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Analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.
Para favorecer o domínio da razão sobre a tirania das paixões, Descartes propõe como “moral provisória” algumas normas que depois se revelaram válidas e, para ele, definitivas. Sobre o tema, considerando as regras a seguir, fazem parte da ética cartesiana:
I. obedecer às leis, aos costumes e à religião do próprio país, acolhendo as opiniões comuns mais moderadas.
II. perseverar nas ações com a maior firmeza e resolução possível.
III. vencer de preferência a si mesmo do que o destino, e mudar preferencialmente os próprios desejos do que a ordem do mundo.
IV. cultivar a razão e o conhecimento da verdade.
Apenas I, II e III.
Apenas II e IV.
Apenas IV.
Apenas I e III.
I, II, III e IV.
Leia o texto a seguir:
“Mas o que sou eu, portanto? Uma coisa que pensa. Que é uma coisa que pensa? É uma coisa que duvida, que concebe, que afirma, que nega, que quer, que não quer, que imagina também e que sente. Certamente não é pouco se todas essas coisas pertencem à minha natureza. Mas por que não lhe pertenceriam? Não sou eu próprio esse mesmo que duvida de quase tudo, que, no entanto, entende e concebe certas coisas, que assegura e afirma que somente tais coisas são verdadeiras, que nega todas as demais, que quer e deseja conhecê-las mais, que não quer ser enganado, que imagina muitas coisas, mesmo mau grado seu, e que sente também muitas como que por intermédio dos órgãos do corpo? Haverá algo em tudo isso que não seja tão verdadeiro quanto é certo que sou e que existo, mesmo se dormisse sempre e ainda quando aquele que me deu a existência se servisse de todas as suas forças para enganar-me? [...] Que assim seja; todavia, ao menos, é muito certo que me parece que vejo, que ouço e que me aqueço; e é propriamente aquilo que em mim se chama sentir e isto, tomado assim precisamente, nada é senão pensar. Donde, começo a conhecer o que sou, com um pouco mais de luz e de distinção do que anteriormente” (DESCARTES, R. Meditações. In.: Descartes. 2. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1979. Col. Os Pensadores, p. 95).
Tendo como referência este texto do filósofo René Descartes (1596-1650) e as suas contribuições para a teoria do conhecimento, marque a alternativa que apresenta corretamente as concepções da filosofia cartesiana.
Descartes, ao se utilizar do recurso dos céticos, a dúvida, estabeleceu um princípio sólido para o conhecimento ao fundamentá-lo nas impressões produzidas a partir do dos órgãos do corpo e analisadas por meio da razão, responsável pelo discernimento crítico e racional, deste modo, ele superou o ceticismo predominante no período renascentista.
Descartes, ao valorizar a história da filosofia, contribuiu para o seu desenvolvimento ao aprimorar o método investigativo dos filósofos escolásticos que buscavam, por meio da dúvida, provar a existência de Deus e, embora, tenha considerado o ser que lhe deu existência como um gênio maligno, ele concluiu, após um longo processo de dúvida, que Deus é bom e perfeito.
Descartes tornou-se um cético provisório em busca de certezas que pudessem fundamentar, com solidez, o conhecimento e, depois de um longo processo de dúvida, encontrou a evidência das ideias inatas, ideias claras e indubitáveis, que ele distinguiu das ideias adventícias que são produzidas pelos órgãos do corpo, bem como, das ideias fictícias, inventadas pelo filósofo mesmo.
Descartes transformou a dúvida em método filosófico e, por meio da dúvida hiperbólica, chegou a duvidar de sua própria existência, contudo, ele concluiu que o ato de duvidar é uma prova de sua existência e, deste modo, superou o dualismo psicofísico preconizado pela filosofia platônica ao considerar que o processo de sentir, por meio dos órgãos do corpo, pressupõe um ato de pensar.
O método cartesiano fundamenta na noção de evidência um critério para se pensar a verdade.
Certo
Errado
Segundo Descartes, as ideias inatas são simples.
Certo
Errado
Para Descartes, as ideias adventícias e inatas são sempre verdadeiras.
Certo
Errado
O pensamento cartesiano afirma que o corpo e a alma são coisas distintas, situando as ideias na alma.
Certo
Errado
Eis por que considerarei de novo o que acreditava ser, antes de me empenhar nestes últimos pensamentos; e de minhas antigas opiniões suprimirei tudo o que pode ser combatido pelas razões que aleguei há pouco, de sorte que permaneça apenas precisamente o que é de todo indubitável. O que, pois, acreditava eu ser até aqui? Sem dificuldade, pensei que era um homem. Mas que é um homem?
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DESCARTES, R. Meditações. São Paulo: Abril Cultural, 1973.
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Esse excerto decorre de um processo investigativo que visa a encontrar o que promoveria a certeza acerca do ser do sujeito. Por isso, na Segunda Meditação, Descartes afirma que, apesar de se ter certeza de que se é, ainda é necessário investigar o que se é, uma vez que essa determinação impedirá que o sujeito se tome imprudentemente como sendo outra coisa. De acordo com o pensamento de Descartes, assinale a alternativa em que a indagação “Que é o homem?” é respondida corretamente.
Conforme a filosofia racionalista de Descartes, o homem é um animal racional.
O homem, em Descartes, é definido como uma máquina composta de ossos e carne, fato que o aproxima do empirismo.
De todas as coisas que podem ser ditas acerca do ser do homem, há uma delas que não pode ser separada dele: o pensar. Assim, o homem é definido como uma coisa que pensa.
Descartes afirma que o homem é um ser de ação. Por isso, sua filosofia inspirou as vertentes políticas do século 17.
Descartes, inspirado pela filosofia inatista de Santo Agostinho, afirma que o homem não é uma coisa e, somente por isso, a ideia de Deus pode ser posta em seu espírito.
A Filosofia Moderna, desde Descartes a Hegel, seria uma reflexão crítica sobre o fato da nova ciência, seria a ciência que se sabe a si mesma.
ZUBIRI, Xavier. Sobre el problema de la filosofia. Revista del Ocidente, 1933, p.53. (Adaptado)
Considerando a filosofia cartesiana, avalie as afirmações a seguir.
I. Para Descartes, o Ser e sua estrutura são criações arbitrárias de Deus.
II. Estão entre os princípios dessa filosofia: Dúvida metódica e o cogito.
III. A bondade não implica uma livre decisão da vontade.
IV. O pensar enquanto tal, não possui e não implica segurança ontológica.
É correto apenas o que se afirma em
I e II.
I, II, II e IV.
IV e I.
III e II.
IV.
Segundo Descartes, o erro está relacionado à imperfeição, de forma que somente Deus, por ser perfeito, pode saber o que é verdadeiro.
Certo
Errado
Na filosofia moderna, René Descartes foi um dos representantes máximos do racionalismo.
Certo
Errado
De acordo com o pensamento de René Descartes, não existe uma verdade absoluta.
Certo
Errado
O aluno da Escola Municipal “Irmã Toffoli” perguntou ao professor de filosofia como poderia iniciar um processo filosófico, um filosofar que o levasse a um conhecimento verdadeiro e seguro. Respondendo ao educando, o professor fez a seguinte declaração: “Comece pelos objetos mais simples e mais fáceis de conhecer, depois pelos mais compostos”. Essa declaração do professor remete a que pensamento filosófico na história da filosofia?
À maiêutica socrática.
A um dos princípios das quatro regras da filosofia de René Descartes.
Ao “imprimir” de David Hume, no qual as experiências devem ser formuladas e aplicadas.
Ao racionalismo da idade média, abrindo caminho para o conhecimento científico e seguro
À filosofia contemporânea que acredita na aplicabilidade da teoria das quatro causas do conhecimento.
René Descartes revolucionou a filosofia e a teoria do conhecimento na modernidade. O filósofo defendia como método para alcançar o conhecimento:
Pautar-se no empírico, só pode ser verdade aquilo que visto aos olhos impede qualquer falseabilidade.
Pautar-se na experiência, somente aquilo que passa pelas mãos do sujeito de saber pode se tornar uma verdade.
Pautar-se na subjetividade, ao colocar o universo interno a prova a verdade tem um alcance pessoal.
Pautar-se pela dúvida metódica, pondo tudo a prova é possível refinar o conhecimento e chegar a uma verdade absoluta.
Pautar-se na discussão, de modo que resgata a retórica aristotélica, aqueles que melhor discursam são detentores da verdade.
“Começarei esta carta com minhas observações sobre o livro de Galileu. Encontro, em geral, que ele filosofa muito melhor que o vulgo, apartando-se tanto como pode dos erros da Escola, e procura examinar as matérias físicas com razões matemáticas. Nisso estou inteiramente de acordo com ele e considero que não há outro meio para se encontrar a verdade. Mas parece-me que se equivoca muito na medida em que faz continuamente digressões e não se detém para explicar por completo uma matéria, o que mostra que não as têm examinado por ordem e que, sem haver considerado as primeiras causas da natureza, somente tem buscado as razões de alguns efeitos particulares, e assim tem construído sem fundamento.”
(DESCARTES, R. Ouvres des Descartes. II, p. 380. apud MEDEIROS, D. Descartes e o fundamento metafísico da inércia natural dos corpos na correspondência com Mersenne. In: Modernos & Contemporâneos, Campinas, v. 1, n. 2., jul./dez., 2017. p. 71).
Considerando este trecho da carta de Descartes a Mersenne sobre os Discursos de Galileu e seus conhecimentos sobre o pensamento cartesiano, assinale a alternativa correta.
A crítica a Galileu é a de que este teria fundado seu esquema geométrico de explicação da mecânica dos corpos nos seus aspectos qualitativos
Mesmo tendo procedido corretamente ao apresentar razões matemáticas para explicar o movimento dos corpos, Descartes entende que Galileu não havia avançado de modo suficiente no método, assumindo como válidas razões que se fundam em aspectos contingentes da matéria, sem conseguir sair do campo do empírico
Descartes afirma que a res extensa é redutível ao que Galileu considerava, sem levar ao fim o método matemático, como qualidades imediatamente perceptíveis das coisas, ou seja, sem a mediação dos sentidos ou, com outras palavras, aos aspectos quantitativos destas
Apesar de reconhecer e louvar em Galileu o uso das matemáticas na descrição da natureza, para Descartes, ele falhara por não ter começado das primeiras causas, isto é, não ter dado conta do ponto de partida clássico da teoria das causas
Na filosofia moderna, uma das diferenças entre filósofos racionalistas e empiristas está nas teorias sobre a proveniência das ideias. No caso de Descartes, pode-se distinguir três tipos de ideias, segundo sua origem.
A respeito da teoria cartesiana das ideias, avalie se as afirmativas a seguir são verdadeiras (V) ou falsas (F)
( ) As ideias inatas resultam de conjecturas com base nos sentidos.
( ) As ideias adventícias procedem da razão divina e são universalmente válidas.
( ) As ideias factícias são provenientes da imaginação, que representa coisas que nunca vimos.
Assinale a opção que apresenta a sequência correta, de cima para baixo:
V – V – F.
V – F – V.
F – F – V.
V – V – V.
V – V – V.
A afirmação “Penso, logo existo”, de Descartes, possui o seguinte significado:
Do fato de que eu penso, é possível inferir que eu existo.
Do fato de que eu penso, não é possível inferir que eu existo.
Do fato de que eu penso, é possível inferir que eu não existo.
Do fato de que eu não penso, é possível inferir que eu existo.
Para René Descartes, a existência precede a essência.
Certo
Errado
René Descartes foi o filósofo, matemático e físico do século XVII, considerado o pioneiro do pensamento filosófico moderno e autor da obra:
O Leviatã.
Decamarão.
Sobre o Cidadão.
O que é metafísica.
Discurso sobre o método.
O pensamento do francês René Descartes destaca-se na Modernidade. Defendeu que o conhecimento era inato ao ser humano e propôs um método dedutivo como ponto inicial de qualquer conhecimento que se pretenda verdadeiro, claro e distinto. Exímio matemático, suas contribuições para as ciências exatas foram essenciais para o maior desenvolvimento da geometria analítica, por meio do plano de coordenadas cartesiano, e a física moderna também contou com significativas contribuições do filósofo.
Disponível em https://mundoeducacao.uol.com.br/filosofia/renedescartes.htm, visualizado em 28out2021
Em “O Discurso sobre o Método”, René Descartes lançou as bases do que para ele era a única fonte de conhecimento. Que seria o:
empirismo.
metafísica.
liberalismo.
cartesianismo.
racionalismo.
"Há já algum tempo eu me apercebi de que, desde meus primeiros anos, recebera muitas falsas opiniões como verdadeiras, e de que aquilo que depois eu fundei em princípios tão mal assegurados não podia ser senão mui duvidoso e incerto. Era necessário tentar seriamente, uma vez em minha vida, desfazerme de todas as opiniões a que até então dera crédito, e começar tudo novamente a fim de estabelecer um saber firme e inabalável".
(DESCARTES, R. Meditações concernentes à Primeira Filosofia. São Paulo: Abril Cultural, 1973 - Adaptado).
Sobre este trecho da primeira meditação das Meditações cartesianas, assinale a alternativa incorreta.
Os princípios dos quais fala Descartes devem ser entendidos como os fundamentos, e sobre estes é que os demais conhecimentos devem ser considerados verdadeiros
Os princípios são verdades claras e distintas, puramente intelectuais, não advindas de quaisquer experiências, mas deduzidas das ideias inatas
Quanto à necessidade de tentar seriamente desfazer-se de opiniões incertas e duvidosas, a necessidade decorre apenas do método da dúvida, não das condições do próprio pensamento
Há a sugestão inicial de que os princípios devem ser empíricos, pois é isso que significa firmar a direção do procedimento intelectual para a necessidade de começar tudo novamente para que se estabeleça um conhecimento firme e inabalável