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Francis Bacon, embora não tenha sido ele próprio um cientista, desenvolveu reflexões de impacto central para o debate em torno do método científico. Em sua obra “Novum organum” Bacon defende um tipo de metodologia que se caracteriza por:
Defender Aristóteles ao propor uma ciência dedutiva.
Propor uma ciência experimental com base no método indutivo.
Criticar a ciência aristotélica, mas manter o método dedutivo no centro de sua proposta.
Propor o método indutivo tendo como base os silogismos da lógica aristotélica.
Representar a continuidade da herança escolástica medieval.
A Escola de Port-Royal foi um importante núcleo gerador de novos conhecimentos no início da Idade Moderna europeia, de modo que seus estudos e esforços intelectuais resultaram em duas obras de grande importância: a “Gramática de Port-Royal” e a “Lógica de Port-Royal”. O desenvolvimento das ideias dessa escola, em especial as apresentadas na “Gramática de Port-Royal”, deve, em muito, à filosofia de:
Francis Bacon.
Giordano Bruno.
Galileu Galilei.
René Descartes.
John Locke.
“Na obra Novum organum, o termo ‘órgão’ é entendido como instrumento do pensamento. Assim, (o autor) critica a lógica aristotélica, por considerar a dedução inadequada para o progresso da ciência. A ela opõe o estudo pormenorizado da indução, como método mais eficiente de descoberta, insistindo na necessidade da experiência e da investigação de acordo com métodos precisos” (Aranha; Martins, 2016, p. 125). O excerto apresentado refere-se à obra e ao pensamento de:
Francis Bacon.
John Locke.
David Hume.
George Berkeley.
Edmund Burke.
“Nem a mão nua, nem o intelecto abandonado a si mesmo têm poder. Os resultados são alcançados com instrumentos e com auxílios e destes tem necessidade não menos o intelecto do que a mão. Como os instrumentos ampliam e regem o movimento da mão, também os instrumentos da mente guiam ou mantêm o intelecto”
Fonte: Francis Bacon. Novum Organum. In: Reali, G. & Antiseri, D. História da Filosofia – Do Humanismo a Descartes. Volume 3. São Paulo: Paulus, 2023.
Sobre as teorias do filósofo inglês, da era industrial, Francis Bacon, é CORRETO afirmar:
Bacon é um empirista clássico, tanto que acreditava no método demonstrativo. Nesse método baconiamo existiam duas partes, uma na dedução racional e radical por eliminação, outra na derivação por meio de técnicas experimentais.
Bacon não é um empirista clássico, tanto que acreditava no método demonstrativo. Para ele, existiam ídolos que deviam ser refutados. Eram eles: os ídolos de presença; ídolos de ausência e os ídolos dos graus.
Bacon rejeita o método indutivo tradicional aristotélico criando um modelo experimental baseado no dedutivismo por eliminação – o experimentum medianus.
Os dois procedimentos baconianos para se conhecer as formas da natureza são: extrair os axiomas da experiência; derivar experimentos novos dos axiomas.
O ponto inicial da Filosofia da Ciência, para Bacon, é Cognoscitivo e Operativo; já o ponto final, é a transformação social em uma perspectiva positiva de progresso.
A tendência filosófica empirista surge entre os séculos XVII e XVIII na Inglaterra. Um dos principais expoentes dessa escola filosófica é o inglês Francis Bacon (1561-1626). Crítico da Filosofia Medieval, Bacon tentou estabelecer “indicações verdadeiras acerca da interpretação da natureza”. Para tanto, Bacon inicia sua discussão filosófica debatendo sobre as noções falsas e preconceituosas, as quais denominou de ídolos. Considerando o pensamento de Francis Bacon, analise as afirmações abaixo:
I – Os Ídolos da tribo surgem de noções falsas relacionados à própria natureza humana, ou seja, os preconceitos que circulam no próprio cotidiano da tribo dos seres humanos e que tomamos como verdades dadas.
II – Já os Ídolos da caverna derivam do sujeito de forma individual, sendo que, para Bacon, cada pessoa tem uma caverna própria, na qual, por diversas razões, em certos momentos acaba impedida de que a luz da natureza entre.
III – Os Ídolos do mercado são aqueles que derivam da relação social e econômica que se estabelece entre os sujeitos por meio da linguagem e em diversas situações acabam perturbando e confundido a realidade e os próprios sujeitos.
IV – Os Ídolos do teatro surgem das diversas doutrinas filosóficas que se misturam e se confundem com a teologia e com os pensamentos mágicos.
Assinale a alternativa que contenha todas as afirmações CORRETAS.
I e IV.
I, II e III.
II e IV.
I e II.
I, II, III e IV.


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Uma doutrina filosófica é capaz de se impor, ganhando força de crença e peso de verdadeiro preconceito sobre as mentes, caso não seja questionada e posta em movimento. Torna-se, assim, uma espécie de fábula que faz obstáculo às capacidades intelectuais e à instalação de uma mentalidade científica.
O trecho acima descreve o que Francis Bacon chamou de ídolos
do teatro.
do templo.
da tribo.
do fórum.
da caverna.
Francis Bacon foi considerado um filósofo empirista. Uma de suas preocupações foi a de livrar o espírito dos ídolos, que impedem o conhecimento da verdade.
Certo
Errado
Francis Bacon, figura central da Revolução Científica, preconizou a necessidade de uma reforma do intelecto, que teria como condição a crítica e a demolição do que chamou de ídolos, isto é, verdades cristalizadas que funcionam como obstáculos ao pensamento.
Segundo Bacon, os erros derivados das distorções exercidas pela sensibilidade humana foram denominados
ídolos da caverna.
ídolos do mercado.
ídolos do foro.
ídolos do teatro.
ídolos da tribo.
Francis Bacon é considerado, juntamente com Descartes, um dos iniciadores do pensamento moderno, por sua defesa do método experimental contra a ciência teórica e especulativa clássica, por sua rejeição da escolástica, bem como por sua concepção de um pensamento crítico e do progresso da ciência e da técnica. Embora não tenha sido um cientista, Bacon teve grande influência enquanto defensor de uma determinada concepção de método científico que valoriza a experiência e a experimentação. A Royal Society considerou-o um de seus inspiradores, e Kant dedicou-lhe a Crítica da razão pura.
(Danilo Marcondes. Iniciação à história da Filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein, 2010. Adaptado)
O método desenvolvido por Bacon e a Crítica kantiana mencionada convergem ao chamar a atenção para a constatação
do objetivo da razão de dominar a natureza.
de limites nas operações adequadas para o conhecimento.
da superioridade das sensações na descoberta de verdades.
da importância de investigar a existência de Deus.
de questionamentos na elaboração de experiências.
Francis Bacon foi considerado um filósofo inatista por enunciar que “saber é poder”.
Certo
Errado


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Francis Bacon, assim como Aristóteles, propôs que o raciocínio abdutivo deve ser empregado no campo científico, pois, por meio dele, se elimina a incerteza e a probabilidade do erro.
Certo
Errado
René Descartes, assim como Platão, defendeu que o verdadeiro conhecimento somente pode ser alcançado pela razão. Assim, as pessoas são direcionadas pela luz natural, ao conhecimento do mundo inteligível, onde estão as verdadeiras essências.
Certo
Errado
Ciência e poder do homem coincidem, uma vez que, sendo a causa ignorada, frusta-se o efeito. Pois a natureza não se vence, se não quando se lhe obedece. E o que à contemplação apresenta-se como causa é regra na prática.
(Bacon, 1997, p. 33.)
O filósofo Francis Bacon, também político e escritor inglês que viveu durante o início do século XVII, acreditava que a ciência poderia proporcionar às pessoas uma melhor qualidade de vida. Como Galileu, ele desejava que os cientistas se livrassem da ignorância e dos preconceitos do passado e que realizassem novas descobertas. Dentre suas teorias, podemos destacar:
A demonstração de que observação e experimentos, juntamente com as teorias advindas dos mestres precursores, garantam a compreensão do mundo num viés epistemológico correto.
O distanciamento da visão aristotélica da ciência como pura contemplação – como um saber em si mesmo. Ele buscou a ciência baseado no fazer (as obras) em vez de no falar (a retórica).
A afirmação de que os cientistas deveriam realizar experiências com o intuito de alcançar novas descobertas, mas não deveriam se desligar da verdade implícita, que não pode ser medida e nem comprovada materialmente.
A defesa de um método científico próprio e peculiar que envolvia a exposição de muitas hipóteses, mesmo que não comprovadas, mas com alguma possibilidade de acerto e que, independente do resultado, gerava conclusões fidedignas.
Uma das ideias mais caras à concepção moderna de ciência pode ser encontrada no dito latino "natura non nisi parendo vincitur" ou seja "só se vence a natureza obedecendo a ela". Essa noção se harmoniza de modo muito estreito com a perspectiva de Francis Bacon de que "saber é poder". Deste modo, acerca da relação entre essas ideias supracitadas e da contribuição de Francis Bacon para a noção moderna de conhecimento científico, é correto afirmar:
Há uma clara dissociação entre o saber teórico da episteme e o saber prático da techné, como indica a visão clássica de ciência.
Há uma aproximação entre o conhecimento científico moderno e o conhecimento da magia renascentista, especialmente em seu caráter privado e esotérico.
Há uma aproximação clara entre o conhecimento científico moderno e as disputas teológico metafísicas da escolástica cristã.
Há uma ruptura com o materialismo e o empirismo devido a ênfase na busca de um método científico silogístico-dedutivo.
Há uma ligação estreita entre os aspectos práticos do conhecimento técnico com o conhecimento científico em uma visão instrumental de ciência.
Resta-nos um único e simples método para alcançar os nossos intentos; levar os homens aos próprios fatos particulares e às suas séries e ordens, a fim de que eles, por si mesmos, se sintam obrigados a renunciar às suas noções e comecem a habituar-se ao trato direto das coisas.
-
BACON, F. Novum organum, I, afor. XXXVI, com adaptações.
-
Em conformidade com a mencionada citação, assinale a alternativa que apresenta o projeto filosófico de Francis Bacon.
Apesar de Francis Bacon ter descoberto novas leis e ter elaborado teorias próprias no campo da ciência, ele não se ocupou com um método que desse conta do conhecimento.
Francis Bacon, em seu empreendimento filosófico, não se preocupou com as noções falsas que impediam a produção de um conhecimento útil.
Além de Francis Bacon defender a ideia de que o avanço da ciência se daria por meio de um grande número de experiências ordenadas, ele propôs a indução como método de investigação da natureza.
Assim como Aristóteles, Francis Bacon adotou o método dedutivo, uma vez que propôs a observação, a enumeração e o acompanhamento dos fenômenos em investigação.
Diferentemente de Aristóteles, Francis Bacon não formulou uma tábua de investigação para que a observação ocorresse de modo ordenado, e não se ocupou com a vida prática, mas propôs um processo de eliminação para separar os fenômenos da observação daquilo que não fazia parte da orientação investigativa.


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Roger Bacon foi um precursor do movimento empirista do século XVII, ao criticar o método dedutivo no empreendimento científico em favorecimento da indução.
Certo
Errado
Assinale a alternativa correspondente às duas correntes, também consideradas paradigmas, que apontam o trajeto correto na concepção da verdade científica segundo Francis Bacon e René Descartes.
Método indutivo (observação do fenômeno) e método hipotético-dedutivo (ignora a razão para chegar ao conhecimento específico).
Método oportuno (observação do fenômeno) e método hipotético-dedutivo (inicia na razão para chegar ao conhecimento específico).
Método oportuno (observação do fenômeno) e método dedutivo racional (inicia na razão para chegar ao conhecimento específico).
Método longitudinal (observação do fenômeno) e método hipotético-dedutivo (inicia na razão para chegar ao conhecimento específico).
Método indutivo (observação do fenômeno) e método hipotético-dedutivo (inicia na razão para chegar ao conhecimento específico).
Leia o trecho de uma entrevista com a ativista sueca Greta Thunberg.
Greta Thunberg: a Terra é um sistema muito complexo. Quando removemos algo, o sistema fica em desequilíbrio, e isso impacta aspectos que vão além da nossa compreensão. E isso vale para a igualdade também. Os seres humanos fazem parte da natureza, e se não estamos bem, então a natureza não está bem, porque nós somos a natureza.
(www.nationalgeographicbrasil.com.
“Greta Thunberg reflete sobre viver em meio a múltiplas
crises em uma ‘sociedade da pós-verdade’”, 30.11.2020.)
Esse trecho da entrevista revela que Greta Thunberg manifesta uma visão diferente da teoria do filósofo empirista britânico Francis Bacon (1561-1626) sobre a natureza, já que para ele
deve haver a dissociação entre a natureza e os humanos, pois estes não podem ser equiparados à extrema importância daquela.
inexiste a concepção de natureza a partir da revolução científica que fundiu humanos e o meio em que vivem.
a humanidade tem plena capacidade de compreender a natureza a partir dos métodos racionalistas e dedutivos de pesquisa.
a natureza deve estar a serviço do homem e ser dominada por ele, por isso não faria sentido que o mundo existisse sem os humanos.
os humanos devem entender a natureza de forma mística e, assim, acatar suas manifestações sem alterá-las.
Dentre as contribuições de Francis Bacon, está sua teoria dos ídolos, cuja primeira função é a de tornar os homens conscientes das falsas noções que obscurecem sua mente e barram o caminho para a verdade. Sobre o tema, assinale a alternativa correta.
Os gêneros de ídolos que assediam a mente são cinco: ídolos da tribo, ídolos da cidade, ídolos da caverna, ídolos do foro e ídolos do teatro.
Os ídolos da tribo são fundados sobre a própria natureza humana e dependentes do fato de que o intelecto humano mistura sempre a própria natureza com a das coisas, deformando-a e transfigurando-a.
Os ídolos do caverna são os que penetram na alma humana por obra das diversas doutrinas filosóficas e das péssimas regras de demonstração.
Os ídolos do teatro são dependentes dos contatos recíprocos do gênero humano, que se insinuam no intelecto por via das combinações impróprias das palavras e dos homens.
Os ídolos do foro são os que derivam do indivíduo singular e, precisamente, da natureza específica da alma e do corpo do indivíduo singular.
Francis Bacon é considerado um dos fundadores do método indutivo de investigação científica
Certo
Errado