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"A convivência democrática não supõe o apagamento das diferenças, mas a sua constituição como mediações para o exercício da liberdade, da justiça e da pluralidade" (CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia, p. 368).
Com base na afirmação acima e na perspectiva ética dos direitos humanos, analise as proposições e assinale a alternativa correta.
A convivência democrática só é efetiva quando se subordina a uma ética normativa de obediência, em que o reconhecimento das diferenças se dá mediante hierarquização das identidades.
A convivência democrática decorre da neutralização ética da subjetividade, pois somente a exclusão das diferenças permite a construção de uma cidadania homogênea e funcional às exigências do coletivo.
A convivência democrática se efetiva plenamente quando as diferenças são neutralizadas por normas universais, de modo a promover a homogeneização dos sujeitos diante do direito e da cultura dominante.
A convivência democrática pressupõe o exercício ético da tolerância desde que ela se restrinja aos valores culturalmente hegemônicos e não ponha em risco a estabilidade moral das instituições sociais.
A convivência democrática autêntica exige a transformação das diferenças em referências de reconhecimento mútuo, o que implica práticas institucionais de inclusão, respeito à alteridade e valorização da diversidade como fundamento ético da cidadania.
A higiene pessoal e a higiene do trabalho são conceitos distintos, mas que se complementam no ambiente ocupacional para garantir a saúde e a segurança dos colaboradores. A higiene do trabalho foca primariamente na prevenção de doenças ocupacionais e na promoção de um ambiente laboral seguro e salubre. Assinale a alternativa que descreve corretamente uma medida de higiene do trabalho:
A lavagem correta das mãos com água e sabão antes das refeições e após o uso do banheiro, uma prática de responsabilidade individual do trabalhador.
O uso de vestimentas limpas e adequadas para o ambiente de trabalho, como uniforme e sapatos fechados, que é um aspecto exclusivo da higiene pessoal.
A implementação de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC), como exaustores, sistemas de ventilação, e o fornecimento de treinamento sobre riscos químicos.
A manutenção de boas condições de saúde bucal e o banho diário, que, embora importantes, não são considerados medidas diretas da higiene do trabalho segundo as normas regulamentadoras.
A democracia é, hoje, um regime político amplamente difundido e defendido em diferentes sociedades pelo mundo. Uma das características que definem a forma de governo democrática é que ela:
Considera a necessidade de hierarquização social como central para a estabilidade coletiva.
Considera o conflito como algo legítimo e legal.
Assegura o status social diferenciado de pessoas em função de seu nascimento.
Assegura privilégios a grupos econômicos.
Reconhece a continuidade de um grupo no poder por mérito e sem intervenção popular.
A comparação entre as duas concepções educacionais expostas no fragmento permite afirmar que
a passagem da teoria tradicional para a tecnicista possibilitou a maximização dos processos racionais e, simultaneamente, a atenção às necessidades individuais como forma de aperfeiçoar a formação crítica.
a mudança da teoria tradicional para a tecnicista implicou a ênfase da eficiência instrumental e, concomitantemente, o esvaziamento das interferências subjetivas no processo educacional.
a transformação da teoria tradicional para a tecnicista permitiu conjugar as necessidades dos indivíduos e, simultaneamente, as necessidades do mercado de trabalho.
a substituição da teoria tradicional pela teoria tecnicista possibilitou que a escola ensinasse os valores fundamentais e, concomitantemente, se tornasse o local das realizações coletivas.
John Locke afirma que em todos os governos legítimos, a nomeação das pessoas, que devem aplicar as leis, é um elemento tão natural e necessário quanto à própria forma de governo (Locke, 1704, p.149). Um ser humano que exerce uma parte do poder para o qual ele não foi nomeado de acordo com as leis, e, por conseguinte, não recebeu o consentimento do povo é entendido por Locke como:
Legitimador.
Terceirizador.
Aplicador da lei.
Concedente.
Usurpador.


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[...] No processo democrático de produção de normas jurídicas, os cidadãos derrotados são obrigados a obedecer à lei, mas não são obrigados a seguir, com convicção racional, as normas às quais não deram o seu assentimento, pois seria muito tirânico exigir que minorias derrotadas ainda por cima fossem obrigadas a obedecer virtuosamente leis cuja legitimidade não reconhecem; ao contrário, o processo democrático de produção de leis deve permitir que as minorias possam aduzir novas razões no futuro, as quais sejam capazes de sensibilizar as antigas maiorias e se converterem em novas maiorias.
(DURÃO, 2015.)
Vivemos tempos sombrios e complexos como nunca na história recente de nossas democracias. Dentre os elementos capazes de explicar tais crises democráticas, podemos apontar:
A negação da democracia como um todo, substituída na maioria dos países capitalistas por sistemas opostos.
A negligência com o cuidado do bem comum e a insatisfação popular com muitas das regras e políticas públicas criadas à sua revelia.
A consciência plena, que tem levado inúmeros pensadores contemporâneos a reconsiderar os valores e os princípios democráticos e defini-los como inócuos.
A ponderação, a partir da organização da sociedade civil, de que o sistema ideal seria a autocracia, única capaz de manter a ordem pelos muitos cantos do mundo.
Art. 6o São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.
(Brasil. Constituição da República Federativa do Brasil, 1988.)
Em uma década, de 2012 a 2022, o crescimento da população em situação de rua no Brasil foi de 211%. Trata-se de uma expansão muito superior à da população brasileira na última década, de apenas 11% entre 2011 e 2021, na comparação com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
(“População em situação de rua supera 281,4 mil pessoas no Brasil”. www.ipea.gov.br, 23.05.2023. Adaptado.)
A partir da leitura dos dois excertos, percebe-se a incompatibilidade, na atual conjuntura brasileira, entre
a democracia formal e a democracia substancial.
a justiça distributiva e as práticas de corrupção.
os direitos sociais e os direitos humanos.
o Poder Executivo e o Poder Judiciário.
o controle populacional e a igualdade econômica.
Analise as afirmativas abaixo, marcando verdadeiro (V) ou falso (F):
(__)Democracia: Regime político em que a soberania é exercida pelo povo. No Brasil, a democracia é exercida somente por meio de representantes eleitos, uma vez que não há previsão de exercício direito.
(__)Princípios: juízos abstratos de valor orientativo na elaboração, interpretação e aplicação das normas.
(__)Ética: Deriva do grego "ethos" e, em síntese, pode ser entendida como o conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade.
Assinale a sequência CORRETA, de cima para baixo:
F, F, V.
V, V, V.
V, F, V.
F, F, F.
F, V, V.
De acordo com Chaui, os aspectos da democracia grega mais importantes para a filosofia são a inclusão dos dependentes na cidadania (mulheres, escravos e estrangeiros) e a educação, que passou a se centrar na retórica, na persuasão e na poesia.
Certo
Errado
A justiça como equidade, teoria resultante da obra de John Rawls, segue um conjunto de princípios. Sobre tais princípios, analisar os itens abaixo:
I. Princípio da igual liberdade.
II. Princípio da maximização da utilidade.
III. Princípio da diferença.
IV. Princípio da igualdade de oportunidades.
Estão CORRETOS:
Somente os itens I e II.
Somente os itens I e III.
Somente os itens I, III e IV.
Somente os itens II, III e IV.


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O conceito de igualdade de oportunidades denota a ideia de que:
as posições sociais devem ser acessíveis a todos
uma casta religiosa deve ter um acesso privilegiado aos bens sociais
a acessibilidade às posições sociais deve ser hierarquizada
uma aristocracia natural deve ter um acesso privilegiado aos bens sociais
Um regime político no qual os governantes são livremente escolhidos pelos cidadãos é um:
regime político ditatorial
regime político democrático
estado de natureza pré-político
regime monárquico
Liberdade e autoridade
Se me for concedido que o critério para distinguir a direita da esquerda é a diversa apreciação da ideia da igualdade, e que o critério para distinguir a ala moderada da ala extremista, tanto na direita quanto na esquerda, é a diversa postura diante da liberdade, pode-se, então, repartir esquematicamente o espectro em que se colocam doutrinas e movimentos políticos nas quatro seguintes partes:
a) na extrema-esquerda estão os movimentos simultaneamente igualitários e autoritários, dos quais o jacobinismo é o exemplo histórico mais importante, a ponto de se ter tomado uma abstrata categoria aplicável, e efetivamente aplicada, a períodos e situações históricas diversas;
b) no centro-esquerda, doutrinas e movimentos simultaneamente igualitários e libertários, para os quais podemos empregar hoje a expressão “socialismo liberal”, nela compreendendo todos os partidos social-democratas, em que pesem suas diferentes práxis políticas;
c) no centro-direita, doutrinas e movimentos simultaneamente libertários e inigualitários, entre os quais se inserem os partidos conservadores, que se distinguem das direitas reacionárias por sua fidelidade ao método democrático, mas que, com respeito ao ideal da igualdade, se prendem à igualdade diante da lei, que implica unicamente o dever por parte do juiz de aplicar imparcialmente as leis, e à liberdade idêntica, que caracteriza aquilo que chamei de igualitarismo mínimo;
d) na extrema-direita, doutrinas e movimentos antiliberais e anti-igualitários, dos quais creio ser supérfluo indicar exemplos históricos bem conhecidos como o fascismo e o nazismo. Obviamente, a realidade é bem mais diversificada do que este esquema, construído segundo apenas dois critérios. Em minha opinião, porém, estes são dois critérios fundamentais que, combinados, servem para estabelecer um quadro que preserva a contestada distinção entre direita e esquerda.
(BOBBIO, Norberto. Direita e esquerda; razões e significados de uma distinção política. São Paulo, Edusp, 1995. p. 118-119.)
Muito além da questão da direita ou da esquerda, temos o fato concreto de que a democracia é um fenômeno que está em permanente evolução; uma vez que é falível e instável é possível identificar alguns desafios que os regimes democráticos contemporâneos enfrentam na contemporaneidade, dentre os quais podemos citar:
O fortalecimento das instituições democráticas; no caso específico do Brasil, bem como em outras nações, ainda é possível apontar carências na estrutura e/ou atuações destas instituições.
O fortalecimento, através do dirigismo comunitário, movimento irrevogável que mudou, principalmente no início do milênio, a ordem constitucional globalizada, superpondo-se às soberanias dos Estados.
A efetivação das garantias que assegurem a manutenção de todas as conquistas que já foram alcançadas e que colocam nosso país na vanguarda em relação à democracia, direitos humanos e equidade social.
A manutenção no contexto da globalização, dos pactos de proteção universal dos direitos fundamentais da pessoa humana, que vem reafirmando a uniformização na tutela aos direitos através dos tratados internacionais de adesão compulsória.
Um regime político democrático é um regime no qual:
um único indivíduo detém o monopólio exclusivo do poder político
uma casta de privilegiados detém o monopólio exclusivo do poder político
o monopólio exclusivo do poder político é herdado de pai para filho
o poder político não é monopolizado por uma única pessoa, casta ou elite
O filósofo norte-americano John Rawls (1921-2002), ao refletir sobre o desafio de equilibrar liberdade e igualdade nas sociedades democráticas contemporâneas, formulou dois princípios:
1. Toda pessoa tem igual direito à máxima liberdade, compatível com uma liberdade semelhante para os outros.
2. As desigualdades de riqueza e poder são justas apenas se associadas à disponibilidade de posições e cargos para todos em igualdade de oportunidades, e se produzirem benefícios compensatórios para os membros menos favorecidos da sociedade.
A partir do texto, analise as afirmativas que descrevem ações para equilibrar liberdade e igualdade.
I. Promover escola e saúde para todos é um meio de garantir a igualdade de acesso e de oportunidades.
II. Implementar políticas de distribuição de renda e programas de cotas permite reparar desigualdades e promover a equidade.
III. Atribuir ao Estado a defesa da livre iniciativa e da liberdade de mercado possibilita a correção natural das injustiças pelo mecanismo da oferta e procura.
Está correto o que se afirma em
I, apenas.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.


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Leia com atenção o texto abaixo.
-
............................. é a única sociedade e regime político que considera o conflito legítimo. Não só trabalha politicamente os conflitos, mas também procura substituí-los como direitos que devem ser reconhecidos e respeitados. É a sociedade verdadeiramente..........................., isto é, aberta ao tempo, ao possível, às transformações e ao novo.
-
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
A utopia • pacífica
O comunismo • livre
O socialismo • solidária
A autocracia • próspera
A democracia • histórica
“A palavra democracia é de origem grega e significa ‘governo do povo’, ‘governo de todos os cidadãos’. A democracia foi uma invenção dos gregos da Antiguidade, que elaboraram teoricamente esse conceito e implantaram o regime democrático na pólis. Em Atenas, no século VI a.C., a ágora – praça pública – era o local de encontro dos cidadãos, onde se discutiam os problemas da cidade” (ARANHA e MARTINS, 2016, p. 229).
Tendo em vista o trecho apresentado, assim como os seus conhecimentos sobre a democracia tanto na Grécia Antiga quanto na contemporaneidade, assinale a alternativa correta.
Na Grécia Antiga, a democracia direta se valia de representantes que defendiam os interesses comuns. A partir disso, pode-se afirmar que a exclusão política não ocorria com tanta frequência.
A consolidação da democracia grega contribuiu com o surgimento da filosofia. Aliás, pensadores estrangeiros que faziam parte do corpo democrático foram os principais teóricos que efetuaram as causas em prol do surgimento de tal ciência.
A ágora (praça pública), na Grécia Antiga, espaço onde eram debatidos assuntos de interesse comum, favorecia o desenvolvimento do discurso político. Desse modo, elaborava-se o novo ideal de justiça, pelo qual as pessoas poderiam participar das decisões políticas. É importante frisar que os estrangeiros (metecos), quando eram prósperos comerciantes, eram considerados cidadãos e, por isso, participavam do processo de argumentação e de discussão.
A crise na contemporaneidade acerca da democracia consiste no fato de que há conflitos entre democracia e representação. A “democracia representativa” possui uma crise em seu próprio cerne. Afinal, se a democracia é entendida como governo do povo, a representação consiste na seleção de apenas alguns que governam, e os critérios para conceder o poder a “alguns” nem sempre têm sido os mais democráticos.
Considere o trecho a seguir.
Neste regime, […] a verdadeira força política, que no apertado unitarismo do Império residia no poder central, deslocou-se para os Estados. A política dos Estados, isto é, a política que fortifica os vínculos de harmonia entre os Estados e a União é, pois, na sua essência, a política nacional.
(SALES, Campos. Mensagem de 3 de maio de 1902. In: ____. Manifestos e mensagens. São Paulo: Fundap/Imprensa Oficial, 2007, p. 202)
O trecho acima revela uma estratégia política do Presidente Campos Sales, no começo da república brasileira, para pacificar as facções regionais e organizar sua relação com o poder central. Essa estratégia ficou conhecida na historiografia como Política
da Boa Vizinhança.
da Espada.
das Salvações.
do Café com Leite.
dos Governadores.
O pensador Pierre Lévy (1956-) é um filósofo francês que nasceu na Tunísia. Dedica-se aos âmbitos da comunicação e da informática. Entre as suas obras principais, está As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática e Cibercultura. Já o pensador Jacques Rancière (1940-) é um filósofo que nasceu na Argélia. Com o decorrer do seu percurso intelectual, afastou-se do pensamento de Althusser e dedicou-se à reflexão acerca da relação entre dois âmbitos diferentes: a política e a estética. A partir dessas informações básicas e de seus conhecimentos sobre ambos os filósofos, assinale a alternativa correta.
Segundo Rancière, na obra Ódio à democracia, a boa democracia deveria ser uma forma de vida social capaz de controlar o duplo excesso de atividade coletiva ou de retração individual inerente à vida democrática. Já na filosofia de Lévy, cabe ao Estado realizar intervenções políticas para que essa boa democracia, no caso da qual Rancière aborda, possa ser efetivamente construída. A comunicação, nesse contexto, consistiria em um campo de mediação entre o Estado e a sociedade. Para tanto, as mídias que viabilizam a comunicação seriam utilizadas de forma constante.
Pierre Lévy é um notório pesquisador das tecnologias da inteligência e investiga as interações entre informação e sociedade. Esse pensador defende que a sociedade se encontra apta no estudo da área das inteligências artificiais, por isso haverá avanço no campo tecnológico. Não obstante, caso a sociedade faça investimentos em demasia na área das ciências humanas, pode-se afirmar que tais recursos deveriam ser voltados ao âmbito tecnológico, afinal o avanço tecnológico acarreta avanço cognitivo, humano e moral.
Tanto Lévy quanto Rancière problematizam o cenário político, econômico e tecnológico da sociedade contemporânea. Aliás, ambos afirmam que o novo ódio à democracia pode ser resumido em uma tese simples: só existe uma democracia boa: a que reprime a catástrofe da civilização democrática.
Rancière expõe críticas à sociedade pedagogizada, porque esse modelo de sociedade pressupõe uma inteligência inferior e uma inteligência superior, isto é, uma desigualdade já de início. Já Lévy acredita que a cibercultura coloca o ser humano frente a um vasto conhecimento, no qual é preciso escolher, selecionar e filtrar as informações para organizá-las em grupos e comunidades onde seja possível trocar ideias, compartilhar interesses e criar uma inteligência coletiva.
Considere o texto a seguir.
Se queremos analisar o regime autoritário em suas diversas formas devemos examinar os estilos de liderança e os diferentes modos de conceber a relação entre o poder do Estado e a sociedade. As “ideologias” contêm um forte elemento utópico; as “mentalidades” estão mais próximas do presente ou do passado. Os sistemas totalitários têm ideologias, enquanto os regimes autoritários se baseiam em mentalidades peculiares, difíceis, portanto, de definir.
(LINZ, Juan apud: AVELAR, Lúcia. “Juan Linz. Um sociólogo de nosso tempo.” Tempo Social. Rev. de Sociologia da USP, São Paulo, 13(1): 203-227, maio de 2001, p. 211. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/ts/v13n1/v13n1a13.pdf)
A comparação proposta no texto acima, segundo o autor,
procede, uma vez que ideologias e mentalidades são equivalentes, sendo mais importante diferenciar, na verdade, um “sistema” de um “regime”.
é complexa, pois os regimes totalitários estão presos ao passado, e os sistemas autoritários anunciam o futuro, por serem dotados de elementos utópicos.
é inviável, pois os regimes autoritários são muito diferentes dos sistemas totalitários, já que estes últimos se baseiam na utopia e não na liderança.
exige que se considerem, em cada caso, fatores comparativos como as ideologias, as mentalidades e a relação entre Estado e sociedade.
leva à conclusão de que os sistemas totalitários são peculiares em seus estilos de liderança, portanto, mais complexos e indefiníveis.