolvimento Sustentável não repercutem efeitos como os almejados”.
Com base no excerto, a Ecosofia tem por objetivo
criar políticas públicas de crescimento econômico sustentável pelo mercado.
reintegrar o ser humano à natureza retomando a noção de encantamento.
restaurar a noção de controle da natureza através do progresso técnico-científico.
integrar harmonicamente as dimensões ambiental, social e subjetiva da ecologia.
substituir o consumo individual por formas de consumo coletivizado e estatal.


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A Filosofia é, pois, o sistema de todo o conhecimento filosófico [...]. Até então não é possível aprender qualquer filosofia; pois onde esta se encontra, quem a possui e segundo quais características se pode reconhecê-la? Só é possível aprender a filosofar, ou seja, exercitar o talento da razão, fazendo-a seguir os seus princípios universais em certas tentativas filosóficas já existentes [...].
KANT, Immanuel. Crítica da razão pura. 3. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983. (Coleção Os Pensadores). p. 407-408.
A partir do excerto acima é correto afirmar que
a filosofia deve ser ensinada como um corpo fixo de conhecimentos prontos, pois trata de verdades eternas da razão.
a filosofia é uma ciência empírica voltada à observação do mundo natural, como qualquer outra ciência experimental.
o verdadeiro aprendizado em filosofia consiste em exercitar a razão de forma autônoma e reflexiva, buscando compreender os fins últimos da existência.
a filosofia é apenas um conjunto de doutrinas elaboradas por pensadores ao longo do tempo, e não tem relação com o presente.
aprender a filosofar é impossível, já que a razão humana está condicionada pelas experiências sensoriais e não pode atingir princípios universais.
Denomina-se “ideologia” o conjunto de ideias que definem certa visão de mundo. Embora a utilização marxiana do termo tenha ganhado notoriedade a partir do século XIX, com a obra “A ideologia alemã”, o termo já era utilizado por pensadores de expressão francesa. A primeira aparição do termo foi na obra:
Elementos de ideologia, de Destutt de Tracy.
Tratado sobre a tolerância, de Voltaire.
A origem da desigualdade entre os homens, de Jean-Jacques Rousseau.
O espírito das leis, de Montesquieu.
A propriedade privada é um roubo, de Pierre-Joseph Proudhon.
Danilo Marcondes, na obra Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein afirma: “Se, como diz Descartes no início do Discurso do método, o bom- -senso, i.e., a racionalidade, é natural ao homem, sendo compartilhada por todos, o que explica a possibilidade e a ocorrência do erro, do engano, da falsidade? O erro resulta na realidade de um mau uso da razão, de sua aplicação incorreta em nosso conhecimento do mundo”.
Segundo Danilo Marcondes, a importância do método na filosofia de Descartes está vinculada à necessidade de
atribuir à linguagem o papel central na origem dos erros filosóficos.
guiar o uso correto da razão e evitar a formulação de juízos falsos.
validar os conteúdos da fé por meio de princípios claros e distintos.
defender a experiência sensível como base de todo conhecimento.
negar à razão a capacidade de atingir verdades seguras e duráveis.
Durante uma reunião estratégica, a gerência apresentou um tipo de planejamento voltado para as contingências e para o futuro da organização, buscando compatibilizar interesses e ajustar-se às demandas ambientais e futuras.
O tipo de filosofia de planejamento descrito é
preventivo.
otimizante.
adaptativo.
conservador.
progressivo.
Assinale a alternativa que NÃO pode ser inferida a partir das proposições apresentadas no argumento.
Parir é condição suficiente para ser mãe.
Parir é condição necessária para ser mãe.
Parir não é condição necessária para ser mãe.
Ser mãe é condição necessária de parir.
Ser mãe é uma consequência do ato de parir.


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A respeito das contribuições de Paulo Freire e Walter Kohan para uma compreensão crítica do ensino da filosofia no Brasil, analise as assertivas a seguir:
I. Para Freire, o ensino deve ser compreendido como ato político e dialógico, sendo a formação ética do sujeito inseparável de sua práxis transformadora do mundo.
II. Kohan afirma que a filosofia, ao ser institucionalizada como disciplina curricular, perde necessariamente seu caráter formativo e crítico, devendo ser excluída da escola para manter sua autenticidade.
III. Ambos os autores concebem o ensino da filosofia como um espaço de desestabilização das certezas e abertura à experiência, recusando a concepção de ensino como transmissão de conteúdos fixos.
IV. A metáfora do pharmakon, em Kohan, expressa a ambivalência da filosofia como força de cura e de veneno, propondo que o ensino filosófico seja também uma experiência de inquietação e desconcerto.
V. Freire e Kohan compartilham a defesa de um ensino filosófico tecnicista, centrado em competências objetivas e mensuráveis, como forma de democratizar o acesso à filosofia.
Quais estão corretas?
Apenas I, II e III.
Apenas I, II e V.
Apenas I, III e IV.
Apenas II, IV e V.
Apenas III, IV e V.
A Filosofia Patrística teve início por volta do século I d.C., com as Epístolas de São Paulo e o Evangelho de São João, e se estendeu até o século VIII. Essa corrente filosófica surgiu da tentativa de conciliar o Cristianismo com o pensamento filosófico greco-romano. Seu principal objetivo era harmonizar fé e razão. Nesse contexto, os pensadores patrísticos defendiam a religião cristã contra críticas teóricas e morais, além de difundirem seus ensinamentos por meio da formulação de dogmas. Os principais representantes da Patrística são:
Guilherme de Ockham, São Boaventura, Avicena e Averróis.
Duns Scoto, Abelardo, Escoto Erígena, Maimônides e Santo Anselmo.
Nahmanides, Alfarabi, Alberto Magno, Roger Bacon e Yeudah.
Orígenes, São João Crisóstomo, São Clemente e São Gregório.
A Fenomenologia parte do postulado de que toda consciência é sempre consciência de algo. Nessa relação entre a consciência e aquilo que ela não é, ou seja, o objeto ao qual ela se direciona, emerge o sujeito da consciência. Esse sujeito tem a sua identidade configurada nessa relação e por essa relação ele consegue apreender o sentido da sua compreensão intelectiva: ele pensa (cogito) porque algo (aquilo que é) é sempre o que é pensado; o pensamento não é vazio do objeto pensado, nem é esvaziado do próprio sujeito que pensa. A irrefutabilidade da existência de um subjectum é central no pensamento fenomenológico, e ela difere das filosofias modernas do sujeito justamente pela posição que assume. É sobre essa posição do sujeito que pensa frente ao objeto e o que dele pode ser compreendido que a Fenomenologia desenvolve a sua filosofia da
intencionalidade.
oposicionalidade.
materialidade.
substancialidade.
transcendentalidade.
Nascida de um processo de superação do mito, numa busca por explicações racionais rigorosas e metódicas, condizentes com a vida política e social dos gregos antigos, bem como do melhoramento de alguns conhecimentos já existentes, adaptados e transformados em ciência.
A ciência acima, trata-se da:
Sociologia
Política pública
Democracia
Filosofia
Astrologia
Como, além disso, [os homens] encontram, tanto em si mesmos, quanto fora de si, não poucos meios que muito contribuem para a consecução do que lhes é útil, como, por exemplo, os olhos para ver, os dentes para mastigar, os vegetais e os animais para alimentar-se, o sol para iluminar, o mar para fornecer-lhes peixe etc., eles são, assim, levados a considerar todas as coisas naturais como se fossem meios para sua própria utilidade.
SPINOZA, B. de. Ética. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2013.
O trecho acima expressa a posição crítica de Espinosa em relação a uma das formas de causalidade teorizadas pela tradição filosófica. Trata-se da noção de causa
eficiente.
material.
final.
formal.
transitiva.


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Analise os itens abaixo sobre Tecnologias da Comunicação e Informação.
I - As tecnologias da comunicação, além de serem veículos de informações, possibilitam novas formas de ordenação da experiência humana, com múltiplos reflexos, particularmente na cognição e na atuação humana sobre o meio e sobre si mesmo.
II - A forma como cada indivíduo participa dos processos comunicativos varia em função da relação que estabelece entre as novas informações e as suas estruturas de conhecimento, da capacidade de analisar e relacionar informações, e de uma atitude crítica frente à fonte de informações.
III A pouca familiaridade com tecnologia também pode constituir-se um problema para as pessoas, pois no cotidiano são muitas as situações que exigem conhecimento tecnológico.
Assinale a alternativa correta:
Todos os itens estão corretos.
Apenas os itens I e II estão corretos.
Apenas os itens II e III estão corretos.
Apenas os itens I e III estão corretos.
Apenas o item I está correto.
Um dos grandes problemas da filosofia é responder à pergunta: “como sabemos que o nosso conhecimento é verdadeiro?”. Essa questão atravessou a história do pensamento, recebendo diferentes respostas: para Descartes, a certeza vinha das ideias claras e distintas; para Locke e Hume, da experiência sensível; já para Kant, da articulação entre a experiência e as estruturas a priori da razão.
Diante disso, podemos afirmar que esse debate:
Deve ser compreendido como uma questão metafísica, vinculada à investigação sobre a essência última do ser e da realidade.
É essencialmente político, pois o conhecimento verdadeiro se estabelece a partir da legitimidade das instituições sociais que o produzem.
Representa sobretudo uma preocupação ética, já que a verdade só pode ser entendida como um valor prático que orienta o comportamento humano.
Caracteriza o problema epistemológico, uma discussão que se tornou ainda mais relevante com o atual cenário acelerado de difusão de informações nos meios digitais.
Reflete principalmente uma dimensão estética, na medida em que o conhecimento se confunde com a percepção subjetiva de beleza e harmonia.
“Devemos tentar determinar mais exatamente a questão. Desta maneira, levaremos o diálogo para direção segura. Procedendo assim, o diálogo é conduzido a um caminho. Digo: a um caminho. Assim, concedemos que este não é o único caminho. Deve ficar mesmo em aberto se o caminho para o qual desejaria chamar a atenção, no que segue, é na verdade um caminho que nos permite levantar a questão e respondê-la”.
(Heidegger, M.Conferências e escritos filosóficos. São Paulo: Abril Cultural, 1973, p. 211).
“Nas últimas décadas, assistiu-se a uma multiplicidade de produções técnic s e bibliográficas sobre/em Ensino de Filosofia. Produções estas que direta ou indiretamente incidem sobre a questão da formação de professores. Embora reconheça a singularidade da experiência filosófica representada (e vivenciada) por cada pesquisador/a da área, assim como a riqueza teórica advinda dos divergentes fundamentos epistemológicos que embasam cada pesquisa. (...) Entende-se que ao dar voz àqueles e àquelas que pensam filosoficamente sobre o ensino e a aprendizagem de/em Filosofia, as linhas que se seguem compreendem, igualmente, um ato político”.
(Velasco, P. O que pensamos nós, formadores/as de professores/as, sobre formação docente em filosofia?Revista SulAmericana de Filosofia e Educação, 2(34), 2020, p. 12. https://doi.org/10.26512/resafe.v2i34.35127
O papel do diálogo na formação em filosofia, do ponto de vista do processo de ensino e aprendizagem, encontra na comunidade filosófica um lugar privilegiado.
Pensando o filosofar como um diálogo contínuo, a metáfora do caminho faz justiça ao processo de ensino e aprendizagem.
É preciso escolher um método filosófico único que justifique o acesso aos conteúdos a serem aprendidos.
Ainda que fosse possível dialogar na sala de aula, a filosofia não é uma disciplina que se aprende dialogando.
O modelo tradicional de ensino e aprendizagem, no qual o professor, que domina o conteúdo, repassa o mesmo para os alunos, que ainda não sabem, é o adequado ao filosofar na sala de aula.
Ou se filosofa sozinho, no isolamento; ou não se filosofa, pois o diálogo não parece ser um caminho adequado.
Ao longo da história da filosofia, o campo epistemológico evoluiu da concepção da ciência como saber certo e fundado para abordagens críticas e históricas da produção do conhecimento. Com base nessas transformações, identifique a alternativa correta.
O deslocamento da epistemologia clássica para perspectivas críticas, como as de Kuhn e Feyerabend, problematiza a pretensão de neutralidade científica e revela o papel constitutivo dos paradigmas, sem contudo descartar inteiramente a racionalidade científica.
A epistemologia contemporânea abandona a questão da objetividade e reduz o conhecimento à mera construção linguística de convenções pragmáticas destituídas de pretensão de verdade.
A teoria da ciência proposta por Popper rompe com o princípio da falseabilidade, aderindo a um modelo indutivo empirista no qual a repetição dos experimentos garante a veracidade objetiva das hipóteses.
A epistemologia kantiana, ao afirmar os juízos sintéticos a posteriori como base do conhecimento, contradiz a estrutura apriorística da razão e abdica da possibilidade de ciência pura.
A escola de Frankfurt rejeita a crítica epistemológica moderna, defendendo uma concepção positivista da ciência como produtora de verdade inconteste e valor universal.
Em sua obra O outro, Franklin Leopoldo e Silva afirma: “Articular significa: preservando aquilo que faz com que algo seja ele mesmo, encontrar, todavia, o modo de apreendê-lo como outro, de maneira que o lugar da diferença não faça desaparecer a identidade”.
Segundo Franklin Leopoldo e Silva, a articulação entre o mesmo e o outro é necessária para que a
oposição entre o ser e o não-ser seja superada pela negação de ambos.
identidade possa ser assegurada mediante a exclusão de tudo o que é diferente.
diversidade se afirme como elemento da unidade sem resultar em sua negação.
realidade sensível seja ignorada em favor da essência inteligível.
verdade deixe de ser pensada como unidade e passe a ser fundada na aparência.