

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
Em sua trajetória argumentativa, que começa com a demonstração da existência da res cogitans para depois chegar à res extensa, René Descartes utiliza uma série de recursos para encadear razões, o que acaba por configurar uma explicação sistêmica da realidade, tendo como base o sujeito que pensa. Um dos recursos cartesianos é o apelo à figura de Deus, entendido como um:
Ser perfeito e que sempre intervém na vida humana para o melhor, de modo a propiciar o progresso histórico.
Ser que não se configura em causa eficiente da realidade, mas tão somente em um primeiro motor imóvel.
Ser todo-poderoso que interfere sistematicamente em nosso processo de conhecimento de tal forma que não possamos ter certeza de nada.
Ser destituído do atributo da perfeição e que, assim como os mortais, é portador de sentimentos mundanos como o ciúme e a inveja.
Não ser, porque o pensamento cartesiano inaugura a Modernidade por meio de seu ateísmo filosófico.