Questões de Concurso sobre Os Contratualistas (Hobbes, Locke e Rousseau)

 
 
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A ideia apresentada por John Locke de que seria legítimo que os súditos pudessem resistir a seu rei tem uma dimensão que a aproxima do pensamento de Platão, especialmente no que diz respeito à figura do “tirano”, caracterizada na República. Sob esse aspecto, para Locke, a tirania é o emprego que o soberano faz de seu poder político a fim de


A

colocar-se além do direito constitucionalmente validado.


B

exercer o uso da força sem a autoridade legítima outorgada pela cidade.


C

obter sua própria vantagem em detrimento do bem comum.


D

contraditar o contrato social que produz sua própria soberania.

Há muita diferença entre a vontade de todos e a vontade geral; esta se refere somente ao interesse comum, enquanto a outra diz respeito ao interesse privado, nada mais sendo que uma soma das vontades particulares. Quando, porém, se retiram dessas mesmas vontades os mais e os menos que se destroem mutuamente, resta, como soma das diferenças, a vontade geral.


(Jean-Jacques Rousseau. Do contrato social ou Princípios do direito político, 2011)


Segundo Rousseau, a distinção entre “vontade de todos” e “vontade geral” implica que a decisão política legítima


A

deve assegurar a preservação integral das vontades privadas, mesmo que entrem em conflito.


B

corresponde sempre à soma dos votos individuais da maioria, qualquer que seja o seu conteúdo.


C

identifica-se com o interesse do grupo mais numeroso, tomado como equivalente ao interesse comum.


D

expressa o interesse comum, resultante da depuração dos interesses particulares que se anulam entre si.


E

realiza-se pela convergência espontânea de preferências individuais, sem necessidade de excluir excessos.

Observe o quadro a seguir:


- Foi um filósofo contratualista;

- A ideia de contrato social parte do pressuposto de que há um estado de natureza;

- O estado de natureza é um estado hipotético em que não há nenhum tipo de intervenção moral, política ou social;

- O fim do estado de natureza se dá com a formação de um contrato ou pacto social;

- Baseia-se no pressuposto de que o estado de natureza humana é bom e a formação do pacto social (tal como foi estabelecido até então) o corrompe.


O quadro caracteriza o seguinte filósofo Moderno:


A

René Descartes.


B

David Hume.


C

Thomas Hobbes.


D

Jean-Jacques Rousseau.


E

John Locke.

De acordo com as concepções de Thomas Hobbes e Jean-Jacques Rousseau sobre o estado de natureza e o contrato social, assinale a alternativa correta.


A

Tanto Hobbes quanto Rousseau concordam que o estado de natureza é um estado de guerra, justificando a criação de um soberano absoluto.


B

Rousseau afirma que o estado de natureza é caracterizado pela guerra de todos contra todos, enquanto Hobbes descreve esse estado como um período de ausência de restrições externas e harmonia.


C

Hobbes considera o contrato social irrevogável, mesmo quando o soberano falha em garantir a segurança dos cidadãos, enquanto Rousseau defende que ele só é válido se respeitar a vontade geral.


D

Em ambas as teorias, o contrato social tem como objetivo principal preservar os direitos de propriedade, que Hobbes e Rousseau consideram inerentes ao estado de natureza.


E

Para Hobbes, o contrato social estabelece um soberano absoluto como garantia de paz e ordem, enquanto, para Rousseau, ele assegura a liberdade coletiva por meio da conformidade à vontade geral.

No Livro I de O Contrato Social, Rousseau afirma que “O homem nasceu livre e por toda parte ele está agrilhoado. Aquele que se crê senhor dos outros não deixa de ser mais escravo que eles. Como se deu essa mudança? Ignoro-o. O que pode legitimá-la? Creio poder resolver esta questão” (ROUSSEAU, J. O Contrato Social. São Paulo: Martins Fontes, 1999. p. 9).


Rousseau defendeu nesse livro que


A

as noções de autoridade absoluta e obediência sem limites são contraditórias, exceto em uma sociedade na qual o povo alienou a sua liberdade.


B

apenas convenções podem ser a base de uma autoridade legítima entre os homens.


C

toda a associação humana está fadada a se tornar tirânica ou vã, pois não é livre o homem que precisa sujeitar-se a alguém além de si mesmo.


D

o homem, com o contrato social, ganha o direito de posse.

O homem selvagem [sic] e o homem policiado diferem de tal modo, tanto no fundo do coração quanto nas suas inclinações, que aquilo que determinaria a felicidade de um reduziria o outro ao desespero. O primeiro só almeja o repouso e a liberdade, só quer viver e permanecer na ociosidade. O cidadão, ao contrário, sempre ativo, cansa-se, agita-se, atormenta-se sem cessar para encontrar ocupações ainda mais trabalhosas.


ROUSSEAU, Jean-Jacques. Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens. São Paulo: Abril, 1973. (Adaptado.)


O trecho acima diz respeito à tese do filósofo a respeito da origem das desigualdades entre os seres humanos.


Segundo Rousseau, a desigualdade social e política é fruto de


A

diferenças naturais entre os indivíduos.


B

convenções humanas na sociedade civil.


C

disposição desigual para o trabalho.


D

traços primitivos persistindo na sociedade.


E

inclinações sensíveis prejudiciais à razão.

A articulação entre a investigação antropológica filosófica e os fundamentos da política moderna expõe tensões entre natureza humana, sociedade e liberdade. Com base nessas relações, assinale a alternativa correta.


A

Para Hobbes, a condição humana natural é guiada por uma razão teleológica voltada ao bem comum, o que justifica a rejeição de qualquer forma de contrato social coercitivo.


B

A antropologia filosófica moderna, ao assumir o sujeito como fundamento da liberdade e da ação histórica, inaugura uma compreensão política centrada na autonomia e na autorreflexão racional como base da legitimidade social.


C

A antropologia de Rousseau elimina a noção de liberdade como atributo humano original, apresentando o homem como dependente natural da ordem social para o exercício moral.


D

A filosofia política de Marx fundamenta-se numa antropologia individualista, centrada na ideia de liberdade liberal como fundamento das relações de produção.


E

Em Foucault, a crítica à antropologia filosófica resulta na revalorização do sujeito soberano, como unidade histórica universal capaz de resistir às estruturas disciplinares do poder.

A ordem social é um direito sagrado que serve de base a todos os outros. Tal direito, no entanto, não se origina da natureza: fundase, portanto, em convenções. Trata-se, pois, de saber que convenções são essas.


ROUSSEAU, J.-J. Do contrato social. São Paulo: Abril, 1973. (Adaptado.)


Rousseau é um dos autores fundamentais do pensamento político moderno. Segundo o filósofo, a ordem social se origina


A

em relações de opressão, nas quais grupos com maiores meios materiais exploram os demais.


B

no direito inato a todos os indivíduos, que cooperam a partir de acordos temporários.


C

na força de um soberano absoluto, que concentra todo o poder para estabelecer a lei.


D

no pacto de submissão a um governante benevolente, que governa em nome da coletividade.


E

em um acordo estabelecido por indivíduos que concordam em submeter-se à vontade geral.

“O primeiro que, tendo cercado um terreno, ousou dizer isto é meu e encontrou pessoas suficientemente simplórias para lhe dar crédito foi o verdadeiro fundador da sociedade civil”.

(Rousseau. Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade humana. São Paulo: Martins Fontes, parte II).


“O texto do Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade, publicado em 1755, é uma resposta à questão formulada em 1753 pela Academia de Dijon, ‘qual a origem da desigualdade entre os homens; ela é resultado da lei natural?’ Tais concursos eram comuns no século XVIII, sobretudo na França e na Alemanha, e, embora o texto de Rousseau não tenha obtido o primeiro lugar, tornou-se um clássico do pensamento político”.


(Marcondes, D. Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Zahar, 1999, p. 95)


Avalie as seguintes afirmações:


I. Rousseau analisa as origens do mal na sociedade por uma crítica da organização social.

II. A natureza humana originalmente é má, e se caracteriza pela falta de liberdade e instinto de sobrevivência.

III. O ‘bom selvagem’ é o instrumento de Rousseau para criticar o homem civilizado.

IV. O instinto de sobrevivência e o sentimento de piedade são próprios da corrupção da natureza humana.


Assinale a alternativa que apresenta APENAS as afirmações corretas.


A

I e II.


B

II e III.


C

III e IV.


D

I e III.


E

II e IV.

No contexto da filosofia política moderna, o contratualismo se destaca como uma teoria que procura explicar a origem e a legitimação do poder político. Nesse sentido, assinale a alternativa correta a respeito dos princípios fundamentais do contratualismo.


A

O contratualismo argumenta que o poder político é justificado pela autoridade divina e não depende de um acordo entre os indivíduos.


B

O contratualismo sustenta que o Estado surge espontaneamente através da evolução das instituições sociais, sem a necessidade de um pacto entre os indivíduos.


C

O contratualismo defende que o poder político legítimo é originado de um contrato social, no qual os indivíduos concordam em ceder parte de sua liberdade em troca de segurança e ordem.


D

O contratualismo vê o poder político como algo derivado da autoridade natural dos governantes, sem que haja necessidade de consentimento dos governados.


E

O contratualismo rejeita a ideia de um acordo entre indivíduos e propõe que o Estado surge exclusivamente devido a necessidades econômicas e sociais.

Após a leitura do enunciado apresentado a seguir, identifique a afirmação INCORRETA:


John Locke (1632 - 1704) foi um médico, filósofo e político inglês considerado um dos pais do empirismo inglês junto com Hume (1711 – 1776) e Berkeley (1685 – 1753) e um dos primeiros teóricos do liberalismo (VÁRNAGY, 2006).


(Ensino e conhecimento: relações a partir da teoria de conhecimento de John Locke; Eliseu Roque do Espírito Santo - Filos. e Educ., Campinas, SP, v.12, n.3, p. 1663-1682, set./dez. 2020 – ISSN 1984-9605).


A

A tese principal do empirismo era que a experiência era a base do conhecimento. A tese se opunha a teoria inatista que afirmava, ao contrário do empirismo, que algumas ideias as trazemos desde o nascimento.


B

Servia como forma de legitimação para a ideologia absolutista, justificada pela crença de que Deus determinara que o rei nascera para ser rei e que os servos nasceram para ser servos. Desconstruir essa visão de mundo no campo das ideias foi a grande tarefa de Locke.


C

A concepção acerca do caráter inato das ideias no homem não tinha desdobramentos teológicos e políticos.


D

A concepção acerca do caráter inato das ideias no homem tinha desdobramentos teológicos e políticos.

No contexto do Liberalismo Clássico, que se consolidou no século XVIII, os princípios fundamentais defendidos por pensadores como John Locke e Adam Smith eram:


A

Controle estatal total sobre a economia e promoção da igualdade social.


B

A concepção de que os direitos naturais dos indivíduos incluem vida, liberdade e propriedade.


C

A defesa da monarquia absolutista como forma ideal de governo.


D

Promoção da igualdade absoluta, com a supressão das diferenças econômicas.

“Na obra Novum organum, o termo ‘órgão’ é entendido como instrumento do pensamento. Assim, (o autor) critica a lógica aristotélica, por considerar a dedução inadequada para o progresso da ciência. A ela opõe o estudo pormenorizado da indução, como método mais eficiente de descoberta, insistindo na necessidade da experiência e da investigação de acordo com métodos precisos” (Aranha; Martins, 2016, p. 125). O excerto apresentado refere-se à obra e ao pensamento de:


A

Francis Bacon.


B

John Locke.


C

David Hume.


D

George Berkeley.


E

Edmund Burke.

Em uma reunião pedagógica, um grupo de professores discute diferentes teorias filosóficas sobre a relação entre o Estado e a liberdade individual. Um dos professores argumenta que, em certos contextos, a centralização do poder é necessária para garantir a ordem e evitar o caos. Outro professor contrapõe dizendo que a separação dos poderes é fundamental para proteger a liberdade e evitar o abuso de autoridade. Um terceiro professor menciona que, para garantir a verdadeira liberdade, é preciso que a sociedade atue de acordo com uma vontade coletiva, enquanto um quarto professor ressalta a importância de garantir os direitos naturais do indivíduo, com o Estado desempenhando um papel limitado. Com base nos pensamentos políticos de Maquiavel, Hobbes, Locke, Rousseau, Kant, Hegel e Marx, assinale a afirmativa que reflete a filosofia de Montesquieu sobre o equilíbrio entre liberdade e poder estatal.


A

Sustenta que o Estado deve centralizar o poder em um soberano absoluto para garantir a ordem e a segurança, pois, sem essa centralização, a sociedade estaria em constante risco de anarquia e caos.


B

Afirma que a verdadeira liberdade só pode ser alcançada quando os indivíduos submetem suas vontades à vontade geral, que expressa o interesse comum, sendo o Estado um reflexo direto dessa vontade.


C

Acredita que a liberdade é garantida pelo respeito aos direitos naturais dos indivíduos, como vida, liberdade e propriedade, e que o Estado deve existir apenas para proteger esses direitos, sem intervir além do necessário.


D

Defende que a liberdade individual só pode ser preservada em um Estado com separação de poderes, onde Executivo, Legislativo e Judiciário atuam de forma independente, impedindo que o poder se concentre em uma única instituição, o que poderia levar ao despotismo.

O filósofo empirista John Locke (1632-1704) buscou em sua obra Ensaio sobre o entendimento humano estabelecer a essência, a origem e o alcance do conhecimento. Sendo um crítico do racionalismo, parte do pressuposto de que o conhecimento verdadeiro deriva da experiência. Tendo no horizonte o pensamento de Locke, assinale a alternativa INCORRETA.


A

Para Locke, a alma é como uma tábula rasa, não havendo sobre ela qualquer impressão, portanto o conhecimento inicia-se com a experiência sensível.


B

Segundo Locke, o processo de conhecimento tem como base a sensação, que aconteceria por meio de estímulos externos, que modificam a mente por meio dos sentidos.


C

Locke distingue as qualidades primárias das secundárias. Enquanto as qualidades primárias variam de sujeito para sujeito, as secundárias são objetivas e existem realmente nas coisas.


D

A reflexão para Locke se processa internamente, sendo a percepção que a alma tem daquilo que nela ocorre.


E

Ao contrário do que pensavam os racionalistas, Locke entende que não conhecemos a essência das coisas, já que as ideias são construídas pelo intelecto de forma a posteriori.

O Ensaio sobre o Intelecto Humano, de John Locke, inaugura um novo Empirismo, denominado de Crítico. Esse modelo de Epistemologia coloca que as ideias sempre derivam apenas da experiência, sendo o limite intransponível de todo o conhecimento possível. Sobre a epistemologia lockiana, é CORRETO afirmar:


A

O foco do exame epistemológico, para Locke, não são os objetos, mas o próprio sujeito. Para ele, não se trata de examinar o emprego do intelecto humano nos âmbitos do conhecimento, mas o próprio intelecto, suas capacidades, suas funções e seus limites.


B

O empirismo lockiano confronta-se radicalmente à perspectiva metafísica cartesiana, todavia a ideia inata de Deus é a única concessão em sua estrutura epistemológica. Locke recorre ao argumento ontológico da existência de Deus.


C

Em Locke, o conhecimento de tudo advém radicalmente das sensações, mesmo o conhecimento da existência de si próprio e de Deus. O Empirismo crítico de Locke é radical, uma vez que só existe consciência provocada pela experiência.


D

As ideias, para Locke, podem ser simples (modos, substâncias e relações) e complexas (de sensação, de reflexão e de sensação e reflexão juntas).


E

Para Locke, todos os conteúdos da mente humana são percepções, ora derivadas (imagens produzidas pela memória a partir das impressões), ora originárias (presentes com maior força – sensações e emoções).

Thomas Hobbes (1588-1679), John Locke e Jean-Jacques Rousseau são considerados contratualistas, já que estabeleceram a existência de um pacto social que define como os sujeitos vivem ao saírem do estado de natureza. Na discussão contratualista, os pensadores buscam estabelecer de que forma acontece a legitimidade do Estado. Considerando o pensamento destes filósofos, analise as afirmações abaixo.

I- Segundo Hobbes, o direito de natureza é a liberdade que cada homem possui de usar seu próprio poder, buscando a preservação da sua própria natureza.

Il- Os indivíduos deixados no seu estado natural, vivendo na insegurança, na angústia, na guerra, são lobos de outros homens, segundo Locke.

Ill - Para Locke, o poder legislativo age como um poder fiduciário, agindo apenas para certos fins, podendo ser removido pelo povo.

IV - Rousseau entende que não é o número de votos que generaliza a vontade, mas, sim, o interesse comum que une os diferentes cidadãos.

V- O pacto social para Rousseau não estabelece entre os cidadãos uma igualdade, pois não exige o mesmo grau de comprometimento de todos os sujeitos.

Estão CORRETAS:


A

Apenas l, ll e V.


B

Apenas l, lll e IV.


C

Apenas Il, lIl e V.


D

Apenas lll eV.


E

I, II, III, IV e V.

No contexto do Empirismo Inglês, especialmente considerando as perspectivas de John Locke e David Hume, identifique a afirmação INCORRETA.


A

Os empiristas valorizam a experiência sensorial como a fonte primária de conhecimento.


B

John Locke argumenta que a mente humana é uma "tábula rasa" no nascimento, sendo moldada pelas impressões sensoriais.


C

O empirismo enfatiza a importância da razão pura como meio de adquirir conhecimento sobre o mundo.


D

David Hume sustenta que todas as nossas ideias derivam da experiência e que não existem ideias inatas.

Ano: 2024
Prova: Instituto Consulplan - SEED PR - Professor - Área: Filosofia - 2024

[...] Por isso, se não já um Estado controlando e reprimindo, fazer a guerra contra os outros é a atitude mais racional que eu posso adotar (é preciso enfatizar esse ponto, para ninguém pensar que o “homem lobo do homem”, em guerra contra todos, é um anormal; suas ações e cálculos são os únicos racionais, no estado de natureza) […] O que Hobbes pede é um exame de consciência: “conhece-te a ti mesmo”. Estamos carregados de preconceitos, acha Hobbes, que vêm basicamente de Aristóteles e da filosofia escolástica medieval. Mas o mito de que o homem é sociável por natureza nos impede de identificar onde está o conflito, e de contê-lo. A política só será uma ciência se soubermos como o homem é de fato, e não na ilusão; e só com a ciência política será possível construirmos Estados que sustentem, em vez de tornarem permanente a guerra civil.

(WEFFORT, 2001, p. 55-58.)

Thomas Hobbes, um filósofo, teórico político e matemático inglês, foi considerado um dos principais expoentes do pensamento contratualista na filosofia política. Segundo esse filósofo:


A

O Estado deveria ser absoluto e forte, pois, somente assim, pode impor o respeito para evitar a barbárie.


B

A liberdade e a igualdade devem preponderar sobre qualquer outro valor, tendo em vista os moldes entendidos na Revolução Francesa.


C

No Estado absolutista, em lugar da proteção do rei aos súditos, deve existir a proteção dos súditos ao senhor, fundamentada na coerção e no medo.


D

O homem participa de forma inócua da sua condição, de seu destino, sendo Deus, acima de todos e acima do Estado, o grande artífice de sua realidade.

John Locke afirma que em todos os governos legítimos, a nomeação das pessoas, que devem aplicar as leis, é um elemento tão natural e necessário quanto à própria forma de governo (Locke, 1704, p.149). Um ser humano que exerce uma parte do poder para o qual ele não foi nomeado de acordo com as leis, e, por conseguinte, não recebeu o consentimento do povo é entendido por Locke como:


A

Legitimador.


B

Terceirizador.


C

Aplicador da lei.


D

Concedente.


E

Usurpador.

 
 
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