Questões de Concurso sobre René Descartes

 
 
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Ao estabelecer o primado do espírito, Descartes faz dele algo completamente separado do corpo. Surge a tese em que a alma é uma substância completamente distinta do corpo denominada:

A
espiritualismo

B
refl exionismo

C
dualismo

D
encadeamento

E
intuição
Descartes, em sua segunda meditação, relata a necessidade de se encontrar uma forte certeza que pudesse servir de base para a elaboração de todo o sistema do saber. E exemplifi ca com a experiência do ponto de:

A
Gassendi

B
Arquimedes

C
Montaigne

D
Copérnico

E
Galileu

É o caráter radical do que se procura que exige a radicalização do próprio processo de busca. Se todo o espaço for ocupado pela dúvida, qualquer certeza que aparecer a partir daí terá sido de alguma forma gerada pela própria dúvida, e não será seguramente nenhuma daquelas que foram anteriormente varridas por essa mesma dúvida.


SILVA, F. L. Descartes: a metafísica da modernidade. São Paulo: Moderna, 2001 (adaptado).


Apesar de questionar os conceitos da tradição, a dúvida radical da filosofia cartesiana tem caráter positivo por contribuir para o(a)


A

dissolução do saber científico.


B

recuperação dos antigos juízos.


C

exaltação do pensamento clássico.


D

surgimento do conhecimento inabalável.


E

fortalecimento dos preconceitos religiosos.

Os produtos e seu consumo constituem a meta declarada do empreendimento tecnológico. Essa meta foi proposta pela primeira vez no início da Modernidade, como expectativa de que o homem poderia dominar a natureza. No entanto, essa expectativa, convertida em programa anunciado por pensadores como Descartes e Bacon e impulsionado pelo Iluminismo, não surgiu “de um prazer de poder”, “de um mero imperialismo humano”, mas da aspiração de libertar o homem e de enriquecer sua vida, física e culturalmente.

CUPANI, A. A tecnologia como problema filosófico: três enfoques. Scientiae Studia, São Paulo, v. 2, n. 4, 2004 (adaptado).

Autores da filosofia moderna, notadamente Descartes e Bacon, e o projeto iluminista concebem a ciência como uma forma de saber que almeja libertar o homem das intempéries da natureza. Nesse contexto, a investigação científica consiste em


A

expor a essência da verdade e resolver definitivamente as disputas teóricas ainda existentes.


B

oferecer a última palavra acerca das coisas que existem e ocupar o lugar que outrora foi da filosofia.


C

ser a expressão da razão e servir de modelo para outras áreas do saber que almejam o progresso.


D

explicitar as leis gerais que permitem interpretar a natureza e eliminar os discursos éticos e religiosos.


E

explicar a dinâmica presente entre os fenômenos naturais e impor limites aos debates acadêmicos.

Imagem associada para resolução da questão


A

Na compreensão dos fins da natureza humana, a filosofia vai mais longe que o senso comum, segundo Kant.


B

O senso comum, no pensamento de Kant, tem um alto valor positivo no campo das discussões teóricas (sobre o conhecimento), e não no campo das decisões práticas (sobre o agir).


C

Pode-se interpretar o senso comum kantiano, no campo da razão prática, como próxima à noção de bom senso, introduzida por Descartes.


D

Segundo Kant, o filósofo está em condições melhores de julgar as questões imediatas da vida prática do homem do que o homem que segue com bom senso as noções do senso comum sobre os fins do viver humano.


E

De acordo com Kant, no campo da vida prática, o senso comum é grosseiro e, por isso, incapaz de julgar bem em face das sutilezas das decisões humanas.

TEXTO I

Há já algum tempo eu me apercebi de que, desde meus primeiros anos, recebera muitas falsas opiniões como verdadeiras, e de que aquilo que depois eu fundei em princípios tão mal assegurados não podia ser senão mui duvidoso e incerto. Era necessário tentar seriamente, uma vez em minha vida, desfazer-me de todas as opiniões a que até então dera crédito, e começar tudo novamente a fim de estabelecer um saber firme e inabalável.

DESCARTES, R. Meditações concernentes à Primeira Filosofia. São Paulo: Abril Cultural, 1973 (adaptado).

TEXTO II

É o caráter radical do que se procura que exige a radicalização do próprio processo de busca. Se todo o espaço for ocupado pela dúvida, qualquer certeza que aparecer a partir daí terá sido de alguma forma gerada pela própria dúvida, e não será seguramente nenhuma daquelas que foram anteriormente varridas por essa mesma dúvida.

SILVA, F. L. Descartes: a metafísica da modernidade. São Paulo: Moderna, 2001 (adaptado).

A exposição e a análise do projeto cartesiano indicam que, para viabilizar a reconstrução radical do conhecimento, deve-se


A

retomar o método da tradição para edificar a ciência com legitimidade.


B

questionar de forma ampla e profunda as antigas ideias e concepções.


C

investigar os conteúdos da consciência dos homens menos esclarecidos.


D

buscar uma via para eliminar da memória saberes antigos e ultrapassados.


E

encontrar ideias e pensamentos evidentes que dispensam ser questionados.

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A

da iluminação da alma humana pela alma divina.


B

do esclarecimento do cogito pelo gênio maligno.


C

de meditações intuitivas e inconscientes.


D

da utilização de um método adequado para o pensamento.


E

da formulação de silogismos aristotélicos.

Descartes se destaca na história do dualismo porque foi o primeiro filósofo a


A

indicar que as ideias são sempre provenientes da experiência.


B

afirmar que a alma é de natureza distinta da do corpo.


C

mostrar como as paixões são originadas exclusivamente a partir da mente, sem nenhuma conexão com o corpo.


D

identificar claramente a mente com a consciência e a distingui-la de sua sede corporal, o cérebro.

Texto I

Experimentei algumas vezes que os sentidos eram enganosos, e é de prudência nunca se fiar inteiramente em quem já nos enganou uma vez.

DESCARTES, R. Meditações Metafísicas. São Paulo: Abril Cultural, 1979.

Texto II

Sempre que alimentarmos alguma suspeita de que uma ideia esteja sendo empregada sem nenhum significado, precisaremos apenas indagar: de que impressão deriva esta suposta ideia? E se for impossível atribuir-lhe qualquer impressão sensorial, isso servirá para confirmar nossa suspeita.

HUME, D. Uma investigação sobre o entendimento. São Paulo: Unesp, 2004 (adaptado).

Nos textos, ambos os autores se posicionam sobre a natureza do conhecimento humano. A comparação dos excertos permite assumir que Descartes e Hume


A

defendem os sentidos como critério originário para considerar um conhecimento legítimo.


B

entendem que é desnecessário suspeitar do significado de uma ideia na reflexão filosófica e crítica.


C

são legítimos representantes do criticismo quanto à gênese do conhecimento.


D

concordam que conhecimento humano é impossível em relação às ideias e aos sentidos.


E

atribuem diferentes lugares ao papel dos sentidos no processo de obtenção do conhecimento.

Além de racionalista, Descartes é conhecido como cartesiano em função de sua proposta de conhecimento por meio da experiência.


C
Certo

E
Errado

À medida que Descartes desenvolve sua ideia de um sistema de conhecimento, observamos surgir um componente importante, a saber, a ênfase na unidade do sistema, de maneira a ser possível propor a noção de que todas as coisas que se incluem no alcance do conhecimento humano, estão interligadas. Nesse sentido, é possível pensar que a concepção cartesiana de ciência busca


A

uma visão fragmentada, dividida em pacotes epistêmicos que espelham um modelo disciplinar de conhecimento.


B

um critério distintivo de refutabilidade para a definição do que é e do que não é cientifico.


C

uma articulação englobando todos os objetos de cognição humana.


D

uma metodologia de verificação lógica para atestar a verdade ou a falsidade de proposições científicas através da dúvida metodológica.

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A

as suas conclusões forem inferidas a partir de uma base ampla de experimentos.


B

os conhecimentos que a compõem forem fundamentados em princípios verdadeiros.


C

os seus princípios forem avaliados periodicamente pelos cientistas.


D

a sua constituição for motivada por uma atitude cética.

No início do Discurso do Método, Descartes mostra uma certa reserva no que se refere à erudição enquanto fonte de conhecimentos científicos. Este posicionamento está intimamente ligado à concepção de que


A

só a originalidade dota uma obra de valor.


B

a razão e não a autoridade é fonte de conhecimentos científicos.


C

a teoria deve ser aprendida na prática.


D

a experiência sensorial é a principal fonte de conhecimentos científicos.


E

o conhecimento é por natureza descontínuo, não sendo passível de progresso.

O pensamento de Descartes expresso no aforismo “Penso, logo existo” inaugura novo momento na epistemologia filosófica: a passagem do modernismo para a contemporaneidade.


C
Certo

E
Errado
Nas Meditações, de Descartes, o exemplo da percepção da cera e de seu derretimento na segunda meditação serve para mostrar que

A
a imaginação desempenha um papel central na determinação das essências das coisas.

B
se pode atribuir unidade a um corpo apenas por meio de suas mudanças.

C
a mente espera acontecimentos futuros a partir de fatos presentes com base em associações mentais passadas.

D
um corpo não permanece o mesmo durante a passagem do tempo.

E
concebemos a identidade do objeto percebido apenas por meio da ação do entendimento.

Observe a tirinha do cartunista Laerte.

Imagem associada para resolução da questão

A situação ilustrada acima seria absurda do ponto de vista da filosofia cartesiana porque, para Descartes,


A
pensamento e corpo não são realmente distintos.

B
o espírito e o corpo compõem um único todo nos seres humanos, o que é comprovado pela existência de sentimentos, tais como a fome e a sede.

C
o corpo, na medida em que não é uma substância, não subsiste sem o pensamento, única substância além de Deus.

D
o corpo humano, assim como os demais, não constitui um autômato, como a tirinha parece sugerir.

E
pensamento e corpo são como dois aspectos diferentes da mesma coisa, sendo dependentes entre si.

Imagem associada para resolução da questão

Esta ordem pela qual o conhecimento deve ser edificado ficou conhecida como a ordem


A
das razões.

B
temática.

C
das matérias.

D
silogística.

E
do ser.
Ano: 2010
Prova: CONSEP PI - Prefeitura - Professor - Área Filosofia - 2010

Sobre o filósofo Descartes e sua Filosofia é incorreto afirmar:


A

A Filosofia de Descartes inaugura de forma mais acabada o pensamento moderno propriamente dito, juntamente com os empiristas ingleses.


B

A crença no poder crítico da razão humana individual, a metáfora da luz e da clareza que se opõe à escuridão e ao obscurantismo, e a idéia de busca de progresso que orienta a própria tarefa da Filosofia são alguns traços fundamentais da modernidade de Descartes.


C

A necessidade de contextualização do pensamento, de situá-lo em relação à experiência de vida do indivíduo pensante, é uma exigência do próprio Descartes.


D

Discurso do Método, obra de Descartes, foi descoberta somente na contemporaneidade, passando despercebida pela modernidade.

Imagem associada para resolução da questão

A tese apresentada no texto supracitado é conhecida como


A
dualismo.

B
espiritualismo.

C
solipsismo.

D
nihilismo.

E
ceticismo.

Descartes acredita demonstrar a existência de deus partindo da


A

existência dos seres humanos como seres imperfeitos, e todavia dotados da ideia da perfeição.


B

existência do mundo, enquanto pressupõe uma causa por sua vez não causada


C

necessidade de uma explicação para o mal no mundo.


D

necessidade de um fundamento da consciência moral presente em todos os seres humanos.


E

existência do mundo, enquanto remete para uma inteligência que explique seu finalismo iminente.

   
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