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Para o autor, o problema posto pela Metafísica consiste em

A PARTIR DA LEITURA DO TRECHO A SEGUIR, RESPONDA AS DUAS QUESTÕES QUE SE SEGUEM.


Como é possível a Metafísica como disposição natural? Quer dizer: como nascem da natureza da razão humana universal essas questões, que a razão pura formula e que por necessidade própria se sente impulsionada a resolver? Mas como todos os ensaios feitos até hoje para resolver essas questões naturais (por exemplo: a de saber se o mundo teve princípio, ou se é eterno etc.) têm encontrado contradições inevitáveis, não podemos contentar-nos com a simples disposição natural para a Metafísica, quer dizer, com a faculdade da razão pura, de que procede uma Metafísica, qualquer que seja; senão que deve ser possível chegar com ela a uma certeza ou ignorância dos objetos e poder afirmar algo sobre os objetos dessas questões ou sobre a potência da razão, e, por conseguinte, a estender com confiança seu poder ou colocá-la em limites seguros e determinados. Esta última questão, que resulta do problema geral que precede, se expressa nos seguintes termos: de que modo é possível a Metafísica como ciência?


KANT, Emmanuel. Crítica da Razão Pura, B 22.

Para o autor, o problema posto pela Metafísica consiste em


A

responder de modo categórico a todas as perguntas para conhecer Deus, a transcendência, o sentido e a origem do mundo.


B

investigar como surgem as perguntas sobre o que está além da experiência física do mundo, sobretudo em sua dimensão suprassensível.


C

resolver as dúvidas que ocorrem em qualquer investigação das causas primeiras e universais, dada a finitude e impotência da razão humana.


D

abandonar qualquer proposito de criar uma metafísica de tipo natural e secular, visto que não se pode estabelecer com segurança os limites de atuação da razão.


E

conhecer e estabelecer a priori os princípios universais que presidem a experiência do mundo e o seu conhecimento em todas e cada uma das ciências.