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No prefácio ao seu livro Investigações Filosóficas, Ludwig Wittgenstein analisa a evolução do seu pensamento em relação à sua obra anterior, o Tractatus LogicoPhilosophicus, e pondera que “teve de reconhecer graves erros” nesse trabalho anterior.
Analise as afirmativas abaixo, marcando V, para as verdadeiras, e F, para as falsas.
( ) Tanto nas Investigações Filósoficas quanto no Tractatus LogicoPhilosophicus, Wittgenstein acredita que os filósofos se equivocam por tentarem enunciar mais do que proposições das ciências naturais.
( ) A noção de “jogos de linguagem”, desenvolvida nas Investigações Filosóficas, rejeita a ideia do Tractatus Logico-Philosophicus de que proposições ou pensamentos são retratos da realidade.
( ) Nas Investigações Filósoficas, o conceito de “semelhança de família” reitera um ceticismo quanto às aspirações para a metafísica que já estava presente no Tractatus Logico-Philosophicus.
( ) A ideia de que o significado de uma palavra é determinado pelo seu uso é uma inovação das Investigações Filosóficas.
( ) Nas Investigações Filosóficas, Wittgenstein preserva a convicção, primeiro expressa no Tractatus Logico-Philosophicus, de que as respostas para as questões filosóficas devem ser encontradas através do estudo ou análise da linguagem.
A sequência correta, de cima para baixo, é
V - F - F - V - V.
F - F - V - V - V.
V - V - F - F - F.
F - V - V - V - F.
A relação entre filosofia e verdade é uma das questões centrais que permeia toda a história do pensamento filosófico. Desde os primeiros filósofos na Grécia Antiga até os debates contemporâneos, a busca pela verdade tem sido um dos principais motores da investigação filosófica. A filosofia, como uma prática crítica e reflexiva, busca não apenas descrever o mundo, mas compreender suas estruturas fundamentais e os princípios que regem a realidade, o conhecimento e a vida humana. Neste contexto, a verdade ocupa um lugar de destaque, sendo um conceito que desafia a compreensão e exige constante questionamento (BORGES, 2022).
Qual das alternativas abaixo reflete a relação entre filosofia e estética?
A verdade como correspondência é uma perspectiva que nega a existência de uma realidade objetiva, tratando-a apenas como uma construção social e subjetiva.
Para Aristóteles, a verdade era acessada apenas por meio da experiência sensível, sem qualquer relação com o pensamento lógico.
A verdade é entendida como a correspondência entre uma proposição e a realidade objetiva, sendo independente do sujeito que a conhece.
Platão acreditava que a verdade estava restrita ao mundo sensível e não poderia ser acessada pela razão ou pela filosofia.
A teoria da correspondência foi amplamente rejeitada na Idade Média, sendo considerada incompatível com a teologia cristã de Tomás de Aquino.
Na atualidade, há quem pense que vivemos no mundo de “pós-verdades”, no mundo das opiniões, dos “achismos”, do “eu penso assim, esse é meu pensamento”. Alguns filósofos gregos entendiam que a “doxa”, ou a opinião, deveria ser algo desprezível. Segundo um filósofo, “o que é, é e não pode ser outra coisa”. Nesse sentido, o filósofo acreditava que “o ser é, e o não ser não é”. A qual filósofo pertencem esses pensamentos?
Santo Ambrósio.
Tomás de Aquino.
Parmênides.
Platão.
Aristóteles.
Hoje, uma das problemáticas mais discutidas é a chamada pós-verdade. Trata-se da crescente dificuldade de estabelecer o que é verdadeiro ou não, o que tem consequências graves quando é preciso decidir qual a melhor forma de agir.
A respeito do problema da pós-verdade, analise as afirmativas a seguir.
I. É característica da pós-verdade que as afirmativas transmitidas por certos emissores tomadas como juízos de valor sejam verificadas e confirmadas como juízos de fato.
II. É característica da pós-verdade que os juízos de fato sejam reconhecidos ou rejeitados em função das preferências pessoais de cada indivíduo ou grupo.
III. É característica da pós-verdade que a indistinção da fronteira entre juízos de fato e juízos de valor torne-os equivalentes em certos casos.
Está correto o que se afirma em
I, apenas.
III, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
Ao notar que esta verdade — penso, logo existo — era tão sólida e tão correta, julguei que podia acatá-la sem escrúpulo como o primeiro princípio da filosofia que eu procurava.
René Descartes. Discurso do método. São Paulo: Martins Fontes, 1996 (com adaptações).
O critério da evidência, utilizado por Descartes, caracteriza-se por
distinção e confusão.
obscuridade e clareza.
obscuridade e distinção.
distinção e clareza.
clareza e indistinção.


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A correspondência entre a subjetividade cognitiva do intelecto humano e os fatos, eventos e seres da realidade objetiva é denominada:
Conhecimento.
Prova.
Casualidade.
Verdade.
Dedução.
O filósofo brasileiro Newton da Costa concebeu a sua teoria da quase-verdade influenciado pela dinâmica do pensamento científico, defendendo que teorias científicas não contêm conteúdos que dissertem sobre a realidade.
Certo
Errado
As teorias da verdade enquanto correspondência procuram evitar qualquer relação com a realidade.
Certo
Errado
As pessoas que defenderam a aglomeração e andaram sem máscara em locais fechados, em um momento trágico da pandemia no país (que acumulou um total de mais de 660 mil mortes), foram chamadas pelo senso comum de “negacionistas”, por negarem a realidade ou ignorarem as informações e as orientações científicas e médicas de prevenção ao contágio.
Sob o ponto de vista dos fundamentos da filosofia, essas pessoas se afastam da busca da verdade e aprofundam o estado em que se encontram de:
sabedoria
ignorância
compaixão
misericórdia
A noção de que toda verdade é relativa expressa a ideia de que:
toda crença verdadeira é atemporalmente verdadeira
nenhuma crença é atemporalmente verdadeira
toda crença científica é atemporalmente verdadeira
toda crença moral é atemporalmente verdadeira


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As teorias da verdade enquanto coerência repercutiram no idealismo, em filósofos como Fichte, Hegel e Bradley, e dependem profundamente do conceito de contradição.
Certo
Errado
Quem busca uma resposta ao ceticismo terá que enfrentar a questão do critério de verdade: como poderíamos nos certificar da verdade de uma proposição qualquer sobre o mundo? Este é um problema enfrentado, por exemplo, por René Descartes. Para este filósofo,
“a verdade é uma noção tão transcendentalmente clara que é impossível ignorá-la [...] com efeito, existem meios de examinar uma balança antes de usá-la, mas não existiriam meios de apreender o que é a verdade se nós não a conhecêssemos naturalmente.” (DESCARTES, R. Carta a Mersenne de 16 de outubro de 1639. Apud: FORLIN, E. A teoria cartesiana da verdade. São Paulo: Associação Editorial Humanitas; Ijuí: Ed. Unijuí/Fapesp, 2005. pp. 29-30).
Esse conhecimento primeiro sobre a verdade ganha diferentes versões ao longo do processo meditativo de Descartes.
A este respeito considere as seguintes assertivas:
I – Um primeiro critério de verdade utilizado por Descartes em sua meditação é a indubitabilidade. Ou, inversamente, tudo aquilo sobre o qual repousar a menor dúvida será tomado como falso.
II – Na enunciação do Cogito, a certeza que o indivíduo tem sobre sua própria existência desempenha o papel de critério de verdade. A indubitabilidade do Cogito decorre desta certeza absoluta que o indivíduo tem sobre sua própria existência.
III – A partir do Cogito, a certeza do sujeito torna-se critério de verdade para qualquer proposição.
IV – Por fim, Descartes estabelece como regra geral que todas as coisas conhecidas claras e distintamente são verdadeiras.
Assinale a alternativa que contenha unicamente as assertivas verdadeiras:
I, II e III.
I, II e IV.
I, III e IV.
II, III e IV.
Wittgenstein, no seu Tractatus Logico-Philosophicus, defende uma teoria pragmática da verdade, ao argumentar que um enunciado será verdadeiro se existir o estado de coisas descrito por ele.
Certo
Errado
Para Leibniz seria necessário distinguir dois tipos de verdades: “verdades da razão” e “verdades de fato”. Considerando tal premissa, analise as afirmativas a seguir.
I. As verdades de fato dependem da experiência, das sensações, da percepções e da memória.
II. As verdades da razão enunciam que uma coisa é necessariamente e universalmente.
III. Pela condição da natureza humana, cujos sentidos são falhos, é impossível alcançar as verdades de fato.
IV. Toda verdade, seja ela de razão ou de fato, é objetiva e constitui cópia ilusória da realidade imanente.
Está correto o que se afirma apenas em
I e II.
I e IV.
II e III.
III e IV.
No filme Matrix, de 1999, o protagonista Neo descobre que aquilo que ele pensava ser a realidade é, na verdade, uma sofisticada simulação de computador cujo propósito é aprisionar as mentes dos seres humanos. Após alguns percalços, sob a orientação do personagem Morpheus, Neo é retirado do domínio das máquinas e passa a experienciar o mundo real.
Considerando-se essas informações, é correto afirmar que a referida obra, ao tratar da oposição entre o que é e o que equivocadamente se julga ser a realidade, aborda o dualismo filosófico entre
liberdade e necessidade.
ser e essência.
imanência e transcendência.
forma e substância.
ser e aparência.


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Protágoras afirma que o homem é a medida de todas as coisas. Essa afirmação significa que:
toda verdade é absoluta
o bem e o mal são valores absolutos
nenhuma verdade é absoluta
o bem e o mal são imutáveis
O que nós vemos das coisas são as coisas
O que nós vemos das coisas são as coisas.
Porque veríamos nós uma coisa se houvesse outra?
Porque é que ver e ouvir seria iludirmo-nos
Se ver e ouvir são ver e ouvir?
O essencial é saber ver,
Saber ver sem estar a pensar,
Saber ver quando se vê,
E nem pensar quando se vê,
Nem ver quando se pensa.
Mas isso (triste de nós que trazemos a alma vestida!),
Isso exige um estudo profundo,
Uma aprendizagem de desaprender
E uma sequestração na liberdade daquele convento
De que os poetas dizem que as estrelas são as freiras
eternas
E as flores as penitentes convictas de um só dia,
Mas onde afinal as estrelas não são senão estrelas
Nem as flores senão flores,
Sendo por isso que lhes chamamos estrelas e flores.
(PESSOA, Fernando. Poesia Completa de Alberto Caeiro. São Paulo: Companhia das Letras. 2005. P. 49.)
O que podemos conhecer? Somos capazes de conhecer a verdade? É possível ao sujeito apreender o objeto? Tantas questões... As diversas discussões sobre o conhecimento fizeram surgir duas correntes antagônicas de pensamento – Ceticismo e Dogmatismo, que defendem, respectivamente:
A preponderância da fé e a falibilidade da razão.
A incongruência e a exatidão da capacidade humana.
A finitude do ser e a infinitude do conhecimento sensível.
A impossibilidade ou a possibilidade de conhecer a verdade.
Do ponto de vista filosófico, a correspondência entre a subjetividade cognitiva do intelecto humano e os fatos, eventos e seres da realidade cognitiva é denominada:
Lógica.
Vontade.
Pensamento.
Experiência.
Verdade.
Ao divulgar na rede social uma informação que o transmissor sabe ser um “fake news”, essa pessoa está tendo conduta que se opõe a um dos principais fundamentos da filosofia que é a busca racional da:
irreflexão
verdade
barbaridade
obstinação
O estado de ignorância se mantém em nós à medida que esta aparece como não problemática, enquanto não duvidamos de nossas crenças e ideias sobre as coisas. A incerteza sobre algo é a descoberta da ignorância e nos faz ter o desejo de superá-la com a busca da verdade A verdade configura um valor para a Filosofia. Diante do exposto, assinale a alternativa correta:
A busca da verdade no contexto de atitude filosófica é a busca por readquirir uma certeza para poder sair da situação de decepção, incerteza e insegurança.
No mundo contemporâneo com as novas tecnologias de informação e comunicação, não é difícil buscar a verdade.
O desejo de verdade não aparece nas crianças porque as elas vivem em um mundo de sonhos e ilusão.
A verdade pode nascer, além da dúvida e da incerteza, da ação consciente contra os preconceitos, ideias e opiniões estabelecidas e crenças que paralisam a capacidade de pensar e agir com liberdade.