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György Lukács, mesmo em sua fase pré-marxista, já perseguia o objetivo de desenvolver uma teoria estética, um tema que permeou toda a sua longa trajetória filosófica. Em 1963, ele apresentou sua formulação sistemática, marxista e definitiva sobre a estética.
A seguir, analise as afirmativas com base na formulação de Lukács publicada no Volume I de Estética: A peculiaridade do estético
I. A ciência e a arte nascem do cotidiano e a ele retornam.
II. O reflexo da vida cotidiana retrata uma realidade objetiva diferente da realidade objetiva representada pelo reflexo científico.
III. O reflexo científico é caracterizado pela desantropomorfização.
IV. O reflexo artístico e a religião são caracterizados pelos aspectos antropomórficos.
Estão corretas apenas as afirmativas
I, II e III.
I, II e IV.
I, III e IV.
II, III e IV.
O reconhecimento das obras de literatura pelo professor de filosofia é crucial para enriquecer a experiência educacional dos alunos. Ao utilizar a literatura em sala de aula, os professores oferecem aos estudantes um acesso mais amplo e profundo ao contexto histórico, social e humano. Isso estimula debates, promove a reflexão sobre questões éticas e existenciais, além de humanizar o conhecimento filosófico ao aplicá-lo em situações mais tangíveis e humanas. A análise de obras literárias desenvolve a capacidade interpretativa dos alunos e possibilita uma interseção rica entre a filosofia e a literatura, enriquecendo a compreensão das ideias filosóficas. Autor renascentista escreveu "Elogio da Loucura", uma obra que critica a sociedade e a igreja de sua época e influenciou a educação humanista:
Nicolau Maquiavel
Galileu Galilei
Tomás More
Desidério Erasmo
Dante Alighieri
Acerca de filosofia, arte e ciências, assinale a opção correta.
A filosofia, a ciência e a arte possuem em suas estruturas características de produção de conhecimento que se diferenciam a tal ponto, que desde a Idade Média são fragmentadas e distantes entre si.
Durante a Idade Média, ao observar o sistema das artes liberais e a organização do ensino, percebe-se a separação entre filosofia, arte e ciência.
Na modernidade, arte e ciência começaram a se aproximar e a assumir características, linguagens, métodos, processos cognitivos e vinculações epistemológicas muito próximas umas das outras.
Os métodos experimentais surgidos durante a antiguidade clássica passaram a discriminar as questões metafísicas das racionais separando, assim, as artes das ciências.
Durante os séculos XVI e XVII, a filosofia, a ciência e a arte começaram a se separar principalmente por conta da consolidação da ciência e de sua produção de conhecimento puramente racional.
Observe a imagem:

(Disponível em: https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/)
A imagem refere-se a uma quadrinha de cordel, utilizada em uma determinada escola nas aulas de filosofia. Tal experiência tinha o objetivo de aproximar os estudantes à filosofia. Sobre tais propostas e intervenções no ensino e discussões filosóficas, assinale a afirmativa correta.
A ludicidade como instrumento capaz de sensibilizar e envolver os educandos pode ser utilizada; porém, para temas mais primários da filosofia, para evitar a banalização da disciplina.
Se o objetivo é afastar o estudante do texto filosófico, considerado chato e antiquado, através de brincadeiras, músicas e poesias populares sem muito sentido existencial, de fato, o cordel é um excelente artifício.
São muito arriscadas, principalmente pelo caráter meditativo e reflexivo de que são imbuídos os temas filosóficos essenciais. Esses procedimentos pedagógicos ligados à filosofia deturpam a especificidade da disciplina.
São fundamentais, pois, como no caso exposto, a partir da ludicidade do cordel foi possível se relacionar com a investigação filosófica, aproximando-se dos textos nos livros didáticos, como também nos clássicos da Filosofia.
Desde os tempos pré-históricos, o ser humano constrói no mundo suas próprias coisas, demonstrando maior ou menor habilidade. A esse conjunto de coisas feitas pelo homem e que se distinguem por revelarem capricho, talento, perícia e eficiência podemos associar o nome arte. Além disso, podemos dizer que a arte é um fenômeno social, porque:
manifesta puramente os sentidos do artista
expõe realidades que ninguém compreende, exceto quem conhece o mundo interior do artista
convida os expectadores a uma experiência de transcendência, escapando da realidade que o cerca
reflete o mundo no qual o artista vive, expressando alegrias, angústias, problemas e esperanças de seu momento histórico


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A obra de arte, por princípio, foi sempre passível de reprodução. O que alguns homens fizeram podia ser refeito por outros.
Walter Benjamin. A obra de arte na época de suas técnicas de reprodução. In: Os Pensadores. São Paulo: Editora Abril, 1980.
Pensar a obra de arte no contexto de sua reprodutibilidade técnica indica o caráter de
acessibilidade.
indissociabilidade.
indiscernibilidade.
sociabilidade.
inacessibilidade.
Sobre filosofia e arte, assinale a alternativa INCORRETA.
Ao agir na natureza o homem ocupa seu espaço no mundo, constitui cultura e, assim, se refaz como ser humano.
A arte é parte intrínseca do processo pelo qual o pensamento vai se construindo a partir da inter-relação homem e mundo.
No materialismo histórico, a arte escapa do jogo de interesses e dos vínculos ideológicos.
Por meio da experiência estética, Kant nos deixou a possibilidade de nos relacionarmos universalmente com a beleza.
Para Hegel a arte oferta a verdade divina à luz da contemplação intuitiva ao sentimento.
TEXTO I
Uma filosofia da percepção que queira reaprender a ver o mundo restituirá à pintura e às artes em geral seu lugar verdadeiro.
MERLEAU-PONTY, M. Conversas: 1948. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
TEXTO II
Os grandes autores de cinema nos pareceram confrontáveis não apenas com pintores, arquitetos, músicos, mas também com pensadores. Eles pensam com imagens, em vez de conceitos.
DELEUZE, G. Cinema 1: a imagem-movimento. São Paulo: Brasiliense, 1983 (adaptado).
De que modo os textos sustentam a existência de um saber ancorado na sensibilidade?
Admitindo o belo como fenômeno transcendental.
Reafirmando a vivência estética como juízo de gosto.
Considerando o olhar como experiência de conhecimento.
Apontando as formas de expressão como auxiliares da razão.
Estabelecendo a inteligência como implicação das representações.
A arte é entendida como uma manifestação especial da sensibilidade humana em relação à realidade e ela pode ser tanto imitação como representação da realidade e expressão dos sentimentos do artista.
Segundo Sonia Maria R. de Souza, a partir de ideias da obra Ensaios filosóficos (1985) de Suzane Langer, considere:
I. De um modo geral, a arte é a maneira exótica e nada habitual de o ser humano apreender a natureza e a realidade existencial que o cerca.
II. A arte é uma atividade prática do ser humano por meio da qual ele cria, produz, constrói formas expressivas que desvelam e revelam a própria realidade.
III. Uma obra de arte é sempre a expressão de sentimentos, isto é, de tudo o que pode ser sentido como apreensão direta do estar-no-mundo.
IV. A arte não objetiva sentimentos, pois eles podem ser comunicados facilmente pela linguagem discursiva e conceitual.
V. Uma obra de arte se manifesta, se faz presente, aparece aos sentidos humanos com uma forma permanente, dinâmica ou imaginária.
Está de acordo com o pensamento da autora o que se afirma APENAS em
II, III e V.
I, II e IV.
III, IV e V.
I, II e III.
II, IV e V.
No momento em que a arte rompe com a ideia de ser cópia do real para ser considerada criação autônoma que tem a função de revelar as possibilidades do real, ela passa a ser avaliada de acordo com a autenticidade da sua proposta e sua capacidade de falar ao sentimento.
Maria Lúcia de Aranha. Filosofia: introdução à Filosofia.
São Paulo: Moderna, 2009, p. 403 (com adaptações).
Desde o século XIX, algumas reflexões relativas à estética vêm sendo revistas e reconstruídas, de modo que a arte como pensamento deixou de focar apenas no belo e no feio para tratar do assunto da
desconfiguração.
delegação.
representação.
organização.
simulação.


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O belo é sempre extravagante. Não estou querendo insinuar que seja voluntária e friamente extravagante, pois nesse caso seria um monstro descarrilado dos trilhos da vida. Quero dizer que o belo sempre contém um pouco de extravagância ingênua não deliberada e inconsciente e que essa extravagância é o que o leva particularmente a ser belo.
Charles Baudelaire. A exposição universal de 1855.
In: Cassiano Cordi e outros. Para filosofar. São Paulo: Scipione,
2007, p. 298 (com adaptações).
Considerando-se as informações do texto precedente, é correto afirmar que, de acordo com Charles Baudelaire, a extravagância é uma
consequência do belo.
característica do belo.
causa do belo.
indefinição do belo.
indefinição do belo.
Em relação às diversas visões sobre a arte, analise os pensamentos a seguir.
I. “A essência da arte é a própria verdade pondo-se em obra.”
(Heidegger.)
II. “Podemos, por conseguinte, definir a arte: a contemplação das coisas, independente do princípio de razão.”
(Schopenhauer.)
III. “O essencial da arte é que ela dá completude à existência, que é geradora da perfeição e plenitude. A arte é, por essência, afirmação, bênção, divinização da existência.”
(Nietzsche.)
IV. “A arte é uma certa disposição, acompanhada de uma regra verdadeira, capaz de produzir; a falta de arte, ao contrário, é uma disposição a produzir, acompanhada de uma regra falsa.”
(Aristóteles.) (CHAUÍ, Marilena. Filosofia. São Paulo: Ática, 2001. Série: Novo Ensino Médio.)
Muitos são os pensadores que se debruçaram nas questões relativas à arte, à beleza, à estética. Nem sempre com o mesmo tipo de pensamento, mas, sempre, considerando a importância dessas discussões. No caso específico de Schopenhauer e suas teorias sobre o assunto, é correto afirmar que:
Os juízos relacionados à arte dizem respeito à faculdade do juízo e formação do gosto sem os limites da sensibilidade.
A arte nada mais é do que uma ode à vida e às forças que nos conduzem, e que pode ser analisada juntamente com a vontade de potência.
A arte sempre foi passível de imitação, uma vez que o que um homem fazia poderia ser copiado por outros indivíduos; tornando-a irrisória.
A arte e a experiência estética são uma maneira de mitigarmos o sofrimento: na música se ouve a vontade, a essência da vida, se expressando.
Sobre o campo de investigação da Estética e da Filosofia da Arte, podemos afirmar que são problemas centrais dessas áreas:
I. O que é o belo (ou a beleza)?
II. O que distingue o estético do não-estético?
III. Afinal, o que é arte?
IV. Qual o lugar dos sentimentos no contexto da experiência estética e artística?
V. Em que consiste o valor da arte? Como avaliar obras de arte?
Marque a alternativa CORRETA:
Somente os itens I, II e III estão corretos.
Somente os itens IV e V estão errados.
Somente o item IV está correto.
Todos os itens elencados estão errados.
Todos os itens elencados estão corretos.
“É certo que na vida cotidiana estamos acostumados a falar de belas cores, de um belo céu, de um belo rio, como também de belas flores, de belos animais e, ainda mais, de belos seres humanos, embora não queiramos aqui entrar na discussão acerca da possibilidade de se poder atribuir a tais objetos a qualidade da beleza e de colocar o belo natural ao lado do belo artístico. Mas pode-se desde já afirmar que o belo artístico está acima da natureza. Pois a beleza artística é a beleza nascida e renascida do espírito e, quanto mais o espírito e suas produções estão colocadas acima da natureza e seus fenômenos, tanto mais o belo artístico está acima da beleza da natureza. Sob o aspecto formal, mesmo uma má ideia, que porventura passe pela cabeça dos homens, é superior a qualquer produto natural, pois em tais ideias sempre estão presentes a espiritualidade e a liberdade”.
(G.W.F. Hegel, Cursos de Estética, vol.1, São Paulo, Edusp, 2001)
De acordo com texto apresentado, pode-se concluir que
a beleza que podemos observar na natureza é superior e mais importante que a beleza produzida pelo homem.
quando os produtos humanos são mal elaborados espiritualmente, eles se tornam inferiores ao belo natural.
na medida em que o homem é capaz de produzir obras de arte cada vez mais belas, mais o belo artístico é superior ao belo natural.
é possível atribuir beleza à natureza, pois os rios, as flores e os animais já possuem uma beleza intrínseca.
as obras de arte produzidas pelo homem são consideradas belas quando se igualam com o belo natural.
Para Schopenhauer, a causa e a essência do mundo estão na vontade de viver, e a consciência não passa de um serviço sacrificado dessa vontade. Relacionando esse pensamento com a teoria da arte do filósofo, assinale a alternativa correta.
A vontade é que impulsiona o artista em sua produção; por isso, a arte sempre é inconsciente.
A contemplação estética traz à tona o quando, o porquê e para quê; por isso, é filosófica.
A arte é uma das alternativas que se abrem para o indivíduo para livrá-lo da escravidão.
A percepção dos objetos artísticos traz ao homem, cada vez mais, a consciência de sua condição humana.
A arte é uma representação individual da realidade; por isso, deixa de ser sensorial.


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Por meio da arte, o ser humano lê e representa a realidade vivida, utilizando para isso a imaginação e a capacidade criativa. No mundo contemporâneo, este processo sofre a influência da chamada “indústria cultural”, que tem como característica
inserir-se no contexto da industrialização e submeter-se aos mesmos princípios existentes na produção econômica em geral.
deixar aos consumidores de arte ampla liberdade de escolha, uma vez que seu objetivo é educar a sensibilidade.
abolir a padronização do gosto artístico, notada pela recusa dos modismos e da homogeneização.
valorizar a arte popular espontânea, especialmente o folclore, que expressa a arte da população rural.
estimular a formação do senso crítico de seus consumidores em relação à realidade vivida.
Hegel concebe a arte como a relação entre a idéia e a forma sensível, e reconhece as três fases da arte: simbólica quando essa relação ainda não atingiu o equilíbrio definitivo do ideal artístico, clássica quando conquista a unidade concreta e viva desses dois elementos e romântica quando a relação dialética desses dois elementos atinge o limite em que o infinito da idéia realiza-se, mas dissolve-se a cada instante. O autor deduz as modalidades de arte, de acordo com os três períodos acima mencionados, da seguinte forma:
A respeito da relação entre filosofia e estética, assinale a opção correta.
Um dos objetivos da arte é explorar novas formas de expressão.
A pintura é arte tridimensional, pois além da altura e da largura, possui a profundidade de campo.
A arte só é arte se for mimética, ou seja, se copiar a natureza, não tendo valor estético aquela arte que pretende ser essencialmente ideal.
Tomás de Aquino define o belo como o que mais se aproxima das qualidades da divindade.