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A única coisa de que aqui será feita abstração […] é...

A única coisa de que aqui será feita abstração […] é unicamente a vontade que constitui o outro lado do mundo: num primeiro ponto de vista, com efeito, este mundo apenas existe absolutamente como representação; noutro ponto de vista ele apenas existe como vontade.


(Schopenhauer, 2001, p. 11. O mundo como representação e como vontade no pensamento. Disponível em: nucleodoconhecimento.com.br.)


A reação ao racionalismo iluminista – isto é, à crença de que a razão seria capaz de alcançar a verdade e de que a ciência, por meio da tecnologia, nos tornaria “mestres e senhores da natureza” – manifestava-se, também, com o movimento romântico, que irrompera no século XIX. No mesmo século, além de Nietzsche, o alemão Arthur Schopenhauer e o dinamarquês Sören Kierkegaard foram alguns dos que submeteram à prova os alicerces da razão. Em Schopenhauer apresenta-se:


A

A discordância veemente com a teoria Kantiana de que entendemos as imagens por meio de formas puras (espaço, tempo e causalidade) e que, portanto, o mundo é “fenômeno”, o que aparece para nós.


B

A tese que o indivíduo é o único responsável em dar significado à sua vida e em vivê-la de maneira íntegra, sincera e apaixonada, apesar da existência de inúmeros obstáculos vitais ou “distrações existenciais”.


C

A ideia de que seria preciso buscar, além do princípio da razão, outro caminho: o do sentimento. Ao se aprofundar na subjetividade, ele encontra seu corpo submetido às leis da causalidade como todos os corpos.


D

A afirmação de que a origem do desespero está na imaginação, onde o homem pode criar uma relação fantasiosa consigo mesmo. O desespero, segundo ele, vem do afastamento da existência; constitui a pior das doenças.