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A relação entre ciência e tecnologia é de fundamental importância para que se avalie a finalidade da busca de novos conhecimentos, bem como a dimensão ética dos procedimentos adotados para adquirir e aplicar esses conhecimentos. De maneira bastante elementar, é possível definir esses saberes da seguinte forma:
Ciência é um conhecimento puramente teórico; tecnologia é a mera aplicação prática da ciência.
A busca do conhecimento é algo exclusivo da ciência; a busca do sucesso é privativa da tecnologia.
A ciência está a serviço dos interesses privativos de uma comunidade de doutos; a tecnologia está exclusivamente a serviço do poder político e econômico.
Na ciência, busca-se satisfazer requisitos epistêmicos como verdade e justificação; na tecnologia, geralmente busca-se satisfazer necessidades não epistêmicas.
Filosoficamente, não é possível fazer uma distinção entre ciência e tecnologia, pois ambas as formas de saber estão intrinsicamente vinculadas.
Leia com atenção o texto a seguir:
Em quase todos os aspectos, podemos dizer que o conhecimento científico (ciência) se opõe às características __________________. Ele é objetivo, pois procura as estruturas universais e necessárias das coisas investigadas. Ele é quantitativo, ou seja, busca medidas, padrões, critérios de comparação e avaliação para coisas que parecem. É homogêneo, isto é, busca as leis gerais de funcionamento dos fenômenos, que são as mesmas para fatos que nos parecem diferentes. É _________________, pois reúne individualidades sob as mesmas leis, os mesmos padrões ou critérios de medida, mostrando que possuem a mesma estrutura, embora sejam sensorialmente percebidas como diferentes.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
das ciências ocultas • útil
da opinião pessoal • revelado
do senso comum • generalizador
do misticismo religioso • atemporal
da mitificação social • diferenciador
No texto a seguir, Alan Chalmers explica uma das principais ideias da epistemologia falsificacionista:
“O falsificacionista vê a ciência como um conjunto de hipóteses que são experimentalmente propostas com a finalidade de descrever ou explicar acuradamente o comportamento de algum aspecto do mundo ou do universo. Todavia, nem toda hipótese fará isto. Há uma condição fundamental que toda hipótese ou sistema de hipóteses deve satisfazer para ter garantido o status de lei ou teoria científica. Para fazer parte da ciência, uma hipótese deve ser falsificável”
Fonte: (CHALMERS, Alan F. O que é a ciência, afinal? São Paulo: Brasiliense, 1993. p. 64 - 65).
Marque a opção que lista hipóteses que podem ser consideradas científicas pelos critérios falsificacionistas de cientificidade.
i) Todos os planetas se movem em elipses ao redor de estrelas.
ii) Todas as substâncias se expandem quando aquecidas.
iii) Todo corpo em repouso permanecerá em repouso, e um corpo em movimento continuará em movimento retilíneo uniforme, a menos que uma força resultante não nula atue sobre ele.
i) Ou está chovendo ou não está chovendo.
ii) O ângulo de incidência de um raio de luz refletido por uma superfície refletora é igual ao ângulo de reflexão.
iii) Todo animal que possui coração também possui rim.
i) Todos os cisnes são brancos.
ii) Todos os pontos num círculo euclidiano são equidistantes do centro.
iii) A energia total de um sistema isolado permanece constante.
i) Todas as plantas realizam fotossíntese.
ii) As características que um organismo adquire ao longo da vida, por meio do uso ou desuso de seus órgãos, são transmitidas aos seus descendentes.
iii) Deus é a fonte de toda sapiência.
i) A vida pode surgir espontaneamente da matéria inanimada através de um "princípio ativo" ou "força vital" presente nos materiais.
ii) Todos os tijolos, quando liberados perto da superfície terrestre, caem diretamente para baixo quando não impedidos.
iii) A sorte é possível na especulação esportiva.
Leia o texto a seguir para responder à questão.
“O termo ‘revolução científica’ deve-se à profunda transformação ocorrida em relação ao pensamento da tradição antiga e medieval, uma autêntica reviravolta, principalmente nos campos da física e da astronomia. Mas é sobretudo enquanto fator determinante do surgimento do pensamento moderno, numa ruptura com o pensamento escolástico medieval e o pensamento antigo greco-romano, que a Revolução Científica passa a ter uma importância decisiva para além do campo estrito da ciência”
Fonte: (MARCONDES, Danilo. Textos básicos de filosofia e história das ciências: a revolução científica. Rio de Janeiro: Zahar, 2016. p. 9).
Dentre as diversas causas que podem ser apresentadas para a Revolução Científica, é possível enumerar:
os estudos de anatomia humana de Leonardo da Vinci; a invenção da máquina de impressão com tipos móveis de Johannes Gutenberg; a publicação do Almagesto de Cláudio Ptolomeu.
a reintrodução de textos aristotélicos na Europa; as grandes navegações e a descoberta do Novo Mundo; a publicação de Sobre a revolução dos orbes celestes de Nicolau Copérnico.
a publicação do Novum Organum de Francis Bacon; a conquista do Império Inca pelos espanhóis liderados por Francisco Pizarro; a publicação de Aritmética de Diofanto.
as grandes navegações e a chegada dos portugueses à Índia; desenvolvimento de novas e mais precisas técnicas de gravuras, como a xilogravura; publicação da Suma Teológica de Tomás de Aquino.
a publicação da tradução para o latim da obra do filósofo cético antigo Sexto Empírico; o enfraquecimento da autoridade da Igreja Católica com a Reforma Protestante; a popularização da obra Física de Teofrasto.
O mundo presente se reconhece através de expressões como “sociedade do conhecimento” ou “sociedade da informação e da tecnologia”. A ciência alcançou um desenvolvimento exponencial no século XX em todas as suas áreas. A revolução da microeletrônica, o desenvolvimento de novas fontes de energia e a revolução das biotecnologias alçaram a ciência à condição de um mito moderno. Assistimos a uma mistificação da ciência por muitos cientistas, que carecem da lucidez de reconhecer-lhe os limites. A preeminência do conhecimento científico é compreensível na medida em que seu poder e prestígio ressoam através dos artefatos tecnológicos produzidos por ele mesmo. Neste sentido, talvez os maiores difusores dos seus feitos sejam os meios de comunicação de massa.
(OLIVA A, Epistemologia: a cientificidade em questão Campinas: Papirus; 1990.)
O embate entre ciência e filosofia existe basicamente desde que elas se encontraram e é muito mais comum do que imaginamos. A modernidade caracteriza-se, muitas vezes, pela racionalização que denominamos ciência moderna ou, simplesmente, ciência. Nesse contexto, podemos afirmar que vivemos:
O extermínio amplo, geral e irrestrito do senso comum.
A predominância das explicações racionais sobre o senso comum.
A preponderância do senso comum sobre as explicações racionais.
A ausência sistemática da ética e o menosprezo à ciência empírica.


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Assinale a alternativa que NÃO apresenta um filósofo da ciência.
René Descartes.
Thomas Kuhn.
Stern Thomson.
Imre Lakatos.
Karl Popper.
"A ciência é uma maneira de pensar, uma maneira de ver o mundo. É uma forma de questionar, de investigar, de buscar evidências. É uma forma de aprender e de crescer.
A ciência é um processo de descoberta, não de dogma. Ela é baseada na observação, na experimentação e na revisão. A ciência está sempre mudando, à medida que novas evidências surgem.
A ciência é uma ferramenta poderosa. Ela pode nos ajudar a entender o mundo ao nosso redor, a resolver problemas e a melhorar nossas vidas."
De acordo com a passagem, a ciência é:
Um conjunto de verdades absolutas que não podem ser questionadas.
Um método de investigação que busca compreender o mundo natural.
Um conjunto de crenças religiosas que devem ser aceitas sem questionamento.
Um sistema de pensamento que busca explicar o mundo através da razão.
Uma forma de conhecimento que não se baseia na observação e na experimentação.
Acerca de filosofia, arte e ciências, assinale a opção correta.
A filosofia, a ciência e a arte possuem em suas estruturas características de produção de conhecimento que se diferenciam a tal ponto, que desde a Idade Média são fragmentadas e distantes entre si.
Durante a Idade Média, ao observar o sistema das artes liberais e a organização do ensino, percebe-se a separação entre filosofia, arte e ciência.
Na modernidade, arte e ciência começaram a se aproximar e a assumir características, linguagens, métodos, processos cognitivos e vinculações epistemológicas muito próximas umas das outras.
Os métodos experimentais surgidos durante a antiguidade clássica passaram a discriminar as questões metafísicas das racionais separando, assim, as artes das ciências.
Durante os séculos XVI e XVII, a filosofia, a ciência e a arte começaram a se separar principalmente por conta da consolidação da ciência e de sua produção de conhecimento puramente racional.
A relação entre ciência e filosofia é complexa e multifacetada, refletindo um diálogo contínuo ao longo da história do pensamento humano. A filosofia da ciência, uma disciplina que emerge da interseção entre essas duas áreas, busca investigar os fundamentos epistemológicos, metodológicos e éticos que sustentam a prática científica (KRAUSE, 2005).
Qual das afirmações abaixo reflete corretamente as ideias sobre a ciência?
A filosofia é essencial para a reflexão crítica sobre a ciência, permitindo uma compreensão mais profunda das teorias e métodos utilizados na pesquisa.
A lógica é considerada irrelevante para a análise crítica das teorias científicas, uma vez que a observação empírica é suficiente para validar as conclusões.
As questões éticas na ciência são vistas como meramente secundárias, sem impacto significativo nas práticas científicas e na produção do conhecimento.
O positivismo sustenta que a filosofia deve ser a única fonte de conhecimento, relegando a ciência a um papel secundário na busca por verdade.
A relação entre ciência e filosofia é de total independência, onde cada uma opera de forma isolada e sem interação.
A relação entre filosofia e ciência remonta às origens do pensamento ocidental, quando os primeiros filósofos gregos, como Tales de Mileto e Anaximandro, começaram a formular teorias sobre a natureza e o universo. Para esses pensadores, a filosofia não se limitava à especulação abstrata, mas envolvia a busca por uma compreensão racional do mundo físico. Com o tempo, a filosofia se tornou o campo de estudo que examina os fundamentos do conhecimento, da realidade e da existência, enquanto a ciência evoluiu como uma abordagem sistemática para investigar fenômenos naturais, baseada na observação e na experimentação (CARVALHO, 2011)
Qual das alternativas abaixo reflete a relação entre filosofia e ciência?
De acordo com o texto, Aristóteles e Platão concordavam que o conhecimento só poderia ser alcançado por meio da observação do mundo natural.
A filosofia oferece um quadro reflexivo sobre os fundamentos e os limites do conhecimento científico, enquanto a ciência desenvolve métodos e teorias baseadas na observação empírica e experimentação.
A filosofia contemporânea rejeita o valor da ciência, uma vez que ela considera o conhecimento científico incapaz de lidar com questões éticas e existenciais.
Segundo Kant, o conhecimento humano deriva exclusivamente da experiência sensorial, sem qualquer influência de estruturas cognitivas internas.
O método cartesiano, proposto por Descartes, rejeitava qualquer forma de dúvida na busca pelo conhecimento.


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“Até pouco tempo atrás, quando queríamos sustentar uma afirmação sem argumentar demais, bastava dizer: ‘É comprovado cientificamente.’ Mas essa tática já não tem mais a mesma eficácia, pois a confiança na ciência está diminuindo. Vivemos hoje um clima de ceticismo generalizado, uma descrença nas instituições que favorece a disseminação de negacionismos, encampados por governos com políticas escancaradamente anticientíficas”.
ROQUE, Tatiana. O negacionismo no poder. Como fazer frente ao ceticismo que atinge a ciência e a política. Revista Piauí, n. 161, fev. 2020.
Considerando os elementos mobilizados no texto de Roque, assinale a alternativa que apresenta uma medida que, se implementada, aumentaria a confiança da população no discurso científico.
Validar as etapas da produção científica por meio de referendos.
Promover o diálogo e iniciativas de divulgação científica abertas à autocrítica.
Combater as crenças religiosas e pessoais que contradizem a ciência.
Reforçar a autoridade dos cientistas referindo-se ao seu reconhecimento acadêmico.
Evitar que se consolidem consensos científicos.
Edmund Husserl é conhecido como fundador da fenomenologia, escola filosófica contemporânea que busca reconfigurar o modo de compreender a relação entre sujeito e realidade.
Segundo Husserl, é correto afirmar que
a realidade em si mesma é inacessível ao aparato cognitivo do sujeito transcendental.
o sujeito é capaz de apreender as essências das coisas ao suspender as crenças prévias sobre a realidade.
a realidade é uma construção subjetiva de cuja objetividade é impossível obter certeza.
o sujeito fenomenológico se constitui por meio de uma relação conflituosa com o outro.
a realidade é o conjunto de seres existentes e que são representados pela consciência.
O Círculo de Viena está entre as vertentes da Filosofia da Ciência do século XX. O movimento tinha, entre seus objetivos, a análise rigorosa da linguagem e a crítica da metafísica.
A posição desenvolvida por esse grupo ficou conhecida como
realismo semântico.
racionalismo crítico.
nominalismo linguístico.
positivismo lógico.
ceticismo epistemológico.
No que se refere à filosofia da ciência, julgue os itens a seguir e assinale a alternativa correta:
I – Para Aristóteles o mundo é o conjunto de movimento e mudança no qual todas as coisas estão envolvidas.
II – Thomas Kuhn, por meio do paradigma, questionou a teoria aristotélica elaborando uma nova ciência fundada na matemática.
III – O conceito de natureza adotado por Galileu Galilei é diverso do aristotélico, bem como a física de Aristóteles não é análoga à física de Galileu.
Apenas o item I é verdadeiro.
Apenas o item II é verdadeiro.
Apenas o item III é verdadeiro.
Apenas os itens II e III são verdadeiros.
Todos os itens são verdadeiros.
Por séculos, a epistemologia considerou, inquestionavelmente, o conhecimento como a crença verdadeira justificada. Somente em meados do século XX foi demonstrado um grave problema com essa concepção, denominado:
Falácia naturalista.
Problema de Gettier.
Teoria do erro.
Navalha de Ockham.


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Edmund Husserl pretendeu fundamentar a filosofia e as ciências numa análise rigorosa das estruturas fundamentais da experiência.
Com relação ao projeto fenomenológico de Husserl, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa:
( ) Objetivou uma redução da filosofia à psicologia, na medida em que tratou de buscar os mecanismos da percepção.
( ) Entendeu a consciência como atividade caracterizada por se direcionar a realidades e dotá-las de sentido.
( ) Concebeu o númeno como realidade inacessível à consciência cuja postulação, no entanto, é logicamente necessária.
As afirmativas são, na ordem apresentada, respectivamente,
F – V – V.
F – V – F.
V – F – F.
V – V – F.
F – F – V.
Ao longo das décadas, a Ciência vem contribuindo, significativamente, para o aumento da expectativa e melhoria da qualidade de vida humana. O desenvolvimento de métodos nas áreas de tratamento da água para consumo humano, tratamento de esgotos, produção de medicamentos como antibióticos e produção de imunizantes são alguns exemplos de consequências do conhecimento científico que salvaram e salvam milhões de vidas. A palavra "Ciência" tem origem no latim, scientia, significando "conhecimento". Assinale a alternativa que corresponde ao nome do filósofo propositor da concepção de Ciência, na qual uma teoria científica só é válida se puder ser falseada e que, quanto mais vezes essa teoria for falseada sem ser refutada, mais confiável é a teoria:
Aristóteles.
Kuhn.
Descartes.
Kant.
Popper.
De acordo com Bertrand Russell, assinale a alternativa que apresenta a principal diferença entre filosofia e ciência.
A ciência faz uso e, por vezes, baseia-se em modelos matemáticos, enquanto a filosofia não faz uso desses modelos
A ciência parte e se concentra no conhecimento adquirido por meio de estudos baseado em princípios científicos; enquanto a filosofia questiona e problematiza a realidade que vivemos, inclusive a própria ciência
A ciência trata de fatos, enquanto a filosofia trata de juízos e opiniões
A ciência é um desenvolvimento relativamente recente, enquanto a filosofia mais importante é a antiga
No mundo técnico de hoje, o cientista tem mais prestígio e remuneração em relação ao filósofo que tende a ser um profissional acadêmico dedicado ao ensino e pesquisa
O cultivo da Filosofia proporcionou um crescente desenvolvimento dos conhecimentos e acúmulo de informações gerando uma constante busca para a produção de conhecimentos verdadeiros. Assim, no século XVII surge um método científico baseado na experiência e cuja aplicação a cada objeto de estudo constitui uma ciência diferente: a física, a química, a biologia e a partir do século XIX, as chamadas ciências humanas e sociais: psicologia, sociologia e humanidades em geral, possui o seu próprio método, o qual depende do objeto de conhecimento.
Diante do exposto, assinale a alternativa correta.
A ciência tem como característica básica a adequação do objeto com o método. Assim, muda o objeto, muda o método. Assim sendo, podemos dizer que a ciência não busca uma única explicação do universo que é homogêneo, contínuo e infinito
A filosofia pode ser construída de várias maneiras, não possuindo um único método. Ela possui um campo privilegiado de estudo que é a Metafísica, por influência direta de Aristóteles
As ciências historicamente surgiram da filosofia e, mesmo hoje, possuem a mesma forma de conhecimento
A Filosofia tornou-se ao longo do tempo uma forma de conhecimento totalmente especulativa a qual contrasta com a ciência que possui um método rigoroso de busca da verdade
Filosofia e ciência caracterizam-se por buscar formas de conhecimentos verdadeiras, fundamentado racionalmente esse conhecimento e que não se permite aceitar explicações imediatas e definitivas
Leia o texto a seguir:
“As revoluções políticas iniciam-se com um sentimento crescente, com frequência restrito a um segmento da comunidade política, de que instituições existentes deixaram de responder adequadamente aos problemas postos por um meio que ajudaram em parte a criar. De forma muito semelhante, as revoluções científicas iniciam-se com um sentimento crescente, também seguidamente restrito a uma pequena subdivisão da comunidade científica, de que o paradigma existente deixou de funcionar adequadamente na exploração de um aspecto da natureza, cuja exploração fora anteriormente dirigida pelo paradigma. Tanto no desenvolvimento político como no científico, o sentimento de funcionamento defeituoso, que pode levar à crise, é um pré-requisito para a revolução.” (KUHN, Thomas. A estrutura das revoluções científicas. São Paulo: Perspectiva, 1998, p. 126).
Thomas Kuhn (1922-1996) apresentou uma concepção inédita, com a publicação do seu livro A estrutura das revoluções científicas, para explicar o desenvolvimento da ciência. Marque a alternativa que apresenta corretamente a concepção de Thomas Kuhn sobre o processo de mudança de paradigmas.
Para Thomas Kuhn, a ciência normal, ou a tradição científica, é formada por um processo cumulativo que permitiu, por exemplo, compreender, à luz do método experimental de Galileu, os erros do paradigma aristotélico.
Thomas Kuhn considerou que quanto mais razoável for uma hipótese, mais chance ela terá de se tornar um paradigma dominante ao ser sustentada pela iniciativa individual de um cientista visionário.
Segundo Thomas Kuhn, o sentimento de funcionamento defeituoso, que desencadeia a crise de um paradigma, é detectado por meio de processos empíricos de verificação das hipóteses falseáveis.
Para Thomas Kuhn, a transição de um paradigma em crise para um novo paradigma, que pode estabelecer uma nova tradição científica, não é um processo cumulativo articulado com o velho paradigma.