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Em seu Curso de filosofia positiva, Auguste Comte classifica as ciências numa ordem advinda do grau de simplicidade e do grau de generalidade dos fenômenos, construindo uma escala epistemológica, das ciências mais simples às mais complexas. Nessa escala comteana, a filosofia positiva adquire o estatuto de sistema geral das ciências. A ela não cabe produzir saberes verdadeiros, uma vez que não lida diretamente com fenômenos concretos, restando-lhe a tarefa de articular os saberes verdadeiros produzidos pelas ciências. Como as ciências, por conta de serem saberes especializados, fragmentam o real, caberia à filosofia rearticular os fragmentos, possibilitando uma visão de totalidade. Mas uma totalidade que parta do concreto – seguindo o esquema indutivo, próprio das ciências empíricas.
(Sílvio Gallo e Walter Omar Kohan. “Crítica de alguns lugares-comuns ao se pensar a filosofia no ensino médio”. A Filosofia no ensino médio. Adaptado)
A corrente filosófica mencionada possui como princípio norteador o entendimento segundo o qual
o progresso do conhecimento se estabelece em leis naturais.
a intuição individual possui relevância para tomadas de decisão.
o último estágio da evolução do pensamento é baseado em abstrações.
a percepção subjetiva contribui para compreender a realidade.
a explicação dos fenômenos considera elementos sobrenaturais.


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