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Em “Do que se tem pensado sobre o trabalho”, Suzana Albornoz argumenta que: “Para Marx, o trabalho é pressuposto em uma forma que o caracteriza como exclusivamente humano. O trabalho do homem tem uma qualidade específica, distinta de um mero labor animal. [...] ‘O que distingue o pior arquiteto da melhor das abelhas é que o arquiteto ergue a construção em sua mente antes de a erguer na realidade.’ [...] No entanto, isso que torna o trabalho do homem propriamente humano, o projeto e a visão antecipada do produto, não está sendo possível na produção industrial mecanizada e em série”.
De acordo com Suzana Albornoz, a perda da capacidade de antecipação mental do produto pelo trabalhador conduz à
ampliação da autonomia operária sobre os meios e os ritmos de produção.
integração funcional entre o sujeito trabalhador e o sistema tecnoindustrial.
adoção de formas humanizadas de produção que não supõem a mais valia.
alienação do trabalhador e a consequente desumanização do trabalho.
retomada da produção artesanal como alternativa à produção industrial.