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No mundo contemporâneo, as investigações sobre a linguagem deram um grande salto. A filosofia da linguagem afastou-se das questões sobre a natureza e a origem das línguas e tornou-se um domínio próximo da linguística e da lógica. A linguística foi se constituindo como uma ciência da linguagem, especialmente com o trabalho de Ferdinand de Saussure, no seu Curso de Linguística Geral. Uma das distinções mais importantes na linguística é aquela que se dá entre linguagem e língua. Enquanto a linguagem é entendida como uma capacidade humana universal de comunicação por meio dos signos, a língua é vista como um produto social, um conjunto de convenções adotadas pela sociedade.
(Gilberto Dimenstein, 2008.)
A Filosofia da Linguagem é o ramo da Filosofia que investiga as relações entre mundo, pensamento e linguagem. Foi somente a partir do século XX que a Filosofia passou a considerar a linguagem como uma investigação filosófica fundamental. Para o filósofo austríaco Wittgenstein — um dos mais notáveis autores da Filosofia da Linguagem:
Era necessário criar o idioma ideal, universal e único, isento de ambiguidades, e que pudesse ser usado em todos os lugares e instâncias, pois entendia a linguagem como um fator de globalização.
O próprio vocabulário, como uma ferramenta através da qual se dá expressão da experiência humana, independe do contexto atribuído pela mente, pois é basicamente exterior ao sujeito.
Todos os problemas filosóficos são, na verdade, problemas de linguagem. A dominação da linguagem está diretamente ligada ao poder, pois ambos são conceitos intrínsecos. O poder é aquele que gera o saber.
Estamos tão somente jogando ingenuamente jogos de linguagem que funcionam apenas inseridos em determinada interpretação social da realidade, e que muito provavelmente não é a própria realidade.