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Será que a natureza da atividade de pensar, o hábito de examinar, refletir sobre qualquer acontecimento poderia condicionar as pessoas a não fazer o mal? Estará entre os atributos da atividade do pensar, em sua natureza intrínseca, a possibilidade de evitar que se faça o mal? Ou será que podemos detectar uma das expressões do mal, qual seja, o mal banal como fruto do não exercício do pensar?
(Hannah Arendt, 1998.)
Hannah Arendt nasceu no ano de 1906, em Hannover, Alemanha. O conteúdo das reflexões filosóficas e sua intensa produção literária na área da filosofia foi (e é) muito importante, embora ela mesma não se incluísse dentro da categoria de pensadores. Dentre algumas de suas discussões, podemos apontar:
As questões políticas, em que defendia a ideia de um governo baseado no poder hegemônico dos estados de exceção, em nome da ordem e da equidade social, tão duramente rechaçada.
A necessidade, por parte das instituições sociais de estabelecerem uma coesão com a sociedade civil, por meio do compartilhamento dos espaços públicos e da própria vida privada.
A social-democracia, que discutia com militantes de partidos, dirigentes sindicais e intelectuais. Fazia uma análise crítica do imperialismo, como algo que permite a banalização das relações capitalistas.
O tema do totalitarismo, sobre o qual ela argumenta que a legitimidade totalitária desafiava a legalidade e a justiça, destruindo as instâncias de mediação, próprias dos regimes republicanos tradicionais.