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Ciência e poder do homem coincidem, uma vez que, sendo a causa ignorada, frusta-se o efeito. Pois a natureza não se vence, se não quando se lhe obedece. E o que à contemplação apresenta-se como causa é regra na prática.
(Bacon, 1997, p. 33.)
O filósofo Francis Bacon, também político e escritor inglês que viveu durante o início do século XVII, acreditava que a ciência poderia proporcionar às pessoas uma melhor qualidade de vida. Como Galileu, ele desejava que os cientistas se livrassem da ignorância e dos preconceitos do passado e que realizassem novas descobertas. Dentre suas teorias, podemos destacar:
A demonstração de que observação e experimentos, juntamente com as teorias advindas dos mestres precursores, garantam a compreensão do mundo num viés epistemológico correto.
O distanciamento da visão aristotélica da ciência como pura contemplação – como um saber em si mesmo. Ele buscou a ciência baseado no fazer (as obras) em vez de no falar (a retórica).
A afirmação de que os cientistas deveriam realizar experiências com o intuito de alcançar novas descobertas, mas não deveriam se desligar da verdade implícita, que não pode ser medida e nem comprovada materialmente.
A defesa de um método científico próprio e peculiar que envolvia a exposição de muitas hipóteses, mesmo que não comprovadas, mas com alguma possibilidade de acerto e que, independente do resultado, gerava conclusões fidedignas.