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O potencial apocalíptico da técnica – sua capacidade para pôr em perigo a sobrevivência...

O potencial apocalíptico da técnica – sua capacidade para pôr em perigo a sobrevivência do gênero humano ou corromper sua integridade genética, ou alterá-la arbitrariamente, ou até mesmo destruir as condições de uma vida mais elevada sobre a terra – coloca a questão metafísica com a qual a ética nunca fora anteriormente confrontada, qual seja: se e por que deve haver uma humanidade; por que, portanto, o homem deve ser mantido tal como a evolução o produziu; por que deve ser respeitada sua herança genética; sim, porque, em geral, deve haver vida. A pergunta não é ociosa como parece, pois a resposta a ela é significativa acerca do quanto, permitidamente, nos é lícito arriscar em nossas grandes apostas tecnológicas e quais riscos são inteiramente inadmissíveis. Todo jogo suicida com essa existência está categoricamente proibido, e ousadias técnicas, nas quais esta é a aposta, ainda que apenas remotíssima, devem ser desde o início excluídas.


(Oswaldo Giacoia Junior. “Hans Jonas: Porque a técnica moderna é um objeto para a ética”. Natureza Humana, 1999. Adaptado)


O trecho consiste na tradução da obra de Hans Jonas pelo filósofo Oswaldo Giacoia Junior. O conceito proposto por Jonas, que subjaz sua abordagem ética para responder à questão metafísica colocada, consiste no


A

relativismo cultural.


B

imperativo categórico.


C

justo-meio.


D

princípio responsabilidade.


E

princípio da utilidade.