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Leia o texto a seguir:
“As revoluções políticas iniciam-se com um sentimento crescente, com frequência restrito a um segmento da comunidade política, de que instituições existentes deixaram de responder adequadamente aos problemas postos por um meio que ajudaram em parte a criar. De forma muito semelhante, as revoluções científicas iniciam-se com um sentimento crescente, também seguidamente restrito a uma pequena subdivisão da comunidade científica, de que o paradigma existente deixou de funcionar adequadamente na exploração de um aspecto da natureza, cuja exploração fora anteriormente dirigida pelo paradigma. Tanto no desenvolvimento político como no científico, o sentimento de funcionamento defeituoso, que pode levar à crise, é um pré-requisito para a revolução.” (KUHN, Thomas. A estrutura das revoluções científicas. São Paulo: Perspectiva, 1998, p. 126).
Thomas Kuhn (1922-1996) apresentou uma concepção inédita, com a publicação do seu livro A estrutura das revoluções científicas, para explicar o desenvolvimento da ciência. Marque a alternativa que apresenta corretamente a concepção de Thomas Kuhn sobre o processo de mudança de paradigmas.
Para Thomas Kuhn, a ciência normal, ou a tradição científica, é formada por um processo cumulativo que permitiu, por exemplo, compreender, à luz do método experimental de Galileu, os erros do paradigma aristotélico.
Thomas Kuhn considerou que quanto mais razoável for uma hipótese, mais chance ela terá de se tornar um paradigma dominante ao ser sustentada pela iniciativa individual de um cientista visionário.
Segundo Thomas Kuhn, o sentimento de funcionamento defeituoso, que desencadeia a crise de um paradigma, é detectado por meio de processos empíricos de verificação das hipóteses falseáveis.
Para Thomas Kuhn, a transição de um paradigma em crise para um novo paradigma, que pode estabelecer uma nova tradição científica, não é um processo cumulativo articulado com o velho paradigma.