Questões de Concurso sobre Immanuel Kant

 
 
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TEXTO I


Duas coisas enchem o ânimo de admiração e veneração sempre crescentes: o céu estrelado sobre mim e a lei moral em mim.


KANT, I. Crítica da razão prática. Lisboa: Edições 70, s/d (adaptado).


TEXTO II


Duas coisas admiro: a dura lei cobrindo-me e o estrelado céu dentro de mim.


FONTELA, O. Kant (relido). In: Poesia completa. São Paulo: Hedra, 2015.


A releitura realizada pela poeta inverte as seguintes ideias centrais do pensamento kantiano:


A

Possibilidade da liberdade e obrigação da ação.


B

Aprioridade do juízo e importância da natureza.


C

Necessidade da boa vontade e crítica da metafísica.


D

Prescindibilidade do empírico e autoridade da razão.


E

Interioridade da norma e fenomenalidade do mundo.

Considerando a doutrina de Kant, julgue os itens a seguir.

I Existe uma lei moral universal.

II O imperativo categórico representa uma ação objetivamente necessária dada pela razão.

III O conceito moral de boa vontade está obrigatoriamente interligado ao resultado da ação.

Assinale a opção correta.


A

Apenas o item II está certo.


B

Apenas o item III está certo.


C

Apenas os itens I e II estão certos.


D

Apenas os itens I e III estão certos.


E

Todos os itens estão certos.

Analise as afirmativas abaixo a respeito dos juízos na Crítica da Faculdade de Julgar, de Kant:


I. A faculdade do juízo determinante, sob leis transcendentais universais dadas pelo entendimento, somente subsume; a lei é lhe indicada a priori e por isso não sente necessidade de pensar uma lei para si mesmo, de modo a poder subordinar o particular na natureza ao universal.

II. A faculdade de juízo reflexiva, que tem por obrigação de elevar-se do particular na natureza ao universal, necessita por isso de um princípio que ela não pode retirar da experiência, porque este precisamente deve fundamentar a unidade de todos os princípios empíricos sob princípios igualmente empíricos, mas superiores e por isso fundamentar a possibilidade da subordinação sistemático dos mesmo entre si.

III. Só a faculdade de juízo reflexiva pode dar a si mesmo princípio como lei e não retirá-lo de outro lugar (por que senão seria faculdade de juízo determinante), nem prescreve-lo à natureza, por que a reflexão sobre as leis da natureza orienta-se em função desta, enquanto natureza não se orienta em função das condições, segundo as quais nós pretendemos adquirir um conceito seu, completamente contingente a seu respeito.

IV. Os juízos analíticos (afirmativos) são, portanto, aqueles em que a conexão do predicado com o sujeito é pensada por meio da identidade, e aqueles, ao contrário, em que essa conexão é pensada sem identidade, devem determinar-se juízos sintéticos. Os primeiros podem ser denominados de juízos de explicação, os últimos de juízos de ampliação.


Assinale


A

se todas as afirmativas estiverem corretas.


B

se somente as afirmativas I, II e III estiverem corretas.


C

se somente as afirmativas I, II e IV estiverem corretas.


D

se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.


E

se somente as afirmativas I e IV estiverem corretas.

“Entretanto, na primeira parte da Metafísica, esta dedução da nossa faculdade de conhecer a priori conduz a um estranho resultado aparentemente muito prejudicial ao inteiro fim da mesma e do qual se ocupa sua segunda parte, a saber, que com esta faculdade jamais podemos ultrapassar os limites da experiência possível, o que é justamente a ocupação desta ciência.” (KANT, I. Crítica da Razão Pura. Trad. de Valério Rohden e Udo Baldur Moosburger. São Paulo: Editora Nova Cultural, 2000. p.38.)

Do trecho acima podemos concluir que o objetivo de Immanuel Kant (1724-1804), em sua Crítica da razão pura, foi:


A

apontar o caminho para um conhecimento efetivo das realidades transcendentes.


B

estabelecer os limites da razão humana.


C

garantir a possibilidade de uma liberdade humana a partir da consideração iluminista de sujeito.


D

provar que o tempo e o espaço são ilimitados.


E

mostrar que as estruturas transcendentais pertencem às coisas.

Na seção da Crítica da razão pura intitulada de Estética Transcendental Kant pretende tratar das(os):


A

condições de possibilidade de toda forma de beleza.


B

estruturas de todo entendimento.


C

diversas formas de uso da Razão.


D

formas puras da sensibilidade.


E

fundamentos das experiências sublimes.

O filósofo alemão Friedrich Hegel (1770-1831) foi crítico da concepção elaborada por Immanuel Kant de sujeito transcendental apontando para o fato de ele ser:


A

substancializado.


B

vazio.


C

formal.


D

falso.


E

ilusório.

“A razão humana, num determinado domínio dos seus conhecimentos, possui o singular destino de se ver atormentada por questões, que não pode evitar, pois lhe são impostas pela sua natureza, mas às quais também não pode dar resposta, por ultrapassarem completamente suas possibilidades” (KANT, Immanuel. Crítica da razão pura. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2010. p. 3).


Kant entendia ser necessário colocarmos a razão em um tribunal onde se determinaria as possibilidades do conhecimento. Tendo no horizonte o pensamento kantiano, assinale a alternativa correta.


A

O filósofo alemão pensava ser possível conhecermos e provarmos a existência de Deus por meio da razão.


B

Para Kant, a metafísica continuava sendo a filosofia primeira, e como tal deveria ser considerada em todo processo de análise da realidade.


C

Kant concordava com os empiristas quando estes afirmavam que a forma do conhecimento vinha de fora, sendo a razão uma folha em branco.


D

A matéria do conhecimento está dentro de nós, nesse sentido, concordando, assim, com os racionalistas.


E

O conhecimento, segundo Kant, vem de algo que recebemos de fora (a posteriori) e de algo que já existe em nós (a priori).

Na segunda seção da Fundamentação da Metafísica dos Costumes (reproduzida por BAKER; BONJOUR, 2010), logo após expor a primeira formulação do imperativo categórico, Kant apresenta exemplos de máximas que não passam no teste da universalizabilidade.

Relacione as máximas com as razões por que elas são reprovadas:

(1) A máxima envolve contradição na vontade; não pode ser querida como lei universal.

(2) A máxima é contraditória em si mesma; não pode ser pensada como lei universal sem contradição.


( ) Suicidar-se para evitar males da vida.

( ) Não ser caridoso para com os outros.

( ) Fazer uma falsa promessa estando em apuros.

( ) Descuidar dos talentos pessoais.


A sequência correta de preenchimento dos parênteses da segunda coluna, de cima para baixo, é


A

1 – 2 – 1 – 2.


B

2 – 1 – 2 – 1.


C

2 – 2 – 1 – 1.


D

1 – 1 – 2 – 2.

A teoria moral de Immanuel Kant é central no pensamento ocidental e fundamentou parte importante de perspectivas éticas ainda hoje afirmada nas sociedades humanas. Kant sintetizou sua perspectiva ética com a formulação de imperativos categóricos, tais como:


I. ''Aja de tal maneira que a máxima de tua ação possa valer como lei universal para todo e qualquer ser racional''.

II. ''Aja de tal maneira que a máxima de tua ação possa valer como se fosse uma lei da natureza''.

III. ''Aja de tal maneira que a máxima de tua ação nunca permita tratar a outros humanos como um mero meio ou instrumento''.

IV. ''Aja de tal maneira que a máxima de tua ação possa garantir que exista uma humanidade autêntica no futuro''.


Marque a alternativa CORRETA no tocante a quais imperativos foram efetivamente formulados por Kant:


A

Somente a formulação I é um imperativo categórico kantiano.


B

Somente as formulações I, II e III são imperativos categóricos kantianos.


C

Somente a formulação IV é um imperativo categórico kantiano.


D

Nenhuma das formulações acima são imperativo categórico kantiano.


E

Todas as formulações acima são imperativos categóricos kantianos.

Leia atentamente o seguinte excerto: “Desse modo, o pensamento toma corpo no belo artístico e a matéria não é determinada externamente por ele, mas existe livre por si mesma, na medida em que o natural, o sensível, o ânimo e assim por diante possuem em si mesmos medida, finalidade e concordância e a intuição e o sentimento são igualmente elevados à universalidade espiritual, enquanto que o pensamento não só renuncia à sua hostilidade com a natureza, mas nela se asserena e o sentimento, o prazer e o fruir são legitimados e santificados; de tal modo que natureza e liberdade, sensibilidade e conceito encontram seu direito e satisfação em um só termo”. A partir do excerto do item “A Filosofia Kantiana”, da obra Introdução à Estética de Hegel, atente para o que se afirma a seguir, e assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso:

( ) Na consideração da Crítica do Juízo, pensamento e matéria determinam-se por si mesmos, repetindo o dualismo coisaem- si e fenômeno característico da outra Crítica.

( ) A arte pela lógica da gratificação, sobrepõe-se à lógica da repressão, o princípio de razão predominante.

( ) A verdade da arte é a libertação da sensibilidade através de sua reconciliação com a razão.

( ) A verdade não conceitual dos sentidos, como valor estético transcendente, veda a liberdade em face do princípio de realidade.

Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:


A
V, V, F, F.

B
F, V, V, F.

C
F, V, F, V.

D
V, F, F, V.
Na obra A Paz Perpétua, Kant elencou os artigos definitivos para a paz perpétua entre os Estados. O primeiro artigo definitivo para a paz perpétua entre os Estados, segundo Kant, afirma que a constituição civil em cada Estado deve ser

A
democrática.

B
oligárquica.

C
aristocrática.

D
republicana.

Analise as afirmativas sobre o pensamento de Kant expresso na Crítica da Razão Pura:


I. O conhecimento brota de duas fontes fundamentais, o intelecto e a sensibilidade, os quais se constituem em faculdades cognitivas, que operam em conjunto.

II. Embora sejam faculdades distintas entre si, intelecto e sensibilidade podem ter permutadas suas funções por operarem em conjunto na produção do conhecimento.

III. A faculdade do intelecto recebe representações, enquanto a faculdade da sensibilidade conhece um objeto mediante tais representações.

IV. A intuição é o conhecimento imediato dos objetos e consiste no meio pelo qual a faculdade do intelecto apresenta um objeto à faculdade da sensibilidade.


Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)


A

I.


B

II.


C

I e IV.


D

II, III e IV.

Em Resposta à pergunta: Que é Esclarecimento?, Kant explica que o esclarecimento (Aufklärung) “é a saída do homem de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado”


(KANT, I. Resposta à pergunta: Que é “Esclarecimento”?. In: KANT,I. Textos Seletos. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 2005. p. 63).


De acordo com Kant, no opúsculo mencionado, o que é menoridade?


A

É a incapacidade de usar o entendimento sob o governo de tutores.


B

É a capacidade de raciocinar sob a perspectiva de uma razão pública.


C

É a incapacidade de usar o entendimento sem a direção de outrem.


D

É a capacidade de raciocinar vencendo a preguiça e a covardia.

De acordo com a teoria moral kantiana, embora seja naturalmente livre, o ser humano se submete à orientação de outrem por medo, preguiça, comodismo ou covardia.

C
Certo

E
Errado
A ética utilitarista não possui um princípio diretor, contrariamente à ética kantiana.

C
Certo

E
Errado
Kant, na esteira do racionalismo, mantém uma postura inatista, mas agora de caráter estrutural, e não mais substantivo, como em Descartes.

C
Certo

E
Errado
A filosofia de Nietzsche, ao negar a filosofia kantiana em sua totalidade, em particular sua ética, aproxima-se de uma ética de características utilitaristas.

C
Certo

E
Errado
   
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