Questões de Concurso sobre Linguagem

 
 
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A respeito da Filosofia da Linguagem, analise o quadro abaixo:


- A linguagem é composta de proposições: assertivas sobre coisas que podem ser verdadeiras ou falsas;

- O mundo é composto de fatos: as coisas são de um certo modo;

- As proposições são “imagens” de fatos, do mesmo modo que mapas são imagens do mundo; - Qualquer proposição que não retrate fatos é sem sentido; por exemplo, “matar é ruim”;

- Minha linguagem é, portanto, limitada a declarações de fatos sobre o mundo;

- Os limites da minha linguagem significam os limites do mundo.


Assinale o pensador ligado à Filosofia da Linguagem caracterizado pelo quadro.


A

Bertrand Russell.


B

Ludwig Wittgenstein.


C

John Searle.


D

Gottlob Frege.


E

Ferdinand de Saussure.

Em sua obra Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein, Danilo Marcondes argumenta que: “A filosofia analítica considera que o tratamento e a solução de problemas filosóficos devem se dar por meio da análise lógica da linguagem. Não se trata evidentemente do português, mas da linguagem como estrutura lógica subjacente a todas as formas de representação, linguísticas e mentais. A questão fundamental é como um juízo, algo que afirmo ou nego sobre a realidade, pode ter significado e como podemos estabelecer critérios de verdade e falsidade desses juízos”.


De acordo com Danilo Marcondes, a filosofia analítica atribui papel central à linguagem ordinária porque ela


A

expressa as intuições subjetivas por meio de significados imanentes à mente.


B

representa entidades metafísicas por meio de imagens simbólicas e figurativas.


C

dissolve os problemas filosóficos ao substituir juízos por impressões imediatas.


D

valida argumentos filosóficos com base em tradições culturais e históricas.


E

espelha uma estrutura formal comum entre proposições e fatos no mundo real.

Ano: 2024
Prova: Instituto Consulplan - Prefeitura de Pouso Alegre - Professor - Área: Filosofia - 2024

Com a preocupação de tornar a linguagem mediadora da realidade, Wittgenstein procura, em alguns de seus escritos, descrever possibilidades de usos efetivos da linguagem, sendo que as atividades de uso dos símbolos têm seu significado ancorado nas “formas de vida”. Já que estas criam as legítimas possibilidades para os “jogos de linguagem”, e estes, por sua vez, delimitam aquilo que pode ser dito, dentro de um contexto ilimitado. Para ele:


“Os jogos são livres criações do espírito e da vontade, autônomos e governados por regras. Saber jogar um jogo é uma capacidade que supõe domínio de uma técnica, consecutiva a uma aprendizagem. O fosso que separa a regra de sua aplicação preenchido pelo treinamento ou o adestramento (Abrichtung), a familiaridade, a prática do jogo.”

(WITTGENSTEIN, Ludwig. Investigações Filosóficas. São Paulo: Abril Cultural, 1984, 3 a ed., Col. Pensadores.)


Ludwig Joseph Johann Wittgenstein (1889-1951) foi um filósofo austríaco que atuou no campo da filosofia e da linguística durante a primeira metade do século XX. Seu trabalho filosófico:


A

Possibilita a definitiva separação entre as dimensões linguística e filosófica, em um contexto em que até então, ambas eram vistas de forma intrínseca e complementar.


B

Compreende que a totalidade daquilo que é pensado por nós jamais poderá ser realmente representado ou estruturado a partir de signos ou símbolos, que na linguagem não tem função específica.


C

Concebe a linguagem como elemento constituinte da realidade, ao contrário do que ocorria no interior da tradição metafísica, em que se acreditava que as palavras eram apenas rótulos para elementos “reais”.


D

Preconiza que as relações entre lógica, pensamento e linguagem só podem ser utilizadas para construção de representações de mundo real, material e físico. A representação espiritual e imaterial carece de outros elementos.

Sobre a filosofia da linguagem, numere a coluna 2, identificando corretamente o filósofo defensor da ideia apresentada na coluna 1.


Coluna 1 Ideias


1. As palavras tratam de coisas do mundo exterior, porém a sentença em si possui mais significados para além da referência aos objetos.

2. As palavras significam impressões oriundas dos sentidos.

3. As palavras simbolizam ideias internas na mente dos indivíduos.


Coluna 2 Filósofos


( ) John Stuart Mill

( ) John Locke

( ) Gottlob Frege


Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.


A

1 • 2 • 3


B

1 • 3 • 2


C

2 • 1 • 3


D

2 • 3 • 1


E

3 • 2 • 1

O papel fundamental atribuído à linguagem na Teoria Filosófica de Ludwig Wittgenstein é:


A

A linguagem é vista como um meio de expressar verdades universais e objetivas.


B

Wittgenstein acredita que a linguagem é principalmente um instrumento para descrever o mundo de maneira precisa.


C

O autor argumenta que a linguagem é um espelho fiel da mente humana, refletindo com precisão nossos pensamentos internos.


D

Na visão de Wittgenstein, a linguagem é um jogo complexo com regras e seu significado surge das práticas linguísticas dentro de uma comunidade.

“Imagine a multiplicidade dos jogos de linguagem por meio destes exemplos e outros:

Comandar, e agir segundo comandos -

Descrever um objeto conforme a aparência ou conforme medidas -

Produzir um objeto segundo uma descrição (desenho) -

Relatar um acontecimento -

Conjecturar sobre o acontecimento -

Expor uma hipótese e prová-la -

Apresentar os resultados de um experimento por meio de tabelas e diagramas -

Inventar uma história; ler -

Representar teatro -

Cantar uma cantiga de roda -

Resolver enigmas -

Fazer uma anedota; contar -

Resolver um exemplo de cálculo aplicado -

Traduzir de uma língua para outra -

Pedir, agradecer, maldizer, saudar, orar.

- É interessante comparar a multiplicidade das ferramentas da linguagem e seus modos de emprego, a multiplicidade das espécies de palavras e de frases com aquilo que os lógicos disseram sobre a estrutura da linguagem.”

(WITTGENSTEIN, L.. Investigações filosóficas. São Paulo: Editora Nova Cultural, 1999, p. 35 - 36)

Considerando o trecho acima e a concepção de linguagem na obra citada, assinale a afirmativa INCORRETA.


A

Todo jogo de linguagem pode ser reduzido a uma forma geral da proposição.


B

Os jogos de linguagem não são redutíveis a uma espécie de denominador comum.


C

Para Wittgenstein, falar uma língua é parte de uma atividade ou um modo de vida.


D

A abordagem sobre a linguagem proposta nas Investigações Filosóficos pode ser caracterizada como pragmática.


E

Os conceitos filosóficos estão ligados por “semelhanças de família”, e não por um traço característico comum.

A inferência silogística deve obedecer a oito regras, sem as quais não terá validade, não sendo possível dizer se a conclusão é verdadeira ou falsa. Acerca das regras, assinale a alternativa correta.


A

De duas premissas negativas pode ser concluído algo.


B

A conclusão pode conter o termo médio.


C

Qualquer termo pode ser mais extenso na conclusão do que nas premissas.


D

A conclusão sempre acompanha a parte mais fraca.


E

O termo médio deve aparecer nas duas premissas. Além disso, deve ser tomado em toda a sua extensão (isto é, como um universal), mas não poderá ligar o maior e o menor.

Se alguém se dispõe a instaurar e estender o poder e o domínio do gênero humano sobre o universo, a sua ambição seria, sem dúvida, a mais sábia e a mais nobre de todas. Pois bem, o império do homem sobre as coisas se apoia unicamente nas artes e nas ciências. A natureza não se domina, senão obedecendo-lhe.


BACON, F. Novum Organum ou verdadeiras indicações acerca da interpretação da natureza. Pará de Minas: M&M Editores. 2003. p. 129.


O trecho acima revela uma característica fundamental da filosofia do inglês Francis Bacon, um dos inauguradores do ciclo moderno de pensamento.


Tal característica está adequadamente resumida em:


A

a concepção do conhecimento humano como puramente contemplativo e não utilitário.


B

a crença de que, para dedicar-se às artes e à ciência, o ser humano precisa abdicar das ambições de domínio sobre a natureza.


C

a afirmação do caráter utilitário do conhecimento, com o propósito de promover o domínio humano sobre o mundo natural.


D

a proposta de promover uma integração entre homem e natureza.


E

um projeto político de governo planetário.

A partir do século XX, a filosofia da linguagem ganha protagonismo nas problematizações filosóficas, e a ontologia não escapa a essa abordagem, efeito da chamada “virada linguística”. No que se refere às relações entre linguagem e realidade, assinale a alternativa que indica o autor que afirmou que “os limites da minha linguagem significam os limites de meu mundo”.


A

Henri Bergson.


B

Bertrand Russell.


C

Ludwig Wittgenstein.


D

Martin Heidegger.


E

Paul Ricoeur.

“O livro trata dos problemas filosóficos e mostra – creio eu – que a formulação desses problemas repousa sobre o mau entendimento da lógica de nossa linguagem. Poder-se-ia talvez apanhar todo o sentido do livro com estas palavras: o que se pode em geral dizer, pode-se dizer claramente; e sobre aquilo de que não se pode falar, deve-se calar.”


WITTGENSTEIN, Ludwig. Tractatus Logico-Philosophicus. São Paulo: Edusp, 2001.


“A filosofia não deve, de modo algum, tocar no uso efetivo da linguagem; em último caso, pode apenas descrevê-lo. Pois também não pode fundamentá-lo. A filosofia deixa tudo como está.”


WITTGENSTEIN, Ludwig. Investigações Filosóficas. São Paulo: Abril Cultural, 1979.


De acordo com a segunda fase do pensamento de Wittgenstein, a linguagem


A

tem por base uma lógica ideal à qual podem ser reduzidas todas as suas aplicações.


B

consiste em uma variedade de contextos específicos que concedem sentido aos enunciados.


C

é tanto mais perfeita quanto mais precisamente é capaz de traduzir os pensamentos.


D

é fundamentalmente uma forma de lazer que se contrapõe à gravidade da atividade filosófica.


E

é lugar privilegiado para a clara manifestação da essência do ser para o homem.

Pode-se representar facilmente uma linguagem que consiste apenas de comandos e informações durante uma batalha. – Ou uma linguagem que consiste apenas de perguntas e de uma expressão de afirmação e de negação. E muitas outras.


WITTGENSTEIN, Ludwig. Investigações filosóficas. São Paulo: Abril Cultural, 1979 (Os pensadores).


Para o Wittgenstein dessa fase de sua obra, a linguagem tem como característica fundamental o fato de estar associada a alguma


A

representação do mundo.


B

forma de vida.


C

nomeação de objetos.


D

enunciação do desejo.

Ano: 2023
Prova: SELECON - SEDUC MT - Professor - Área Filosofia - 2023

Conhecimento é a relação que se estabelece entre um sujeito cognoscente e um objeto. Todo conhecimento manifestase por meio do pensamento. Pensar é articular signos, ou seja, é ligar as representações em cadeias (ARANHA, 1992, pág. 49). Assim, durante muito tempo, considerou-se que o pensamento só poderia ser efetivado por meio da linguagem verbal, justamente porque a linguagem verbal é um:


A

conjunto de ideias que se desenvolvem a partir da semelhança entre casos particulares


B

sistema que trata da aplicação das operações do pensamento, segundo a matéria ou natureza do objeto a conhecer


C

sistema simbólico, isto é, um sistema de signos arbitrários com relação ao objeto que representam e, por isso mesmo, convencionais e dependentes da aceitação social


D

conjunto de regras formais do pensamento, independentemente da matéria sobre a qual se pensa, assim, seguindo corretamente as regras, a conclusão se imporá automaticamente

Assinale a alternativa que apresenta em qual dos seguintes campos da filosofia sobre a natureza do significado seria melhor categorizada como uma discussão.


A

Metafísica


B

Epistemologia


C

Filosofia da Ciência


D

Filosofia da Religião


E

Filosofia da Linguagem

No mundo contemporâneo, as investigações sobre a linguagem deram um grande salto. A filosofia da linguagem afastou-se das questões sobre a natureza e a origem das línguas e tornou-se um domínio próximo da linguística e da lógica. A linguística foi se constituindo como uma ciência da linguagem, especialmente com o trabalho de Ferdinand de Saussure, no seu Curso de Linguística Geral. Uma das distinções mais importantes na linguística é aquela que se dá entre linguagem e língua. Enquanto a linguagem é entendida como uma capacidade humana universal de comunicação por meio dos signos, a língua é vista como um produto social, um conjunto de convenções adotadas pela sociedade.


(Gilberto Dimenstein, 2008.)


A Filosofia da Linguagem é o ramo da Filosofia que investiga as relações entre mundo, pensamento e linguagem. Foi somente a partir do século XX que a Filosofia passou a considerar a linguagem como uma investigação filosófica fundamental. Para o filósofo austríaco Wittgenstein — um dos mais notáveis autores da Filosofia da Linguagem:


A

Era necessário criar o idioma ideal, universal e único, isento de ambiguidades, e que pudesse ser usado em todos os lugares e instâncias, pois entendia a linguagem como um fator de globalização.


B

O próprio vocabulário, como uma ferramenta através da qual se dá expressão da experiência humana, independe do contexto atribuído pela mente, pois é basicamente exterior ao sujeito.


C

Todos os problemas filosóficos são, na verdade, problemas de linguagem. A dominação da linguagem está diretamente ligada ao poder, pois ambos são conceitos intrínsecos. O poder é aquele que gera o saber.


D

Estamos tão somente jogando ingenuamente jogos de linguagem que funcionam apenas inseridos em determinada interpretação social da realidade, e que muito provavelmente não é a própria realidade.

Ludwig Wittgenstein é um filósofo de fundamental importância para o campo das reflexões filosóficas sobre a linguagem. Em relação a sua obra está incorreto afirmar que


A

geralmente os críticos de sua obra identificam duas fases. A primeira fase seria coroada pela publicação do Tractatus Logico-Philosophicus e a segunda fase, por sua vez, resultaria da publicação das Investigações Filosóficas.


B

no lugar da preocupação com a forma da linguagem (sintática e semântica), característica da primeira fase de seu pensamento, Wittgenstein passa a entender, na segunda fase de sua obra, que a significação das palavras não depende somente de uma estrutura formal, mas sim do uso e do contexto (pragmática).


C

a primeira fase do seu pensamento reflete a preocupação do filósofo com a estrutura formal da linguagem enquanto que a segunda fase de sua obra enfatiza a dimensão pragmática, isto é, o contexto onde as palavras são usadas e onde é estabelecido o seu sentido.


D

a primeira fase de seu pensamento estabelece as premissas de uma concepção psicológica da capacidade linguística do ser humano. A segunda fase, por sua vez, avançaria para uma compreensão lógica e formal da linguagem.


E

a dimensão pragmática da linguagem leva em consideração o fator contextual.

Segundo Lévi-Strauss o que diferencia o homem dos outros animais?


A

A cultura e o trabalho


B

O trabalho e a experiência


C

A linguagem e a comunicação


D

A experiência e a filosofia


E

A filosofia e a linguagem

“A linguagem disfarça (verkleidet) o pensamento.Atal ponto que da forma exterior da roupagem não é possível inferir a forma do pensamento subjacente, já que a forma exterior da roupagem não foi feita para revelar a forma do corpo, mas com uma finalidade inteiramente diferente. [...] A maioria das proposições e questões encontradas em obras filosóficas não são falsas, mas sem sentido.” (WITTGENSTEIN. Tractatus)

A crítica às obras filosóficas do Tractatus de Wittgenstein é uma crítica à própria linguagem e, nesse sentido, a tarefa de toda filosofia é:


A

Definir o ser da linguagem.


B

Diagnosticar as relações de poder da linguagem.


C

Elucidar as regras semânticas e gramaticais da linguagem.


D

Elucidar a lógica do pensamento através de uma análise da linguagem.


E

Compor as grandes proposições filosóficas.

Segundo a teoria semântica da verdade em Alfred Tarski, a sentença “’o céu é azul’ é verdade, se e somente se o céu é azul” refere-se a uma distinção


A

analítico-sintético da sentença.


B

entre linguagem-objeto e metalinguagem.


C

entre a priori e a posteriori.


D

entre termos extensionais e intencionais.


E

monádico, diádico e poliádico da sentença.

A contínua valorização pelo pensamento moderno da linguagem operacional – linguagem que reduz as coisas e as pessoas à função operativa na estrutura da produção

A
enriquece a compreensão das pessoas.

B
permite o diálogo entre concepções diferentes.

C
facilita a perseguição dos elementos não conformistas.

D
facilita o planejamento para uma alteração social.

Leia o texto a seguir:

“Wittgenstein nas Investigações Filosóficas diz que a significação de uma palavra é o seu uso na linguagem” (WITTGENSTEIN, Ludwig. Investigações filosóficas. São Paulo: Abril Cultural, 1979, p. 28. Adaptado). Assim, por exemplo, na frase “o Sr. Branco é branco”, a palavra “branco” tem dois significados dife-rentes, pois ela é usada como nome próprio no início da frase e como designação de uma cor no final da frase.

A consequência disso é que as palavras, conceitos e nomes


A
não podem ser utilizados pela filosofia.

B
não possuem nenhuma significação.

C
não possuem uma essência universal fixa.

D
são ambíguos, confusos e inexatos.

E
tem significado lógico rigoroso e exato.
 
 
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