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O método dedutivo é o mais fundamental para aquisição do conhecimento veraz no racionalismo de Descartes.
Certo
Errado
No processo de fundamentação do conhecimento, Descartes busca um princípio absolutamente indubitável, chegando à célebre formulação do cogito, ergo sum (“penso, logo existo”). Sobre essa ideia, assinale a alternativa correta.
O cogito é a primeira certeza indubitável alcançada por Descartes após a aplicação da dúvida metódica.
A conclusão “penso, logo existo” depende da veracidade dos sentidos, que garantem a realidade da existência do eu pensante.
A certeza do cogito decorre de um raciocínio probabilístico, pois Descartes admite que pode estar enganado sobre sua própria existência.
A formulação do cogito é baseada na tradição aristotélica, que sustenta que todo conhecimento deve partir da experiência sensível.
Descartes conclui que a única certeza possível é a existência do mundo externo, já que as ideias inatas são insuficientes para fundamentar o conhecimento.
É fato que utilizamos a tecnologia, o recurso virtual, a IA, entre tantas outras ferramentas para facilitar nossa vida. Esse não é um problema! A questão é: qual a consequência sobre o uso dessas tecnologias para o ser humano?
Girotti, Marcio Tadeu. Todo virtual é real e todo real é virtual: a virtualidade do real e a complexidade do existir pensando. Revista Contemplação, v. 32, p.1-20, 2023. Disponível em: https://revista.fajopa.com/index.php/contemplacao/article/view/385/421. Acesso em: 2 abr. 2025.
A partir do questionamento acima, podemos compreender que:
I – A partir do Cogito cartesiano, “Penso, logo existo”, utilizar a IA, como o ChatGPT, é deixar de existir.
II – Estamos deixando de existir porque estamos deixando de pensar, quando usamos recursos da IA.
III – A tecnologia não nos leva a pensar, mas sim nos dá o conforto da informação pronta e de acesso rápido.
IV – Os recursos da IA aprimoram nossa forma de pensar e endossa o Cogito cartesiano “Penso, logo existo”.
É correto o que se afirma em:
I, II, III e IV.
I, II, III, apenas.
I, III e IV, apenas.
I e II, apenas.
III e IV, apenas.
Kant defende, assim como Descartes, um “eu penso, logo existo” (o Cogito), justamente no que chama de “eu penso”, tema da sua primeira crítica.
Certo
Errado
A Escola de Port-Royal foi um importante núcleo gerador de novos conhecimentos no início da Idade Moderna europeia, de modo que seus estudos e esforços intelectuais resultaram em duas obras de grande importância: a “Gramática de Port-Royal” e a “Lógica de Port-Royal”. O desenvolvimento das ideias dessa escola, em especial as apresentadas na “Gramática de Port-Royal”, deve, em muito, à filosofia de:
Francis Bacon.
Giordano Bruno.
Galileu Galilei.
René Descartes.
John Locke.


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O método cartesiano propõe uma estratégia rigorosa para alcançar certezas absolutas e construir o conhecimento de forma segura. Considerando as características desse método, assinale a alternativa correta.
O método cartesiano adota uma abordagem dedutiva que parte de axiomas fundamentais, com o objetivo de construir todo o conhecimento a partir de verdades previamente estabelecidas, sem recorrer à experiência sensível.
Descartes considera que a dúvida metódica, que nega até a realidade do mundo externo, deve ser abandonada assim que a certeza do cogito é alcançada, sendo a base para a confirmação das ideias sensíveis.
O método cartesiano é estritamente empírico, baseando-se em observações concretas e experimentação para formular verdades gerais que possam ser aplicadas universalmente.
A dúvida metódica no processo cartesiano é utilizada para testar a veracidade de todas as crenças, sendo a própria existência do Deus perfeito a única coisa que Descartes considera absolutamente indubitável.
O método cartesiano distingue entre as ideias inatas, que são dadas pela razão, e as ideias adquiridas, que podem ser justificadas apenas pela experiência sensível, buscando sempre um equilíbrio entre razão e empirismo.
Leia o excerto a seguir para responder à questão.
“(...) Toda a filosofia é como uma árvore, cujas raízes são formadas pela metafísica, o tronco pela física e os ramos que saem deste tronco constituem todas as outras ciências que, ao cabo, se reduzem a três principais: a medicina, a mecânica e a moral”
Fonte: (DESCARTES, R. Princípios da Filosofia. Lisboa: Guimarães Editores, 1989. p.42. Adaptado).
Sobre a Árvore do Conhecimento ou Árvore da Filosofia, de Descartes, podemos afirmar que
apresenta todo o corpus do conhecimento humano como uma unidade sistemática.
representa difusão e diluição do conhecimento, típica do “paradigma cartesiano”.
deixa de situar a matemática em quaisquer de suas partes, mostrando que este filósofo fazia pouco caso dessa ciência.
estabelece que a medicina é a mais alta das sabedorias por representar a área do conhecimento que nos propicia os frutos mais importantes.
situa a mecânica, isto é, o estudo do movimento dos corpos, como a mais importante das ciências por permitir um saber preciso sobre o mundo e o universo.
Aproximando-me ainda mais de mim mesmo e, investigando quais são os meus erros – somente eles denunciam uma imperfeição em mim, – percebo que dependem do concurso simultâneo de duas causas, a saber, da faculdade de conhecer que está em mim e da faculdade de escolher ou liberdade do arbítrio, isto é, do intelecto e, ao mesmo tempo, da vontade. Pois, pelo intelecto sozinho não afirmo, nem nego coisa alguma, mas apenas percebo as ideias a respeito das quais posso fazer um juízo, e nenhum erro, propriamente dito, ocorre no intelecto, considerado assim precisamente.
(René Descartes. Meditações sobre a Filosofia Primeira, 2004. Adaptado) No trecho da Quarta Meditação,
Descartes examina a origem do erro. Segundo seu argumento, o erro decorreria de
falha inevitável dos sentidos, cuja correção dispensa o exame racional.
limitação essencial da mente finita, que torna o engano necessário e irremediável.
imperfeição do criador, que introduz no espírito uma tendência natural à falsidade.
excesso de imaginação, suficiente para autorizar julgamentos sem critérios cognitivos.
escolhas livres em conformidade à vontade, mas não ao intelecto.
Sobre as regras do método, tal afirmar o seguinte: como apresentadas por Descartes no Discurso do Método, podemos
I - o primeiro momento é aquele que afirma com cautela a necessária evidência de algum conhecimento como o elemento da verdade, evitando precipitações.
II - o segundo momento, segundo o qual, para conhecer algo, é necessário compartimentalizar as dificuldades em tantas partes necessárias e possíveis.
III - conduzir o pensamento a partir dos objetos mais complexos, passando depois para os mais simples.
IV - enumerar de modo simples, todas as partes, até o momento da certeza que nada foi omitido, já que a evidência não requer revisões gerais.
Assinale a alternativa que contenha APENAS as afirmações corretas.
I e II.
II e III.
III e IV.
I e III.
II e IV.
A formulação do cogito, ergo sum em Descartes representa um marco na fundamentação do conhecimento, estabelecendo um ponto de certeza indubitável após a aplicação da dúvida metódica. Em relação a essa fundamentação, assinale a alternativa correta.
O cogito é uma inferência silogística, na qual a premissa “penso” leva logicamente à conclusão “sou”, seguindo os princípios do raciocínio dedutivo tradicional.
A afirmação “penso, logo existo” depende da veracidade divina para se sustentar como um princípio absoluto, uma vez que Deus não permitiria que Descartes fosse enganado sobre sua própria existência.
A certeza do cogito deriva da evidência intuitiva da própria existência do sujeito pensante, sendo anterior e independente de qualquer estrutura argumentativa mediada.
O cogito é uma verdade contingente, pois sua validade depende das circunstâncias psicológicas do sujeito e da possibilidade de que o pensamento cesse em algum momento.
A fundamentação cartesiana do cogito recorre à experiência sensível como critério último de certeza, garantindo que a existência do eu pensante seja confirmada empiricamente.


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Em sua trajetória argumentativa, que começa com a demonstração da existência da res cogitans para depois chegar à res extensa, René Descartes utiliza uma série de recursos para encadear razões, o que acaba por configurar uma explicação sistêmica da realidade, tendo como base o sujeito que pensa. Um dos recursos cartesianos é o apelo à figura de Deus, entendido como um:
Ser perfeito e que sempre intervém na vida humana para o melhor, de modo a propiciar o progresso histórico.
Ser que não se configura em causa eficiente da realidade, mas tão somente em um primeiro motor imóvel.
Ser todo-poderoso que interfere sistematicamente em nosso processo de conhecimento de tal forma que não possamos ter certeza de nada.
Ser destituído do atributo da perfeição e que, assim como os mortais, é portador de sentimentos mundanos como o ciúme e a inveja.
Não ser, porque o pensamento cartesiano inaugura a Modernidade por meio de seu ateísmo filosófico.
Após a leitura do enunciado apresentado a seguir, identifique a afirmação correta:
A história humana mistura-se a busca pela verdade. Nos mais diversos tempos e por inúmeros meios se defendeu possuí-la. Essa busca também foi a de Descartes (1596-1650), através da constituição de um método.
(Revista Teias, RENÉ DESCARTES: sua contribuição para a ciência moderna e o impacto das suas ideias na educação; 2022, 343/345)
I. É possível perceber a contribuição de Descartes na fundamentação do sistema científico moderno e o impacto de suas ideias na educação
II. Descartes não se dedicou a tecer reflexões diretas para o sistema escolar, contudo, apregoam ao seu método a base para do fragmentação do conhecimento e do ensino, mas foi verificado que em sua teoria e método não há fundamento para a separação das partes sem que haja também a junção dessas partes ao todo, concluindo-se, portanto, que a fragmentação da ciência e do ensino não tem fundamento direto no método cartesiano
III. Para Descartes, o conhecimento deve ser produzido a partir da minuciosa investigação do objeto que está sendo estudado. Aqui é importante destacar que essa ideia traz as características da compreensão do modo de se chegar à verdade proposto por Parmênides no diálogo com a deusa, partindo do princípio da razão e examinando as coisas.
IV. A concepção metodológica de Descartes consiste no desejo de estabelecer um método que seja capaz de ser aplicado em todas as ciências e que possibilite, em primeiro lugar, a ele próprio, e aos demais, alcançara verdade, desfazendo-se, inclusive, de tudo aquilo que outrora fora dado como verdade pelo sistema vigente, mas que, na sua concepção, não se sustentava.
A alternativa correta é:
As assertivas I, II, III e IV estão corretas.
Apenas as assertivas I e II estão corretas.
Apenas a assertiva III está correta.
Apenas as assertivas I e IV estão corretas.
Tomando como base o texto que segue, assinale a opção correta no que tange ao pensamento filosófico de René Descartes:
Se, como diz Descartes no início do Discurso do método, o bom-senso, i.e., a racionalidade é natural ao homem, sendo compartilhada por todos, o que explica a possibilidade e a ocorrência do erro, do engano, da falsidade?
(MARCONDES, D. Iniciação à História da Filosofia. p. 181, Rio de Janeiro: Zahar, 2015, 13a. ed.)
Os erros humanos são resultado da influência nefasta dos sentidos, que enganam a mente.
Descartes negava a existência de erros humanos, considerando que a razão inata é infalível.
Descartes atribuía os erros à incapacidade da razão inata em compreender questões complexas.
Os erros eram vistos como falhas na educação formal, não relacionadas à razão inata.
“Todavia, logo depois, percebi que, enquanto, desse modo eu queria pensar que tudo fosse falso, era preciso necessariamente que eu, que pensava isso, fosse alguma coisa. E, notando que esta verdade: eu penso, logo existo, era tão firme e tão segura que todas as mais extravagantes suposições dos céticos não eram capazes de abalá-la, julguei que podia aceitá-la sem escrúpulo como o princípio da filosofia que eu procurava”
Fonte: Descartes. Discurso sobre o método. In: Reali, G. & Antiseri, D. História da Filosofia – Do Humanismo a Descartes. Volume 3. São Paulo: Paulus, 2023.
Descartes, considerado por muitos como o fundador da filosofia moderna, é tema recorrente nas aulas de Filosofia do Ensino Médio. Para nós, professores de Filosofia, é praticamente impossível deixar os alunos sem conhecer elementos fundamentais da obra do pensador francês. Assinale a alternativa que NÃO apresenta incorreções sobre a Filosofia Cartesiana:
O Cogito ergo sum cartesiano é o princípio primeiro da nova filosofia, pois é do ato de duvidar, do ato de pensar, que se compreende do modo mais claro e mais distinto que se eu sou, eu existo.
A primeira regra do método cartesiano se baseia na preservação firme e resoluta em abandonar as opiniões e seguir pragmaticamente no exame analítico dos axiomas, para, assim, nos próximos passos, realizar a síntese.
A alma cartesiana é o movimento, o fantasma da máquina, a própria vida do ser humano, a res cogitans que habita o corpo – res extensa.
Para Descartes, existem três modelos ou tipos de ideias: As ideias inatas, as ideias adventícias e as ideias factícias. Sendo as ideias inatas aquelas que nascem com o homem; as ideias adventícias aquelas criadas pelo homem; e as ideias factícias aquelas provenientes dos órgãos dos sentidos.
O fundamento último da Metafísica de Descartes é Deus. Deus concentra em sua res todas as ideias, mesmo as adventícias e factícias, pois o Divino concentra, em si, a totalidade de todas as afeições.
O filósofo René Descartes é conhecido por sua frase célebre "Penso, logo existo". Essa afirmação reflete sua ênfase no seguinte aspecto da filosofia:
Racionalismo
Idealismo
Empirismo
Existencialismo


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"Por não concebermos que o corpo pense de alguma forma, temos razão de crer que toda espécie de pensamento em nós existente pertence à alma; e, por não duvidarmos de que haja corpos inanimados que podem mover-se de tantas diversas maneiras que as nossas, ou mais do que elas, e que possuem tanto ou mais calor (...) devemos crer que todo o calor e todos os movimentos em nós existentes, na medida em que não dependem do pensamento, pertencem apenas ao corpo”.
(DESCARTES, R. As Paixões da Alma. São Paulo: Martins Fontes, 2005, p.228).
Com essa afirmação, René Descartes expressa sua visão no que diz respeito à divisão entre alma e corpo. Com relação a tal ponto, pode-se afirmar que:
I Descartes, embora afirmasse a separação entre alma e corpo, acreditava que a alma está sujeita às mesmas leis físicas que governam o corpo.
Il.Para o filósofo, a glândula pineal seria o ponto de união entre alma e corpo.
lll.Descartes afirmava que a alma é mais fácil de conhecer do que o corpo.
IV. A alma não ocupa espaço nem é divisível como o são os corpos materiais.
É correto o que se afirma em:
l e Il, apenas.
Ill e IV, apenas.
|, apenas.
Il, Ill e IV, apenas.
I, II, III e IV.
Dentre as alternativas abaixo, qual Descartes NÃO enquadrava como ato de pensar?
Sonhar.
Compreender.
Refletir.
Olhar.
"Dou-me conta de que, enquanto quero duvidar da verdade de todas as coisas, não posso, ao mesmo tempo, duvidar de mim mesmo, que duvido; ou, em outras palavras, que eu penso. Pois, se eu duvido, é claro que sou, e que existe em mim algo que pensa. Mas que sou eu, ou que substância sou eu, que assim penso? Isso ainda não sei, e o que agora afirmo é apenas que sou uma coisa que pensa ou uma substância cuja essência é pensar."
Assinale a alternativa que apresenta o objetivo da dúvida metódica de Descartes.
Verificar se a dúvida é possível.
Eliminar todas as ideias falsas.
Encontrar um conhecimento indubitável.
Provar a existência de Deus.
Fundamentar a moral com base no conhecimento dubitável.
Assinale a seguinte obra filosófica que é conhecida por discutir temas como a justiça, o papel do indivíduo na sociedade e a natureza da alma.
"A República", de Platão
"Ética a Nicômaco", de Aristóteles
"Meditações", de Descartes
"Crítica da Razão Pura", de Kant
René Descartes (1596-1650) é considerado o “pai da filosofia moderna” por estabelecer as bases da discussão filosófica posterior e colocar em xeque os pressupostos do conhecimento filosófico produzido até então. Considerando a Filosofia de Descartes, assinale a alternativa CORRETA.
Descartes elege a consciência humana como ponto de partida de todo o conhecimento produzido, sendo esse conhecimento validado por meio da experiência.
Para Descartes, não há necessidade de estabelecer um método válido, basta que a consciência dos sujeitos valide as ideias produzidas.
É no conhecimento matemático que Descartes busca encontrar a forma mais pura de conhecimento, havendo nele uma ordem e medida que permite aos sujeitos chegar à verdade indubitável.
Segundo o pensamento cartesiano, a dúvida metódica é a consequência de uma análise empírica do conhecimento produzido pelos sujeitos.
O método cartesiano é composto por quatro etapas: Evidência, Análise, Síntese e Enumeração.